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10 ago, 2015

[RESENHA] O Medalhão e a Adaga

Oi oi gente, tem um tempinho que eu estou devendo esta resenha pra vocês, mas aqui estou (ouço os gritos de aleluia? Acho que sim rs) para contar à vocês um pouquinho sobre o primeiro livro que eu ganhei no 1º encontro com a Liga de Autores Mineiros (falei um pouquinho sobre eles AQUI), então sem mais delongas vou contar pra você um pouquinho sobre o que eu achei do livro O Medalhão e a Adaga =D

O que fazer quando o que é normal para você parece não ser o
mesmo que para todos? Você consegue falar e entender os animais, ao invés do
seu pai lhe ensinar algum jogo ou algum oficio ele lhe ensina a lutar, e o que
fazer quando se perde tudo sem saber qual é o seu destino tendo apenas de
seguir seus instintos?
Bildan é um garoto que perdeu os pais muito cedo para forças
desconhecidas, mas antes de morrer o pai lhe entrega um medalhão e uma adaga e
faz com que o garoto prometa que nunca os perderá, e assim o garoto foge para
que o mal que levou seus pais não possa alcançá-lo. E desta forma Bildan se vê em uma
jornada sem destino, uma vez que ele não sabe que realmente quais são os perigos que a
vida em Gorgódia oferece. Ao iniciar sua jornada Bildan (que ainda tinha
7 anos) é acolhido no vilarejo de Teran, onde ele passa o resto de sua infância
e o inicio da adolescência, trabalhando para o velho Balcão, um pastor de
ovelhas que tem um temperamento seco, mas que ensinou muito ao garoto.

É quando Balcão falece que Bildan começa de fato sua jornada, pois depois de um tempo ele sente a necessidade de seguir outro
caminho que o levará ao desconhecido, a lugares repleto de seres místicos que
ele acreditava serem somente lendas. E nesta busca, onde é guiado somente pelo instinto, o jovem conhece Sheril e com ela descobre
qual a missão deverá cumprir, para onde ele deve ir e o que deve fazer, e
juntos eles iniciam uma missão repleta de mistérios que lhes foi passada pelo Sábio.

Então há muito tempo venho falando com as meninas que estou amando esta nova fase da literatura brasileira, em que temos vários
autores com história incríveis, mas que no ramo de literatura fantástica ainda sentia muita falta de uma exploração do folclore brasileiro, porque poxa
nos temos um folclore riquíssimo
(se você não gosta do folclore brasileiro azar
o seu
U.U)
e muito pouco explorado atualmente em obras literárias, principalmente quando o o foco é o público juvenil. Quando nós vemos livros
de literatura fantástica a maioria fala sobre vampiros, lobisomens e outros seres
que não são propriamente do nosso folclore
(Aninha você não gosta desse tipo de
história? Não foi isso que eu disse então não inventa ta?)
 e ai em um belo
dia sou convidada a ir em um encontro com autores mineiros e ganho um livro
(pasmem: fui sorteada o/) e o livro que ganhei explora muitos destes
elementos que tanto sentia falta o/ 
(sim, dei pulinhos quando descobri isto!).

O livro não tem foco nos elementos fantásticos do folclore brasileiro,
mas eles aparecem e de uma maneira que é encantadora, são personagens da minha infância
(e com certeza da sua também, porque semana do folclore existe em todas as
escolas independente da época rs) como o
curupira, saci, mula sem cabeça e outros. Todos são apresentados de maneira muito
bem elaborada, pois a narrativa não é toda baseada neles e sim em outros
elementos místicos que também muito interessantes. Bem, eu amei que eles foram trazidos a
um mundo diferente daqueles em que eles geralmente aparecem, acho que são
personagens que poderiam ser mais explorados, aparecer mais, mas ainda assim a
presença deles foi de grande 
vália.

A história como um todo decorre de uma maneira que te
prende, pois a todo o momento eu ficava pesando “caramba o que esse menino vai
fazer agora” ou como eu sempre penso quando leio histórias que me prendem de
mais “se eu fosse você não faria isto, faria aquilo” (se vocês estão se
perguntando se eu converso com os livros a resposta é sim, me julguem U.U)
, e
eu me vi desesperada para acabar logo e descobrir qual era a missão e se ele
iria cumprir, ao mesmo tempo em que fiquei com dó de terminar rápido de mais e
eu ficar sofrendo.

