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17 nov, 2015

[RESENHA] Os Bedwyns #2: Ligeiramente Maliciosos



Oi pessoal, hoje eu estou aqui
para contar para vocês o que eu achei sobre Ligeiramente Maliciosos, o segundo
livro da Serie Os Bedwyns. 
Demorei um pouco para ler o
livro, porque depois de
Ligeiramente Casados eu queria desesperadamente ler o
livro do
Duque de Bewcastle (por uma questão de honra sabem? Queria saber por
que ele é tão exigente com tudo), mas o livro é sobre Lorde Rannulf e eu
relutei em ler por ser estranha mesmo rs. Mas vamos ao que interessa não é
mesmo?


Judith Law vê sua vida mudar completamente quando tem de ir morar com os tios porque o pai encontra-se em uma situação financeira difícil. Seu destino agora é ser a parente pobre que foi acolhida e que é um pouco mais do que uma criada, é quando esta divagando sobre um futuro repleto de fantasias românticas que jamais aconteceram que a diligencia em que Judith se encontra tomba, e quão surpresa ela se vê ao ter a sua frente a possibilidade de realizar a  um sonho que lhe fora roubado? 

Um cavalheiro passa pela estrada algum tempo depois de a diligencia ter tombado e oferece uma “carona” para Judith em seu cavalo, para que eles possam chegar na próxima cidade e pedir ajuda para os demais membros da diligencia, em uma decisão inesperada até para ela mesma, Judith aceita o convite do  Sr. Bedard, mas para proteger a si mesma ela alega ser Clarie Campbell, uma atriz a caminho de um teatro, e envoltos em um momento de paixão eles se entregam a uma incrível noite de amor.

O que nem Clarie e nem o Sr.
Bedard esperavam, é que fossem se encontrar em seus respectivos destinos e com
suas verdadeiras identidades relevadas, pois Judith descobre que na verdade o
Sr. Bedard é Lorde Rannulf Bedwyn, que está na casa da avó para conhecer uma
pretendente a noiva , a prima de Judith, Julianne. E Rannulf descobre que
Claire Campbell a atriz jamais existiu, e que 
é a Judith prima de Julianne.


Em uma temporada de eventos e
com muitos parentes esperando que Lorde Rannulf faça a corte a Julianne, Judith
se vê obrigada a conviver com a presença daquele que ela imaginava ser o herói
de seus sonhos, e que nunca mais fosse vê-lo novamente. O que estes encontros
os reservam? Quão dura as conseqüências da noite de amor que eles
compartilharam podem ser?

Admito que tive muita
dificuldade em começar o livro, pois realmente não queria ler o livro do
Rannulf agora, e quando finalmente me obriguei a começar a ler, vi com uma
enorme preguiça de seguir com a leitura, pois a principio para mim o Rannulf
era um playboy antigo (Aninha não existiam playboys naquela época, vocês
entenderam a referencia né? Basta)
, que queria fugir das exigências
da avó para que se casasse. 



No inicio do livro ele realmente é um chatinho,
que quer que as coisas ocorram sempre do jeito dele, mas na verdade é só uma fachada
que encobre os princípios de honra que o regem (assim como a todos os Bedwyns),
e aí ele vai se mostrando ser um homem incrível, que realmente passou muito
tempo fazendo besteiras, mas que sabe o que é ser um homem e o que ele precisa
fazer para que todos vejam o homem que ele realmente é.

Judith é uma garota forte, que
não quer e não aceita ser subjugada, exceto pela tia, pois ela entende que tem
de obedecer a tudo que a tia exige uma vez que está na casa dela de favor, são
nestes momentos que nos vemos certa morte da personagem, quando a tia e a prima
mandam e ela obedece de cabeça baixa, ela tem uma noção de respeito e de
agradecimento muito grande, então na cabeça dela tudo quanto for possível ser
feito para que ela recompense a generosa hospedagem da tia, será feito. 



É
quando ela se encontra com Rannulf que sua determinação e personalidade
aparecem, pois abaixar a cabeça para alguém que a esta sustentando (como é o
caso da tia) é aceitável, mas um homem que mentiu para ela e com o qual ela
teve uma relação, isto não é aceitável. E toda a grandiosidade da personagem
aparece nestes momentos, onde ela é ela mesma, em que ela se permite ser, pois
não deve obrigações.

