Posts arquivados em Mês: janeiro 2016

29 jan, 2016

[RESENHA] Chance #1: A Primeira Chance


Oiii gente! Hoje nós vamos falar
sobre A Primeira Chance, primeiro livro da sequencia e oitavo de Rosemary
Beach, serie que iniciou com Paixão Sem limites
. Porém as histórias da serie de Rosemary se subdividem em: Sem Limites,
Perfeição e Chance (pelo menos até o momento rs), e como tal podem ser lidas
independentes umas das outras. Embora os personagens apareçam em todas as
series e alguns detalhes que são contados em suas respectivas histórias sejam
mencionados, não é nada que impeça de entender o desenvolvimento das tramas. Então vamos falar da
serie que conta a história de Harlow e Grant 😀


Harlow é uma garota bonita e
inocente, filha de um astro do rock, que prefere não se aproveitar da fama do
pai e vive fora dos holofotes que regem a existência do astro, vivendo assim uma vida
sossegada. Porém os dias de paz de Harlow chegam ao fim quando o pai vai para
uma longa turnê e ela se vê obrigada a passar uma temporada em Rosemary com a
meia- irmã Nan que a odeia. Isso, porque Nan está acostumada a ser o centro das
atenções, e ter de viver com a irmã que atrai todos os olhares e é a preferida
do pai, é algo que desperta nela o mais puro ódio. Harlow foi criada de uma
maneira completamente diferente pela avó e aprendeu assim a ser altruísta e
abnegada de diversas formas, além de ter um coração tão bom, que não consegue entender
porque Nan a odeia. Mas de qualquer forma tende a evitar conflitos com a irmã,
até que isto se torne inevitável.


Grant é um playboy incrível,
amigo de Rush desde sempre. Ele teve um caso por muito tempo com Nan, e quando
conhece Harlow, tudo o que ele achava sentir cai por terra. O rapaz se vê
completamente obcecado pela garota e não compreende bem o que esta sentindo e
por medo de se envolver, acaba se afastando. É quando Grant se da conta de que
realmente pode ter estragado tudo com Harlow, que a história realmente acontece
e ele começa a correr atrás do tempo perdido sem ao menos se dar conta que não
é uma simples obsessão, e que ele está  mais do que simplesmente um pouco encantado por Harlow. A história, que
já é difícil pelo simples fato dele ter evitado Harlow, se agrava porque ela imagina que ele ainda sente algo pela meia- irmã. E quando as coisas
começam a se acertar, o grande segredo de Harlow se une a todas as inevitáveis complicações,
e tudo só tende a piorar, e ai ficamos tentados a descobrir se este grande amor
consegue superar as barreiras impostas a todo momento.

A história é muito bem escrita e
os personagens encantadores. Quem leu as outras histórias da autora, já
conhece a maior parte dos personagens (admito que este foi o primeiro livro que
li dela) que são encantadores, cada um a sua maneira. E a história de Harlow e
Grant nos envolve de uma maneira única, pois não fiquei com aquela sensação de
estar lendo um pouco mais do mesmo (e este tem sido o meu maior sentimento nos últimos
tempos quanto a este gênero), pois Grant não é só um playboy comum, é um cara trabalhador
e sentimental, que tem medos e receios compreensíveis e Harlow não é a frágil garota
que se apaixona e não sabe porque o cara a ama e fica o tempo inteiro se
questionando por isto. Ela é forte acima de tudo, tem suas indecisões e medos,
mas não fica se questionando do porque as coisas estão acontecendo com ela.

A história foi um tanto
surpreendente, regada a: lagrimas, “não acredito” e risos, pois o jeito único dos
personagens simplesmente são encantadores e divertidos; com dramas fortes que
nos surpreendem e ao mesmo encantam. Gostei muito da escrita e da maneira como
cada fato da história se liga, e estou loucamente desesperada para ler a
sequencia e descobrir como a história desses dois irá seguir e se enfim
conseguirão superar os obstáculos.

