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10 jun, 2014

[RESENHA] Delirium #2: Pandemônio

Esse é o segundo livro da trilogia Delirium,
uma distopia que vem conquistando muita gente desde que o primeiro
livro foi lançado. Para quem ainda não leu o primeiro livro aviso que esta resenha contem spoilers dele Delírio.

Pandemônio
começa exatamente onde Delírio terminou, dando sequência a fuga mal sucedida de
Lena e Alex. Ele não conseguiu passar pela cerca e acabou sendo capturado
e muito provavelmente já foi morto pelos guardas. Ela continua a entrar na Selva,
com o emocional abalado por pensar em Alex e em seu sacrifício, baleada e
muito fraca, mesmo assim a garota não para de avançar, ainda que tenha
certeza de que morrerá também. 


Quando
pensa não haver mais esperanças e que a morte está mais próxima do que
nunca Inválidos, aquelas pessoas que não foram curadas (e que não deviam
estar vivas), a encontram e salvam sua vida. Passado algum tempo ela se
recupera e passa a viver com este grupo, mas a vida não é fácil por lá,
ela deve trabalhar e há sempre o fantasma da escassez rondando-os.


Dias
depois de sua chegada todo o grupo de Inválidos tem que se mudar pois o
inverno está chegando e não há a menor condição e eles sobreviverem
naquela região quando a temperatura começar a baixar, assim eles tomam
seu caminho em direção ao Sul, mas como havia de se esperar as coisas
são complicados e mais pessoas morrem, os que continuam vivos tem que se
proteger de perigos iminentes como Reguladores que querem capturá-los e
Saqueadores (rebeldes desgarrados), sem contar os que a própria Selva
tem.

Após
perceberem que viver fugindo é muito difícil eles decidem se infiltrar
entre os Curados para tentar fazer com que veja a verdade e se aliem a
eles para combaterem a cura. Essa decisão faz com que Graúna, Lena e
Prego se estabeleçam em Nova York. Todos têm novas identidades e
histórias. Ela deve se infiltrar na ASD (América Sem Delíria) cujo
intuito é fazer a Cura ser aplicada antes de as pessoas completarem 18
anos, um risco em potencial para a vida e a sanidade de muitos
adolescentes.

Julian
filho do líder da ASD, Thomas Fineman, e Lena acabam sendo sequestrados
juntos e durante e esse tempo e ela lhe revela que não é, de fato, uma
curada. Mas será que ela pode realmente confiar no garoto que queria a
Cura mesmo sabendo que poderia morrer com isso? Será que o belo rapaz
pode despertar nela algo, remotamente, próximo do que Alex fez? Só há
uma maneira da garota descobrir: arriscando.

Eu comecei Pandemônio
com expectativas muito altas e pode ter sido esse um dos motivos da
minha decepção, mas com o final do livro anterior como poderia ser
diferente? Já tinha ouvido falar que a estória deste segundo não era tão
boa quanto a do primeiro, mas decidi arriscar mesmo assim, o problema é
que de fato eu o achei bastante decepcionante.

Neste
livro há uma alternância entre “passado” e “presente” entre os
capítulos, uma coisa que me deixou bastante confusa. Sempre que pego um
livro assim me pergunto “por que a autora não escreveu usando uma linha
de tempo normal?”, o fato de alguns autores fazerem isso sempre me da um
nó na cabeça e acaba tornando a narrativa confusa para mim.

Lena
mudou bastante do segundo livro para esse, ela está mais focada e menos
cheia de algumas de suas principais características do livro anterior
que me dava nos nervos. Ela agora está focada na sua missão e não é mais
aquela menina alienada e que sonhava com a Cura, isso até ela ficar
mais próxima do Julian e começar a me irritar profundamente.

As
novas personagens que surgem na trama são muito legais, em especial a
Graúna, que desde quando apareceu pela primeira vez suspeitei que iria
gostar dela por ser o que podemos chamar de “líder nata”. Há outros
também de quem também gostei, mas nenhum tanto quando dela.

Como
já disse o segundo livro não me agradou tanto, não conseguiu me
entusiasmar da mesma forma que o primeiro, já percebi que isso acontece
muito com o segundo livro da maioria das séries ou trilogias. Acho que o
fato de eu gostar muito do Alex também interferiu para que eu não
gostasse tanto deste livro, já que a coisa toda é focada na Lena
(claaaro) e seus objetivos e em Julian. Também acredito que estou meio
cansada de triângulos amorosos e esse tinha sido um diferencial que
havia me agradado muito.

A
diagramação se mantém igual, mas os capítulos se dividem em “Antes” e
“Agora”. Sobre a capa preciso dizer que é lógico que a brasileira é a
minha favorita dentre todas as que vi até agora. Gostei muito com o fato
da Intrínseca ter mantido o padrão da primeira e espero muito que não
mudem justamente no último livro da trilogia.





A Intrínseca já lançou Requiem (Réquiem em português) e NÃO estou curiosa para lê-lo, mas não desesperada por alguns motivos. Pandemônio termina de um jeito arrasador, mas o livro em si não foi tão bom quanto Delírio (pelo menos para mim). O segundo motivo é que blogueiras com o “gosto literário” muito parecido com o meu estão criticando ferrenhamente o livro, então vou esperar ainda mais para finalmente terminar essa trilogia.