Temos também os personagens secundários
que são muito bem escritos e chamam bastante atenção também: Julianne Effingham
que é a própria descrição do ser insuportável, que só vê a si e suas aflições,
que só se importa com um lugar na alta sociedade londrina e que deseja um
casamento afortunado que lhe proporcione visibilidade na sociedade; Tia Effingham,
uma senhora que é um retrato piorado da filha, que passa por cima de quem quer
que seja para realizar as vontades e caprichos da filha. 



Horace Effingham
enteado da Sra. Effingham, e é um rapaz de aparências que finge ser um perfeito
cavalheiro e um ótimo amigo, quando na verdade só é regido por seus próprios
interesses sórdidos
(Para mim ele é um porco cretino que merecia uma morte
lenta e dolorosa)
; Temos as avós tanto de Judith quanto de Rannulf que são duas
senhoras SENSACIONAIS  que fazem com que
você queria uma vózinha assim, com todas as maluquices e exigências e que você
irá amar incondicionalmente.

A história depois de umas 20
paginas prende muito e te faz ler desesperadamente, todos os personagens são
bem escritos e te causam um suspense daquele tipo “preciso correr e ler para
saber o que ele vai fazer”, tive um problema muito grande de tremedeira e
coração disparados em determinados pontos da história (e são muitos!), por que
quando você pensa “ok é agora que as coisas se acertam e vem o felizes para
sempre”, mas vem uma reviravolta e você começa a tremer
de novo (eu parecia que estava com Parkinson).



De uma forma surpreendente e encantadora terminei o livro completamente apaixonada por Rannulf e Judith e todos os que
os cercam, com muita vontade de ler logo o livro da Freyja, que é a próxima
Bedwyn da lista. Tenho muita esperança de que o livro seja igualmente
apaixonante pois, pelas aparições que Freyja fez nos primeiros livros da
serie a história dela será, no mínimo, empolgante.
Título: Ligeiramente Maliciosos | Série: Os BedwynsPáginas: 288 | Autor(a): Mary Balogh Tradutor(a): Ana Rodrigues | Editora: Arqueiro
12 nov, 2015

[ENTREVISTA] Lavínia Rocha



Oiiii amores, então quem
acompanha nossa fanpage ficou sabendo que no sábado , dia 14 de novembro, ocorrerá o lançamento do livro Entre 3 Mundos da nossa querida parceira Lavínia Rocha,
e para dar a vocês um gostinho do que vem por ai nos fizemos uma entrevista com
a autora. Tá incrível  aposto que todos vocês vão se sentir desesperados por este livro, então vamos ao que interessa
não é mesmo?


1- Entre 3
mundos tem um enredo muito diferente dos seus outros livros?
Sim, completamente.  Os meus outros livros têm mais a ver com a
realidade em que vivemos, nossa organização social e política. Já em Entre 3
Mundos, eu entrei de cabeça na fantasia e criei três mundos diferentes do que
conhecemos. O que há de comum são os dilemas adolescentes, os laços de amizade,
questões familiares…

      2- O que
te inspirou a escrevê-lo?
Eu sempre tenho essa resposta na ponta da língua para os
meus livros, porém com Entre 3 Mundos vou passar um pouquinho de aperto (rs).
Não me lembro muito bem, eu tinha doze anos quando escrevi a primeira versão da
história e acho que foi uma série da TV.
     3-Tendo
de olhos fechados para ser lançado e braile e com o lançamento de entre 3
mundos, você pode dizer que são sonhos se realizando?
Sim! O lançamento de Entre 3 Mundos significa finalmente
mostrar para todo mundo uma história que me acompanha desde o início da minha
adolescência. A Lisa é uma das minhas primeiras personagens, e meu carinho por
ela é enorme.  Sempre sonhei com esse
momento e mal posso acreditar que enfim vai acontecer.
Já o lançamento de De Olhos Fechados em braile é um sonho mais
recente, mas eu pensei que fosse MUITO mais complicado realizar. Corri muito
atrás disso e, quando recebi um e-mail dizendo que estava pronto, comecei a
chorar (rs).
      4- Os
personagens são inspirados em pessoas reais ou são todos fictícios?
Depende. Em geral, meus principais são a mistura de várias
pessoas do meu convívio e de vários personagens de livros, filmes, séries…
Mas nesse livro em especial há várias pessoas que existem. Fiz homenagens,
coloquei piadinhas internas e histórias que já aconteceram (meus amigos estão
doidos para conferir isso haha).