Título: A Primeira Chance | Série: Rosemary Beach, Chance | Páginas: 222 | Autor(a): Abbi Glines 
Tradutor(a): Flavia Souto Maior | Editora: Arqueiro

25 jan, 2016

[RESENHA] Deuses do Egito #1: O Despertar do Príncipe



Oiiii gente o/ Hoje vou contar
para vocês o que achei de O Despertar do Príncipe, primeiro volume de Deuses do
Egito. Admito que eu estava em um conflito enorme para ler este livro por
motivos dê: Eu me recusava a aceitar que ela parou de escrever O Sonho do Tigre
(ou algo assim que seria mais um volume da serie A Maldição do Tigre), para
escrever uma serie sobre deuses do Egito. Para mim era inaceitável ela deixar
meus tigres de lado (meus e de meio mundo, mas no momento eu estou exercendo
meu monopólio, obrigado) pra falar sobre deuses do Egito. E aí, se a Colleen
pudesse me dizer algo seria: “Pega esse livro e lê logo, ao invés de ficar
conversando fiado”. Então vamos para a resenha não é mesmo?

Liliana Young é uma adolescente
de 17 anos, que vive uma vida aparentemente invejável, regada a muito dinheiro
e roupas de grife; morando em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e
bem sucedidos.  Liliana tem liberdade
para explorar a cidade, desde que siga todas as ordens dos pais, tire notas
altas na escola e faça amizade somente com aqueles que os pais julgarem adequados
a uma garota em sua posição.

Tudo o que Liliana deseja é
escolher uma boa faculdade e fazer o possível para não decepcionar seus pais,
ainda que o que eles acreditem ser o melhor é simplesmente fútil e desnecessário
para a menina. Porém  em um momento
decisivo de sua vida, em que ela se encontra em seu local preferido da cidade (no
Metropolitan Museum Of Art), escolhendo para qual universidade entre aquelas que já foram previamente aprovadas por seus pais ela deverá ir, Liliana se depara com o
inesperado e inacreditável: seu caminho é cruzado por uma múmia na seção egípcia.

Amon é um príncipe do Egito com
a missão de juntamente com seus irmãos, proteger a humanidade do grande mal que
é o deus do caos Seth. Mas para isso ele precisa despertar seus irmãos no Vale
dos Reis – Egito. Algo ocorreu de diferente neste despertar, pois ao invés de
despertar de seu sono de mil anos ao lado dos irmãos no Egito, ele desperta em
um famoso museu em Nova York.

Quando Amon cruza o caminho de Liliana
uma força irresistível faz a garota centrada e que segue sempre um mesmo padrão, programar seguir o príncipe egípcio. E essa força que a atrai é somente o
principio de uma grande e apaixonante aventura.

A Colleen sempre se mostra incrível,
a trama da história é muito bem escrita e todos os personagens são bem desenvolvidos. Liliana (que em determinado momento se aceita como Lily, e é uma
descoberta ótima que a personagem tem de si mesma) é uma personagem
encantadora, inteligente e segura. Ela é bonita e sabe que é (fato que não a
torna esnobe, só segura quanto a sua própria aparência), embora ela tenha
alguns momentos de insegurança. Para mim, esses momentos são plenamente justificáveis, ela
sabe os dons que tem e o que quer e luta por isto; fora a sede de conhecimento
que acaba nos ajudando a conhecer mais sobre as histórias egípcias. 



Amon é o clássico
príncipe pelo qual nós sabemos que vamos acabar nos apaixonando. Ele me lembrou muito o Ren
(Aninha você esta dizendo que Amon é uma cópia? Eu não disse isso, então, por
favor, não interpretem errado, só disse que me lembra)
, pelo senso de proteção e
de dever, mas ele também é meio convencido pelo fato de saber o que é, e o poder
que tem. E embora às vezes ele tenha me irritado com todo o senso de dever que
ele possui, é simplesmente impossível não terminar a história apaixonada por ele.

