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19 jan, 2016

[RESENHA] Collide #2: Pulsação



Oi oi amores. Então, finalmente
vim aqui contar para vocês um pouco sobre Pulsação a sequência do inebriante
(e
atormentador)
Tensão (resenhado aqui). Quem leu a resenha de Tensão viu que eu
tive uma relação de amor e ódio extrema com o livro e fiquei desesperada pela
sequência. Eu li muito rápido porque como eu disse na resenha de Tensão, eu
estava louca para saber como a história de Emily e Gavin iria terminar. Mas aí, eu tive uma grande dificuldade em escrever a resenha, sem contar tudo o que me
deixou apaixonada ou louca na história rs, mas vamos ao que interessa não é
mesmo?
(AVISO: pode conter spoilers do primeiro livro)

Pulsação começa logo após Emily
se dar conta de que era uma idiota que estava sendo manipulada pelo Dillon, e
que isto causou a perda do verdadeiro homem de sua vida (lindo e maravilhoso
*_*)
Gavin. Emily decide dar um tempo a Gavin, mas após decidir que realmente
iria tomar as rédeas de sua vida, ela vai atrás dele e após um retorno meio
conturbado eles reatam aquele amor que nos inspirou e deixou desesperados em
Tensão (Porque eu aposto que todo mundo ficou loucamente apaixonado pelo Gavin
e achando a Emily uma grande imbecil)
, muito do que os atrapalhou em Tensão
volta a querer um espaço pra atormentar a vida deles.

Dillon não aceita ter sito
trocado e muito menos ter sido traído (embora ele tenha sido em Tensão um ordinário
que só sabia trair a Emily)
por um de seus melhores amigos, a questão é que ao invés
de seguir em frente e tocar a própria vida, esquecendo aqueles que não querem
mais que ele faça parte de suas vidas, Dillon decide se fazer presente e
atormentar Gavin e Emily, na esperança de que se ele não pôde ter a vida que
planejara com Emily, ela também não terá a que planejou com Gavin.

Muitas coisas acontecem durante
a história, e quando Emily e Gavin finalmente acham que terão um pouco de paz,
acontece algo para mostrar que as coisas não são assim (aquele momento em que
você esta super bem e a vida fala: “Não é bem assim queridinha”)
, e uma grande
duvida é o foco desta sequência, uma duvida que corroí a todos nós tanto quanto
aos personagens.

Gail McHugh nos surpreende em
Pulsação, de uma maneira um tanto diferente de Tensão, pois os dramas são
outros, mas em nada decepciona. Ok que a Emily ainda está irritante e com
algumas atitudes que continuaram a despertar em mim o desejo de agredi-la (para
não dizer matar e aí acabar tornando esta resenha um tanto quanto violenta)
,
mas também não podemos esperar uma mudança gigante, pois do fim de Tensão para
o inicio de Pulsação a distancia são só de alguns momentos, e logo apos são
somente dias, e ninguém com uma personalidade como a da Emily muda da noite para
o dia. Porém, algumas de suas mudanças nos deixa com aquela esperança de que
“Agora Vai” e realmente em muitos momentos a gente fica feliz com a evolução
dela.

Bom, os personagens são
realmente bem escritos, tirando alguns momentos em que tanto a Emily quanto o
Gavin nos irritam (Sim, embora eu ame o Gavin. em muitos
momentos quis bater nele),
 e estes momentos não são poucos. Gail tem aquele dom de nos fazer rir, odiar e
chorar (e sim eu chorei muito!), é uma autora incrível, que desenvolveu super
bem a história e nos deixa apaixonados e devastados, com aquela
sensação de perda quando a história chega ao fim. 














Título: Pulsação | Série: Collide | Páginas: 351 | Autor(a): Gail McHugh 
Tradutor(a): Claudia Costa Guimarães | Editora: Arqueiro

19 jan, 2016

[RESENHA] Neve Na Primavera

Oiiii
amores, hoje tô aqui para contar para vocês o que eu achei de Neve na Primavera
da Sarah Jio. Eu já o li a um tempinho e admito que tive um pouco de
dificuldade para escrever esta resenha, porque eu fiquei emocionalmente abalada
quando acabei de ler o livro, e fiquei tão apaixonada que foi difícil colocar
em palavras tudo o que senti com este livro. Mas, vamos ao que interessa né?