      5-  Você
pensou em algum momento em desistir de publicar a história e deixá-la na
gaveta?
Pior que sim. Depois de Um Amor em Barcelona, esse era o
próximo livro da fila, mas acabei passando De Olhos Fechados na frente por não
ter certeza se a história estava boa. Daí decidi reescrever antes de publicar e
gostei de como ficou, pois desenvolvi melhor o enredo e os personagens. Também
fiquei mais confiante com os retornos positivos das minhas leitoras-beta. Ainda
tô com um frio na barriga por estrear no mundo da fantasia, mas acho que isso é
normal, né?
      6- Você
tem algum personagem preferido? Conte-nos um pouco sobre ele.
A Nina, uma das melhores amigas da Lisa! Ela é muito madura
e uma excelente conselheira, é aquela pessoa que fala a coisa certa no momento
certo. Sempre que a Lisa se mete em problemas, ela está lá com os melhores
conselhos praticamente na ponta da língua. Sabe aquelas companheironas mesmo?
Então, é a Nina!
      7-  Você
tem alguma mania ou “ritual” na hora de escrever?
Bom, não tenho nenhum ritual, gosto de escrever bem livre.
Mas tenho uma mania engraçada. Toda vez que me perco com a história, fico sem
saber o que escrever ou preciso de alguma ideia, eu saio de perto do computador
e fico vagando pela casa, olhando o nada até surgir algo bom haha. Também gosto
de silêncio para escrever e por isso prefiro a noite ou quando estou sozinha.
      8- Quais
são suas maiores influências literárias?
Cada momento da minha vida tenho “heróis literários”
diferentes. No momento, posso dizer que o Pedro Bandeira, por ter marcado o
início da minha adolescência. A Thalita Rebouças, por ter me apresentado à
literatura nacional e por ser um exemplo lindo de esforço e luta, e a Paula
Pimenta por criar romances como ninguém e por ter me motivado a contar
histórias sobre a minha cultura, sobre meu país e, principalmente, sobre a minha
cidade.
      9- Algum
livro teve influência na criação de Entre 3 Mundos? Qual?
Não diretamente. Todos os livros que leio me influenciam de
alguma forma (jeito da narrativa, personagens, histórias…), mas não houve
nenhum específico para Entre 3 Mundos.
10- Quanto
tempo demorou para escrever o livro?
Não me lembro do quanto demorei quando escrevi a história
pela primeira vez, acho que foi bem rapidinho. Da segunda vez foram necessários
seis meses para colocar o último ponto final, mas mudei vários pontos do enredo
até enviar para a editora.
11- O
que você espera que os leitores sintam ao ler o livro?
Para mim, é muito difícil me desligar do mundo e me
concentrar em apenas uma coisa. Mas há livros que conseguem me colocar dentro
da história de um jeito fantástico! E, sempre que isso acontece, eu penso:
quero que os meus leitores se sintam assim, quero que se esqueçam de tudo e que
sejam transportados para dentro do livro!
12- Como
você avalia sua carreira como escritora desde o primeiro livro até agora?
É bem louco falar disso. Costumo dizer que se eu pudesse
conversar com a Lavínia de alguns anos atrás, ela não seria capaz de acreditar
em tudo o que está acontecendo. Quando a minha carreira começou, eu nem sabia
que era uma carreira (rs). Meus pais quiseram motivar meu gosto pela escrita e,
então, bancaram a publicação de Um Amor em Barcelona. A família e os amigos
apoiaram e ponto final. Achei que ficaria por isso mesmo. Mas depois fui
percebendo que a história agradava os leitores, que eu gostava muito de inventar
enredos e de ver outros lendo o que escrevia. Publicar mais e mais livros se
tornou o meu sonho e hoje posso dizer que a minha carreira só cresce. Ainda
tenho muito o que fazer, conquistar um espaço no mundo da literatura exige
tempo e esforço, mas acho que estou indo para o lado certo.
13- Entre
3 mundos deixará os leitores desesperados como em De Olhos Fechados?
Espero que sim! Não que eu seja má (longe de mim!), mas
gosto de livros que arranquem risos, expressões surpresas, suspiros apaixonados
e momentos de desespero. Por isso tento colocar um pouquinho de tudo em minhas
histórias. A Lisa passa por situações complicadas como a Ceci (não vou contar
mais para não dar spoiler! Haha),
então creio que vou receber retornos de leitores desesperados como aconteceu
com De olhos fechados.