Todos os outros personagens que
aparecem no decorrer da história para ajudar ou atrapalhar a jornada de Lily e
Amon são incríveis, muito bem escritos e com características especificas que os
tornam únicos e complemente compreensíveis. É simplesmente maravilhoso como
cada personagem é essencial para que a história se amarre.

É sempre muito difícil ler e
gostar de uma história que tem não somente magia, mas também elementos
atemporais, e como eu disse no inicio da resenha eu estava reticente sobre ler o
livro, porque tenho um apego (extra exagerado? Talvez) à história de A Maldição
do Tigre, e a Colleen simplesmente me deu um tapa de luva e divamente disse: “Vai
ler esse livro, se apaixonar e sofrer aqui querida, porque quem entende de
escrever histórias incríveis aqui sou eu!” (Sim eu converso com os autores na
minha cabeça e eles me respondem. Talvez eu tenha algum tipo de problema?
Talvez).
 



E agora eu estou completamente apaixonada pela história, chorei muito,
ri muito e aprendi muito. A mitologia egípcia é incrível e apaixonante. Embora
soubesse de algumas coisas, eu me vi extasiada com as novas informações, e assim
como Lily se encanta com tudo e aceita as coisas de uma maneira divertida e com
um tom de ironia leve, eu me vi vivendo aquilo tudo, e admito que a um bom tempo
uma história não me transporta assim para seu mundo.

A história é incrível e
apaixonante, fiquei com o coração em pedaços? Sim, pois de certa forma ainda
que já imaginasse o final da história, eu esperava que fosse diferente para
evitar meu sofrimento e desespero, pois agora eu preciso urgentemente da
sequencia que ainda vai demorar um pouco para sair. O que nos resta agora é só
esperar.











Título: O Despertar do Príncipe | Série: Deuses do Egito | Páginas: 377 | Autor(a): Collen Houck 
Tradutor(a): Fernanda Abreu | Editora: Arqueiro
22 jan, 2016

[RESENHA] Os Sullivans #10: Quando Um Homem Ama Uma Mulher



Oi gente. Então, hoje eu estou
aqui para falar pra vocês sobre o livro Quando Um Homem Ama Uma Mulher, que é o
10º livro da serie Os Sullivans (Mas Aninha, não tem resenha sobre nenhum outro
livro dessa serie e você já vai começar pelo 10º? Sim gente vou!), este é o
livro que conta a origem da família Sullivan, e sim eu comecei a ler a serie
por ele (Porque eu tenho algum tipo de problema mental? Talvez, quem sabe?).
As histórias embora sejam a respeito da mesma família da pra ler os livros
separadamente e entender a história de cada um tranquilamente sem precisar
seguir a sequência, e juro que da próxima vez que tiver uma resenha sobre a
família Sullivan aqui será na ordem ok? Então vamos ao que interessa!

Quando um homem ama uma mulher
nos trás a história de Mary e Jack, os matriarcas da família Sullivan, como
eles se conheceram e como o amor se desenrolou ate formarem uma família
incrível. 
Mary é uma modelo famosa, linda
e que vive cercada de glamour, porém poucos são os que realmente vêem como é a
verdadeira Mary. Uma mulher de desejos simples, que foi tão machucada pela vida, que passa a não confiar nos homens que a procuram.
Jack é um engenheiro promissor
e inventor, que tem a brilhante ideia de criar uma agenda eletrônica, que
promete mudar a maneira com a qual as pessoas organizam sua vida. Um homem
lindo e determinado lutando para realizar seu sonho: lançar sua agenda. E qual
o problema? A empresa que comprou a ideia recua para o lançamento no natal
temendo que o produto não tenha saída. É neste desespero de encontrar a
salvação para o projeto de sua vida que Jack conhece Mary.

Os caminhos de Mary e Jack se
cruzam de uma maneira casual e extraordinária, uma verdadeira obra do destino.
Porém eles se vêem presos entre o profissional e o pessoal, pois Mary se recusa
envolver pessoalmente com alguém com quem ela tenha um relacionamento
profissional, mas o que ela não contava é que a atração que sente por Jack
possa sobrepor a qualquer regra que ela tenha imposto para si mesma.