Duas
mulheres completamente diferentes. Duas histórias de amor e sofrimento. Dois
tempos diferentes, o que então pode ligar a história de ambas. 
Na
Seattle de 1933, Vera Ray uma jovem camareira, mãe de um menino lindo de 3 anos
chamado Daniel. 




Mesmo não querendo, se vê obrigada a ir trabalhar no turno da
noite, pois é este emprego que garante o sustento dela e do pequeno Daniel, mesmo tendo que deixá-lo sozinho. Na manhã seguinte, em um 2 de Maio
inusitado, a cidade amanhece sob uma nevasca fora de época, Vera se apressa para
chegar em casa antes que Daniel acorde, mas ao chegar ao destino, encontra a cama
do menino vazia e o inseparável urso de pelúcia jogado na rua, esquecido sobre
a neve.

Nos
tempos atuais a repórter Claire Aldridge, é acordada por uma nevasca fora de
época, o dia? 2 de Maio. Designada para escrever sobre o fenômeno que acontece
pela segunda vez em 70 anos, Claire se depara com o caso do pequeno Daniel Ray, que permanece sem solução. Com um interesse pessoal inexplicável no caso, ela tem pela primeira vez em 1 ano, vontade de realmente escrever uma matéria.
Porém ela se vê presa por obstáculos, que vão não somente pela falta de rastros
do paradeiro do menino, como as barreiras que sua família (que é dona do
jornal) impõe. Mas, contra tudo e contra todos, ela continua a investigar e
acaba por descobrir que está mais próxima de Vera Ray do que jamais poderia
imaginar.


O livro
é intercalado a principio. Um capitulo quem narra é Vera e o próximo Claire,
mas não necessariamente são sequentes, porém, a maneira como a história é
narrada facilita o entendimento dos fatos. A narrativa é muito bem feita, e de
compreensão imediata (não é aquele tipo de história que a gente precisa ficar
voltando e relendo pra entender), os personagens são muito bem escritos. Todos
eles, não somente os principais.

É uma
narrativa inesperada e surpreendente de uma jeito positivo, alguns fatos deu
pra começar a desconfiar em determinado ponto do livro, mas outros, a gente só
descobre no final do livro, e é aquele tipo de descoberta que eu fiquei bem
assim: “Oh, Não acreditooooooo”. Então, de uma maneira geral, o livro é
simplesmente INCRÍVEL. Não tenho palavras para dizer o quanto eu o amei. É natural e sensacional de uma maneira que a muito tempo eu não via em um livro. Cada personagem é simplesmente apaixonante, até aqueles que amaremos
odiar.



Eu só fiquei incomodada com uma coisa: não teve a matéria do jornal. Claire escreve a matéria, mas nos não a lemos e isto me deixou bem incomodada, porque de certa forma, mesmo que saibamos o que acontece na história, eu queria ler a matéria, queria ver como ela transmitiu para os outros aquilo que ela pesquisou e que sentiu. Nós vivemos com ela a história, mas fiquei bem curiosa para ver como ela passaria ao mundo em palavras aquilo que ela viveu e descobriu. Enfim, para mim este foi o único ponto que ficou faltando na história.

A Sarah
Jio acaba de virar uma de minhas autoras preferidas (E olha que eu nunca li
outro livro dela, pelo menos não ainda rs), ela tem uma escrita 
fácil, e
enlaça a história por todos os lados. Quando comecei a ler, a primeira coisa que
pensei foi: “isto não vai dar certo, duas personagens narrando e  em tempos diferentes?”, e aí ela me deu um
lindo tapa e em determinada altura do livro parece que disse “Querida você não sabe de nada,
só lê e sofre ai!”
Rs. Bom estou simplesmente apaixonada e decidida de que se
um dia eu tiver um filho, ele se chamará Daniel
(E não, eu não pretendo ter
filhos, mas vai que acontece, não é? Rs).


Título: Neve na Primavera | Páginas: 333 | Autor(a): Sarah Jio 
Tradutor(a): Rafael Gustavo Spigel | Editora: Novo Conceito