14-
Quando você começou a escrever chegou alguma vez a pensar que suas obras teriam
o alcance que tem?
Jamais! Sempre falo que é muito
estranho o quanto os meus livros “perderam o controle”. Eles estavam
escondidinhos na pasta do meu computador e, de repente, tem gente de vários
estados com os meus livros na mão! É maravilhosamente assustador! Mais chocante
ainda é quando escuto: aprendi a gostar de ler por sua causa; ou: a Ceci me
ensinou muito sobre os cegos; ou: você me motivou a escrever também. É lindo
demais ouvir essas coisas, e eu me emociono muito por poder influenciar tanta
gente.
Gostaram? Então confirma
presença no Evento de Lançamento, vai ser aqui 
em BH e quem for daqui ou estiver de passagem pela cidade nesse fim de
semana já pode marcar o compromisso com a gente lá no Minas Shopping, okay?
06 nov, 2015

[RESENHA] A Rainha Normanda



Faz algum tempinho que a Editora Arqueiro lançou A Rainha Normanda aqui no Brasil, mas logo na época em que ele foi publicado chamou a minha atenção por causa da capa e da sinopse, então claro que assim que foi possível o solicitei para resenhar pra vocês.


Emma da Normandia pertencia a uma das famílias mais nobres de toda a França e, exatamente por isso, teve que atravessar o Mar Estreito com apenas 15 anos para se casar. Obviamente seu futuro marido era um homem muito poderoso, ninguém menos que Æthelred II, rei da Inglaterra, muito mais velho que a adolescente e pai várias vezes.



Isso era tudo que Emma sabia sobre o homem ao qual fora prometida, nunca havia se quer posto os olhos no homem até o dia de seu casamento. Depois disso a jovem se vê obrigada a conviver com pessoas traiçoeiras e invejosas, já que a corte inglesa poderia facilmente ser comparado a um ninho de víboras peçonhentas. Além disso, agora a jovem se vê presa pelo resto de sua vida a um marido rude e temperamental que não confia na mulher com quem se casou e Emma precisa aprender a lidar com isso.


Como se todos esses dramas não fossem o suficiente para alguém tão nova, ainda há um coeficiente a ser considerado: os incontáveis enteados da garota. Nenhum deles aceita pacificamente a sua presença e a presença de uma mulher envolvente que está de olho em seu marido e sua coroa não facilita em nada a vida da pobre Emma, mas ela está determinada a vencer cada um que se opor a assim forma alianças e aprende a jogar aquele infame jogo da corte inglesa. Mas, quando o coração da bela francesa decide se afeiçoar a outro homem ela vê complicações que nunca cogitou. Como manter tudo que conquistou quando sua própria vida não está a salvo?


Acho que fiquei muito impressionada com esse livro por ele ser baseado em fatos reais, não procurei saber exatamente quanto da história desta obra foi criada e quanto é de fato aconteceu, mas ainda que fosse uma parte pequena este livro me impressionou bastante. Durante toda a leitura senti empatia pela pobre Emma, seus dramas são fortes e, muitas vezes, bastante chocantes também.


Por outro lado da para se aprender bastante sobre história e os costumes do século XI com esta leitura. Por vezes eu senti o choque cultura, sei que práticas de casar meninas jovens com senhores eram (e ainda são) bem comuns em algumas partes do mundo, naquela época os valores eram outros, mas ainda assim não consegui parar de pensar que era (e ainda é!) uma prática abominável.