Em meio a um conflito interno,
com problemas não resolvidos com o passado e com dificuldade de conciliar suas
próprias regras com a realidade que o destino lhe impôs, Mary acaba por ceder
aos encantos do doce e sensual Jack Sullivan, e assim a história de amor que
deu origem aos Sullivans surge.

A história de Mary e Jack é incrível,
pois é um amor sincero e rápido, e de uma leitura simples e fácil, quando você
assusta já acabou o livro. Eu não vi problema algum em começar a história pelo
livro 10, pois de certa forma é o inicio da história da família, embora no
final do livro eu  tenha ficado um pouco
sem saber quem era quem quando eles vão falando dos filhos, foi o único
problema e que não interfere em nada na leitura. A escrita da Bella Andre flui
muito fácil, não tem aqueles pontos em que você fica agarrado na leitura, ela
simplesmente acontece e você termina o livro rapidamente e com um sentimento de
que precisa conhecer cada membro desta família para ficar feliz.

Só tenho uma ressalva quando a
revisão do livro, pois há alguns erros que podemos chamar de digitação, não sei
quanto a vocês, mas eu me sinto muito incomodada quando leio um livro e ele vem
recheado de erros de digitação, de português, do que seja. Realmente me incomoda
bastante.
No mais a história é muito boa,
é fácil e encantadora, não é um livro que o deixe desesperado em determinados
momentos, você simplesmente segue a história. É muito bom pra quando a gente ta
naquela fase que não quer ler nada, ou que sofreu tanto com o termino de um
livro que não quer ler mais nenhum (ele me ajudou a recuperar de Supernova: O
Encantador de Flechas). 














Título: Quando um homem ama uma mulher | Série: Os SullivansPáginas: 298 | Autor(a): Bella Andre Tradutor(a): Marseley de  Marco Martins Dantas | Editora: Novo Conceito
19 jan, 2016

[RESENHA] Collide #2: Pulsação



Oi oi amores. Então, finalmente
vim aqui contar para vocês um pouco sobre Pulsação a sequência do inebriante
(e
atormentador)
Tensão (resenhado aqui). Quem leu a resenha de Tensão viu que eu
tive uma relação de amor e ódio extrema com o livro e fiquei desesperada pela
sequência. Eu li muito rápido porque como eu disse na resenha de Tensão, eu
estava louca para saber como a história de Emily e Gavin iria terminar. Mas aí, eu tive uma grande dificuldade em escrever a resenha, sem contar tudo o que me
deixou apaixonada ou louca na história rs, mas vamos ao que interessa não é
mesmo?
(AVISO: pode conter spoilers do primeiro livro)

Pulsação começa logo após Emily
se dar conta de que era uma idiota que estava sendo manipulada pelo Dillon, e
que isto causou a perda do verdadeiro homem de sua vida (lindo e maravilhoso
*_*)
Gavin. Emily decide dar um tempo a Gavin, mas após decidir que realmente
iria tomar as rédeas de sua vida, ela vai atrás dele e após um retorno meio
conturbado eles reatam aquele amor que nos inspirou e deixou desesperados em
Tensão (Porque eu aposto que todo mundo ficou loucamente apaixonado pelo Gavin
e achando a Emily uma grande imbecil)
, muito do que os atrapalhou em Tensão
volta a querer um espaço pra atormentar a vida deles.

Dillon não aceita ter sito
trocado e muito menos ter sido traído (embora ele tenha sido em Tensão um ordinário
que só sabia trair a Emily)
por um de seus melhores amigos, a questão é que ao invés
de seguir em frente e tocar a própria vida, esquecendo aqueles que não querem
mais que ele faça parte de suas vidas, Dillon decide se fazer presente e
atormentar Gavin e Emily, na esperança de que se ele não pôde ter a vida que
planejara com Emily, ela também não terá a que planejou com Gavin.