Eu me peguei também super shippando Bildan e Sheril, mas também
me irritava muito com eles porque os dramas adolescente em relacionamentos ou
quase relacionamentos sei lá, para mim são bem irritantes (já passei por isso, mas me irritava mesmo quando eu era adolescente), então esta foi uma
parte em que eu realmente perdi a paciência porque queria que os dois ficassem juntos, mas os mimimis da adolescência e aquela coisa “não sei se eu gosto
de você porque ainda não sei se já posso gostar de garotas”
 (não é a duvida de
gosto de garotas ou garotos, é a duvida do “eu ainda sou criança e tenho nojo
de meninas ou já sou rapaz e posso gostar delas?”
), mas o lado bom é que isto
não dura muito, pois as aventuras e perigos que os esperam aparecem sem enrolação, afinal eles estão em uma jornada, dessa forma eles não tem muito
tempo para se preocupar com os dramas da adolescência, só com a missão e o que
precisam fazer.
Existem vários personagens que aparecem no decorrer da
história que de uma maneira ou de outra deixam uma marquinha na jornada de
Bildan e Sheril, e eu realmente gostei disso, o livro como um todo é instigante
e apaixonante e ao final eu fique
DESESPERADA 
pra saber como as coisas terminariam, e com certeza a história tem uma sequência
porque não pode terminar assim, e a única coisa que eu posso fazer no momento é
aguardar que o segundo livro venha e supra minha curiosidade 😀
04 ago, 2015

[RESENHA] Outlander #2: A Libélula no Âmbar



E cá estou eu novamente para falar pra vocês sobre a série (de livros) Outlander. Como prometido na resenha de A Viajante do Tempo, vim comentar as minhas impressões sobre o segundo livro intitulado A Libélula no Âmbar.


Fazendo uma breve recapitulação: o primeiro livro foi com certeza um dos melhores que li em 2014 e isso fez com que as minhas expectativas se tornassem gigantescas para a continuação. Se eu falar que mesmo assim o livro conseguiu ser absolutamente maravilhoso e que ainda achei melhor que o primeiro, vocês iriam acreditar em mim?

Aviso aos navegantes: cuidado com a resenha do livro pois ela possui spoilers do volume anterior da série. Então se você não quer saber nada sobre o enredo, só a minha opinião pule direto pra ela.


Este livro se passa vinte anos depois do final (e que final!) de A Viajante no Tempo. Estamos de volta ao presente (ou futuro, who knows?) e Claire está outra vez na Escócia, mas agora ela é a viúva de Frank Randall e mãe de uma jovem e bela mulher. Brianna Randou puxou o pai, alta, linda e… ruiva.

Mas, como sempre Diana Galbadon não decepciona, assim nós somos transportados para o passado, mas não como no primeiro livro: dessa vez Claire nos levará até lá quando conta para Brianna como conheceu seu pai. Assim ficamos sabendo que Jamie sabia sobre a gravidez da esposa e que também sabia que ela era uma viajante no tempo.

Somos levados à viajem que o casal faz para a corte francesa e, durante este longo flashback, acompanhamos os desafios que Jamie e Claire passam ao tentar acompanhar o jogo político que acontece durante o reinado de Luís XIV ao mesmo tempo em que tenta salvar todos ali de uma morte devastadora com a ajuda do príncipe exilado da Escócia, Carlos Eduardo Stuart (Charles Edward, para aqueles que gostam de história). 

É claro que o casal ainda não está seguro e a prova disso é o reencontro com Black Jack. Será que eles dois serão capazes de impedir a destruição de seus companheiros highlands? E como fica a relação deles? Como ela voltou e porque sua filha é registrada como Randall?

O livro é temperado de momentos emocionantes, mas mesmo com toda a carga dramática temos brechas de humor, que fazem a leitura se tornar mais fácil e faz com que o leitor esqueça o tamanho do livro que convenhamos não é nada pequeno. 


Bom, a trama continua sendo fechada, as perguntas que surgem no decorrer da leitura são, quase todas, respondidas neste mesmo volume da série, outro ponto positivo porque ninguém aguenta aquele tipo de livro que só cria pontos de interrogação deixando-nos bastante frustrado no final.


Sobre as novas personagens que aparecem nesta obra eu simpatizei muito com algumas e com outras nem tanto e acredito que vá ser assim com todos aqueles que lerem, mas todas elas têm papel fundamental na trama e nos desdobramentos dos fatos narrados por Claire.


Eu amei essa capa, é a minha favorita até agora, porque tem o Jaime na capa e não aparece o rosto (pontos para a Saída de Emergência!). A diagramação do primeiro livro é mantida e isso me deixa ainda mais feliz porque odeio quando começam a mudar tudo no meio da série. 


Com o terceiro livro parte I e II já lançados muitos de vocês querem saber (ou já sabem) as próximas aventuras do casal protagonista, mas sinceramente eu ainda não li a parte II então estou muito curiosa.


A segunda temporada de Outlander já está sendo gravada e para quem ainda não assistiu nem a primeira aqui vai uma dica preciosa: vai correndo assistir! Foi uma das séries mais fiéis aos livros que já assisti na vida e isso quer dizer alguma coisa, né gente?














Título: A Libélula no Âmbar | Série: Outlander | Páginas: 944

Autor(a): Diana Gabaldon Editora: Saída de Emergência