Isso não quer dizer de jeito nenhum que é um livro ruim, muito pelo contrário. É uma leitura fantástica e o leitor realmente sente que foi transportado para um tempo muito antes do seu. Por ser um livro mais denso eu não acredito que seja indicado para adolescentes, que muito provavelmente, desistiriam da leitura antes de chegar ao capítulo dez da obra, mas recomendo a todo aquele que tenha um gosto mais adulto (e não estou falando de livros eróticos, mas de escrita e enredo!) para obras literárias.

03 nov, 2015

[RESENHA] Supernova #1: O Encantador de Flechas



Amores, hoje eu vou contar para
vocês um pouquinho sobre o primeiro volume de Supernova: O Encantador de Flechas, que eu recebi a um tempinho, mas como tive uma relação de amor e ódio
muito grande com ele, acabei por demorar um pouco para ler e mais um pouco
para conseguir fazer a resenha rs. Mas vamos ao que interessa não é mesmo?

Acigam é uma cidade isolada que
vive sob um regime ditatorial implacável que vive com a ameaça de uma guerra
civil. De um lado temos a Guilda, composta por Magos que utilizam e praticam
conhecimentos a respeito das Ciências das Energias para conseguir direitos para
a população, do outro lado um Governo tirano cercado por soldados e assassinos
treinados para matar Magos.

É neste contexto que conhecemos
o jovem Leran, um garoto que vive a vida como se não soubesse dos mistérios que
os muros da cidade ocultam, é quando descobrimos que embora ele não saiba da
guerra iminente, ele sabe sobre os Magos e descobre em si habilidades muito
especiais.

Quando a guerra que antes era
abafada pelo Governo vem à tona, Leran se vê inserido na guerra e tendo de
proteger sua mãe e irmã. Mas como proteger alguém que aparentemente é mais
forte do que você? E como lidar com os conflitos de paixão adolescente podem
atrapalhar seu desempenho na guerra? E como treinar e ainda amadurecer com as
dificuldades que a vida adulta pode trazer?

O encantador de flechas é um
livro mais de descobertas, não somente do Leran, mas de diversos personagens e
dos leitores também (por que é o primeiro contato com um mundo incrível e são
muitos nomes estranhos para guardar), às vezes a leitura fica um pouco cansativa,
pois são muitas informações para assimilar, e às vezes a revolta bate tão forte
que se você não da uma pausa na leitura, acaba por querer jogar o livro na
parede (sim eu sou dada a este tipo de agressividade).

Todos os personagens são muito
bem estruturados, daquele tipo que não te deixa pensando “Pra que ele serve?”,
afora o fato de serem apaixonantes, e quando digo apaixonantes digo de uma
forma geral (pois ou você irá amar ou irá odiar), eu tive um conflito somente
com a Judra e até agora eu não sei se eu a amo ou a odeio e tem o Leran que às
vezes me irrita profundamente (pra não dizer que às vezes ele é burro mesmo).

Os conflitos acontecem de uma
maneira linear e é mais fácil de ler (é uma guerra se fica indo e voltando
acaba ficando chato e cansativo), fora que a maneira que eles vão se
desenrolando até chegar ao auge da guerra te faz querer ler desesperadamente (para não
dizer comer o livro)
, e é nesse desespero todo que me bateu uma vontade absurda
de agredir o Renan Carvalho. Por quê? Ele tenta arrancar o coração da
gente do peito pra pode jogar no chão pisar e depois incinerar e este foi o principal motivo de ter de dar uma parada,
pois comecei a sentir umas palpitações e achei que ia enfartar (dramático? Sim,
mas verídico)
, e depois fiquei “não acredito que você fez isso!” e depois
“pra quê fazer isto com o coração das pessoas?”
Meu relacionamento com O
Encantador de Flechas
foi de um amor e ódio profundo, mas o amor prevaleceu e
agora eu estou enlouquecida para ler A Estrela dos Mortos, livro que da continuação à saga!













Título: O Encantador de Flechas | Série: SupernovaPáginas: 438 | Autor(a): Renan Carvalho  | Editora: Novo Conceito