Muitas coisas acontecem durante
a história, e quando Emily e Gavin finalmente acham que terão um pouco de paz,
acontece algo para mostrar que as coisas não são assim (aquele momento em que
você esta super bem e a vida fala: “Não é bem assim queridinha”)
, e uma grande
duvida é o foco desta sequência, uma duvida que corroí a todos nós tanto quanto
aos personagens.

Gail McHugh nos surpreende em
Pulsação, de uma maneira um tanto diferente de Tensão, pois os dramas são
outros, mas em nada decepciona. Ok que a Emily ainda está irritante e com
algumas atitudes que continuaram a despertar em mim o desejo de agredi-la (para
não dizer matar e aí acabar tornando esta resenha um tanto quanto violenta)
,
mas também não podemos esperar uma mudança gigante, pois do fim de Tensão para
o inicio de Pulsação a distancia são só de alguns momentos, e logo apos são
somente dias, e ninguém com uma personalidade como a da Emily muda da noite para
o dia. Porém, algumas de suas mudanças nos deixa com aquela esperança de que
“Agora Vai” e realmente em muitos momentos a gente fica feliz com a evolução
dela.

Bom, os personagens são
realmente bem escritos, tirando alguns momentos em que tanto a Emily quanto o
Gavin nos irritam (Sim, embora eu ame o Gavin. em muitos
momentos quis bater nele),
 e estes momentos não são poucos. Gail tem aquele dom de nos fazer rir, odiar e
chorar (e sim eu chorei muito!), é uma autora incrível, que desenvolveu super
bem a história e nos deixa apaixonados e devastados, com aquela
sensação de perda quando a história chega ao fim. 














Título: Pulsação | Série: Collide | Páginas: 351 | Autor(a): Gail McHugh 
Tradutor(a): Claudia Costa Guimarães | Editora: Arqueiro

19 jan, 2016

[RESENHA] Neve Na Primavera

Oiiii
amores, hoje tô aqui para contar para vocês o que eu achei de Neve na Primavera
da Sarah Jio. Eu já o li a um tempinho e admito que tive um pouco de
dificuldade para escrever esta resenha, porque eu fiquei emocionalmente abalada
quando acabei de ler o livro, e fiquei tão apaixonada que foi difícil colocar
em palavras tudo o que senti com este livro. Mas, vamos ao que interessa né?



Duas
mulheres completamente diferentes. Duas histórias de amor e sofrimento. Dois
tempos diferentes, o que então pode ligar a história de ambas. 
Na
Seattle de 1933, Vera Ray uma jovem camareira, mãe de um menino lindo de 3 anos
chamado Daniel. 




Mesmo não querendo, se vê obrigada a ir trabalhar no turno da
noite, pois é este emprego que garante o sustento dela e do pequeno Daniel, mesmo tendo que deixá-lo sozinho. Na manhã seguinte, em um 2 de Maio
inusitado, a cidade amanhece sob uma nevasca fora de época, Vera se apressa para
chegar em casa antes que Daniel acorde, mas ao chegar ao destino, encontra a cama
do menino vazia e o inseparável urso de pelúcia jogado na rua, esquecido sobre
a neve.

Nos
tempos atuais a repórter Claire Aldridge, é acordada por uma nevasca fora de
época, o dia? 2 de Maio. Designada para escrever sobre o fenômeno que acontece
pela segunda vez em 70 anos, Claire se depara com o caso do pequeno Daniel Ray, que permanece sem solução. Com um interesse pessoal inexplicável no caso, ela tem pela primeira vez em 1 ano, vontade de realmente escrever uma matéria.
Porém ela se vê presa por obstáculos, que vão não somente pela falta de rastros
do paradeiro do menino, como as barreiras que sua família (que é dona do
jornal) impõe. Mas, contra tudo e contra todos, ela continua a investigar e
acaba por descobrir que está mais próxima de Vera Ray do que jamais poderia
imaginar.


O livro
é intercalado a principio. Um capitulo quem narra é Vera e o próximo Claire,
mas não necessariamente são sequentes, porém, a maneira como a história é
narrada facilita o entendimento dos fatos. A narrativa é muito bem feita, e de
compreensão imediata (não é aquele tipo de história que a gente precisa ficar
voltando e relendo pra entender), os personagens são muito bem escritos. Todos
eles, não somente os principais.

É uma
narrativa inesperada e surpreendente de uma jeito positivo, alguns fatos deu
pra começar a desconfiar em determinado ponto do livro, mas outros, a gente só
descobre no final do livro, e é aquele tipo de descoberta que eu fiquei bem
assim: “Oh, Não acreditooooooo”. Então, de uma maneira geral, o livro é
simplesmente INCRÍVEL. Não tenho palavras para dizer o quanto eu o amei. É natural e sensacional de uma maneira que a muito tempo eu não via em um livro. Cada personagem é simplesmente apaixonante, até aqueles que amaremos
odiar.



Eu só fiquei incomodada com uma coisa: não teve a matéria do jornal. Claire escreve a matéria, mas nos não a lemos e isto me deixou bem incomodada, porque de certa forma, mesmo que saibamos o que acontece na história, eu queria ler a matéria, queria ver como ela transmitiu para os outros aquilo que ela pesquisou e que sentiu. Nós vivemos com ela a história, mas fiquei bem curiosa para ver como ela passaria ao mundo em palavras aquilo que ela viveu e descobriu. Enfim, para mim este foi o único ponto que ficou faltando na história.

A Sarah
Jio acaba de virar uma de minhas autoras preferidas (E olha que eu nunca li
outro livro dela, pelo menos não ainda rs), ela tem uma escrita 
fácil, e
enlaça a história por todos os lados. Quando comecei a ler, a primeira coisa que
pensei foi: “isto não vai dar certo, duas personagens narrando e  em tempos diferentes?”, e aí ela me deu um
lindo tapa e em determinada altura do livro parece que disse “Querida você não sabe de nada,
só lê e sofre ai!”
Rs. Bom estou simplesmente apaixonada e decidida de que se
um dia eu tiver um filho, ele se chamará Daniel
(E não, eu não pretendo ter
filhos, mas vai que acontece, não é? Rs).


Título: Neve na Primavera | Páginas: 333 | Autor(a): Sarah Jio 
Tradutor(a): Rafael Gustavo Spigel | Editora: Novo Conceito
18 jan, 2016

[ENTREVISTA] Elder Koldney



Oiiii Amoressss, hoje nos
estamos trazendo para vocês uma entrevista com o Elder Koldney, a Carol já fez
resenha sobre o primeiro livro dele (vocês podem conferir aqui), e agora para
trazer para vocês um pouquinho do novo trabalho dele A Apanhadora, que é uma
trilogia que trás um primeiro volume incrível, que deixou um gostinho de
desespero pelo segundo livro. Aqui ele conta pra gente um pouco sobre a nova
história, sobre suas inspirações e o que podemos esperar. Então vamos ao que
interessa não é?

       1-   O que
te incentivou a escrever um gênero diferente do seu primeiro livro?
Eu quis, em primeiro lugar, me desafiar. Foi o que aconteceu quando me
propus a escrever Caminhos Incertos, porque eu nunca havia escrito romances e
nem achava que iria conseguir algum dia. Em segundo lugar eu queria algo
inovador, que não estivesse batido, então me veio a ideia desse New Adult com
nuances sobrenaturais.

2- O que te inspirou a
escrevê-lo?
Não há como eu falar desse livro e não citar a minha família. Laia, a
personagem principal, é muito ligada à dela, e eu só pude entender essa sua
característica porque eu tenho uma família que me ensinou o que é amar
incondicionalmente. Essa é a maior fonte de inspiração para a trilogia inteira,
provavelmente.

3- Se você pudesse escolher
apenas um de seus livros para se tornar um best-seller qual seria?
Todos os quatro livros que escrevi me ensinaram muito sobre alguma
coisa, mas Caminhos Incertos foi um divisor de águas na minha vida. Eu percebi
que podia escrever romances, e tive a certeza de que escrever livros com
protagonistas gays é o que eu quero continuar fazendo, não importa o quão
difícil seja o mercado para esse gênero. Então acho que seria ele. (risos)

4- Os personagens são
inspirados em pessoas reais ou são todos fictícios?
Nenhum personagem meu é totalmente inspirado em uma só pessoa. Eu vou
pegando traços, qualidades, defeitos de familiares, amigos, e até de mim mesmo.
Eu gosto da diversidade, então não seria justo me inspirar totalmente em
alguém. É isso que faz cada um deles serem únicos na minha cabeça.

5- Você pensou em algum momento
em desistir de publicar a história e deixá-la na gaveta?
Várias e várias vezes. Como eu citei acima, eu estava escrevendo sobre
um gênero novo para mim, então, por vezes, eu imaginava que estava fazendo tudo
errado. Mas aí está a maravilha que são as Leitoras betas. Eu tive uma sorte
imensa em encontrar a Ana, porque ela entendeu cada personagem, se conectou a
eles. Sem ela, esse livro provavelmente teria ficado esquecido pela metade no
meu computador.

6- Você tem algum personagem
preferido? Conte-nos um pouco sobre ele.
Olha, não se faz uma pergunta assim (risos). Mas eu tenho uma admiração
enorme pelo Marcos, de Caminhos Incertos. Ele é alguém com uma característica
formidável, que é a capacidade de perdoar. Eu não a possuo, sou péssimo nisso.


7- Você tem alguma mania ou
“ritual” na hora de escrever?
Para escrever eu preciso me desconectar da internet e deixar meu o celular
de lado. Ser apenas eu, e o mundo ao qual estou imerso. Ah, e música, já não
consigo escrever sem ela.

8- Quais são suas maiores
influências literárias?
J.K. Rowling, principalmente. Foi por causa dela que comecei a
escrever. Também não posso deixar de citar Tahereh Mafi e Colleen Hoover. E há
também o Will Donadon. Ele pode não tem tantos anos de carreira, mas é uma
inspiração quando estou escrevendo fantasia ou sobrenatural. Gosto de brincar
que quando crescer quero escrever como ele.

9- Algum livro teve influência
na criação de A Apanhadora? Qual?
Não um livro específico, mas como Métrica foi o primeiro New Adult que
li, provavelmente você vai encontrar algumas pequenas semelhanças.

10- Quanto tempo demorou para
escrever o livro?
Mais de um ano. Eu passava por momentos onde achava que estava tudo
errado, e dava pausas onde eu aproveitava para revisar. Mas depois que a Ana
começou a ser minha leitora beta recebi vários puxões de orelha, e funcionou
(risos).

11- O que você espera que os leitores
sintam ao ler o livro?
Que se conectem com a história de alguma forma, e que isso acabe lhes
mostrando que devem valorizar muito suas famílias
.

12- Você gosta de nos torturar
né? Quando está previsto o lançamento da continuação?
Não é intencional, eu juro (risos). A segundo livro provavelmente saíra
no final de segundo semestre de 2016
.

13- Você está começando um novo
projeto pelo que vimos nas suas redes sociais, o que pode nos contar sobre ele?
É um romance New Adult Gay, dessa vez sem sobrenatural, e com uma carga
dramática muito grande. Acho que isso é tudo o que posso dizer.

14- Você acompanha os bloggers
que postam resenhas de suas obras?
Eu comecei na blogosfera em 2011, então sim, acompanho muitos blogs, e
principalmente aqueles com quem firmo parceria. Amo passar meu tempo livre de
blog em blog (risos).

15- O mercado editorial
brasileiro da poucas oportunidades para autores nacionais, você tem alguma
ideia sobre como mudar isso?
Eu poderia falar que as editoras tem a maior responsabilidade em mudar
isso, mas vou por um caminho menos óbvio. Tudo começa com educação na verdade.
Nós precisamos de professores (não só de português) que insiram obras dos
nacionais em suas salas de aula, que incentive aos jovens desde pequenos a
lê-los, e ajude a acabar com o preconceito literário que existe por aí. Se as
editoras perceberem que há uma grande quantidade de pessoas interessadas, então
elas vão começar a nos apoiar ainda mais, e inclusive ter o mesmo empenho no
marketing e distribuição que eles tem com os autores internacionais.

16- O que podemos esperar da
continuação de A Apanhadora? Pode nós contar um pouco sobre a continuação?
Não teremos Laia como
protagonista. Ela estará lá, em algum momento, mas o livro não será narrado por
ela. É hora de conhecer os dramas de outro personagem. Mas não se preocupem, as
histórias estão ligadas e vão acabar se conectando de uma forma
emocionante.
Ops. Será que falei demais?
Vocês não vão querer perder esta história não é? Então corre lá e bora comprar (Para comprar clique aqui ) e para mais informações é só acessar a FanPage do autor 😀
05 jan, 2016

[RESENHA] Um Ano Bom



Oiiii genteeee, então hoje
estou aqui para contar para vocês um pouquinho sobre o livro da autora Ana
Faria: Um Ano Bom. A Ana é daqui de BH e eu a conheci em um evento da Liga de Autores
Mineiros (que nós já falamos sobre eles aqui) e agora finalmente posso
falar para vocês sobre o que é o livro e o que eu achei da história, então
vamos falar do que realmente interessa né? Rs

Um Ano Bom conta a história de
dois adolescentes no ultimo ano do ensino médio: Christopher e Clara. Chris é
um aluno querido, popular e que vive cercado por amigos e garotas. As coisas no
mundo confortável de Chris mudam quando uma nova garota entra em sua turma, uma
garota completamente diferente daquelas que ele estava acostumado e que
despertou nele um interesse que nenhuma outra garota até então fora capaz de
despertar, da mesma maneira que causou sentimentos que ate então lhe eram
desconhecidos.

A principio Chris e Clara
parecem ser incompatíveis, de mundos diferentes e com interesses diferentes, e
isto porque antes mesmo de se conhecerem Clara o julga idiota como toda a
classe de populares que ela conhecera até então. Depois de muito insistir em
conversar com a colega de classe que insiste em evitá-lo Chris tem a
oportunidade de conversar com Clara fora dos olhares atentos dos colegas de
escola, e então mostrar a garota que tanto o encanta que ele não é o idiota que
ela o julga ser.

A história gira em torno do
mundo de Chris e Clara, dos problemas que os dois precisam enfrentar juntos e
daquilo que eles precisam enfrentar em suas vidas particulares, Clara tem uma
história forte marcada por diversas coisas que acontecem muitas vezes perto de
nós sem que percebamos a fora os problemas que toda história de adolescentes
tem, Clara se mostra muito madura, embora tenha alguns problemas para controlar
as emoções (não posso julgá-la, pois entendo muito bem como é difícil controlar
emoções fortes rs)
, e quando ela acha que tudo está perdido e que não pode
confiar em ninguém, é que Chris mostra que está lá por ela.

É uma história daquelas em que
normalmente lemos quando estamos no colégio, e acredito que o foco do livro
realmente seja este, mas os temas são sempre atuais e nos mostram que em todas
a fases de nossas vidas poderemos nos deparar com situações daquele tipo, claro
que enxergaremos com uma maturidade diferente, mas ainda assim são situações
que parecem que sempre irão acontecer: bullying, julgamentos antecipados,
preconceito por conta de com quem a pessoa anda ou como ela se veste, violência,
abandono, etc. São temas que quando lemos sempre nos lembramos de algo que
acontece ou aconteceu com  a gente ou com
algum conhecido.

A leitura é muito tranquila, os
personagens são bem escritos (embora acredite que alguns poderiam ter sido mais
explorados), a trama é muito bem desenvolvida e nos da aquela sensação de que
precisamos de mais um pouco daquilo para seguir em frente rs.
Gostei muito da história e da
maneira como a autora discorre sobre assuntos que quando paramos para pensar
são bem delicados, mas o recado fica e é realmente incrível 😀 














Título: Um Ano BomPáginas: 231 | Autor(a): Ana Faria Editora: Ases da Literatura