Posts arquivados em Mês: outubro 2017

31 out, 2017

[RESENHAS] Outras Palavras Para O Amor



Tenho esse livro aqui desde que ele foi lançado pela Galera Record, mas ainda não tinha me interessado em lê-lo, não estava “no clima” para romance e coisas desse tipo, acontece que agora não estou querendo nada com o tema sobrenatural e então desenterrei o livro da estante para ler.

Ariadne Mitchell é uma garota de 16 anos, que estuda numa escola pública do Brooklyn e tem que conviver com a paranoia dos anos 80: as doenças sexualmente transmissíveis. Depois da morte de um tio do pai ela acaba indo estudar na Hollister, uma renomada escola em Manhattan e, mesmo morrendo de medo de não se encaixar no novo colégio (como acontece no atual) ela vê uma luz no fim do túnel: vai estar perto de sua melhor amiga Summer Simons.
O problema é que Summer acaba não indo à primeira semana de aula e isso acaba fazendo com que Ari conheça Leigh, uma garota com a qual tem uma aula. Leigh é estranha e divertida e elas acabam se tornando amigas, o que irrita Summer que costumava ser a única amiga de Ari. Mas os dramas da vida da adolescente não se resumem apenas a suas amigas, ela também tem alguns problemas em casa.

Até seu nome era perfeito: Summer Simon, como uma estrela de cinema em um letreiro reluzente.Eu me perguntava se os pais dela tinham planejado isso, e desejava que os meus tivessem pensado melhor. Eles deviam saber que garotos se sentiriam mais atraídos por meninas chamadas Summer Simons do que pelas chamadas Ariadne Mitchell.

A mãe e a irmã mais velha da garota não se dão bem elas são comparadas por Nancy (mãe), o que deixa Evelyn (irmã) furiosa porque sempre é para deixá-la por baixo já que esta engravidou e casou antes dos 18 anos. Agora, grávida de seu segundo filho, ela não está nada bem psicologicamente. Mesmo assim, Ari tenta ajudar a irmã e o cunhado, pelo qual ela nutri uma paixão secreta e proibida. 

A situação toda já parece ruim o bastante, mas eu ainda não falei para vocês que Nancy coloca sobre a segunda filha expectativas altíssimas já que ficou extremamente decepcionada com Evelyn, por isso exige sempre mais da pobre garota e nada que ela faça parece ser o suficiente para agradar a mãe.

Será que chega de dramas para ela? Não, os meninos não acham que ela é atraente, ela só ficou com um cara até o momento, e sua amiga e irmã só a colocam para baixo quando o assunto é a imagem. 

— Leigh — repeti seguindo-a.— O que está acontecendo com você?— Por que você quer meu telefone? — Não vai usá-lo. Não me ligou nem quando uma estava de cada lado da ponte. Você disse que íamos sair até eu me mudar para a Califórnia. Lembra? Nos Hamptons, você disse que íamos andar juntas pelo resto da primavera, mas acabei sozinha no apartamento como de costume. Só vejo você na escola ou quando aparece com Blake e eu estou presente por acaso. E ele foi àquela festa no Memorial Day na casa da sua irmã. Mas eu não fui convidada. Por que eu não fui convidada?

Assim que ela conhece Del, primo de Leigh, e ele da certa atenção pra ela e a menina acaba desenvolvendo sentimentos confusos, ela se decepciona ao descobrir que ele tem namorada. E aí surge Blake, o outro primo de Leigh e irmão de Del, por quem ela de cara tem uma quedinha que acaba evoluindo depois que ele da atenção pra ela. O problema de Blake é que ele é submisso ao pai. Será que ela consegue lidar com tudo isso?

Por onde eu começo a falar desse livro? Ou talvez deva usar a palavra reclamar. Pensem em um livro que já leram em que a autora enrola a história toda? Pois é, esse aqui deve ser pior. Vocês devem estar pensando “de jeito nenhum Jessie, isso é impossível!”, que impossível que nada! Em 134 páginas a autora enrola de uma forma única de se ver, um dos focos do livro (o romance) ainda nem começa a ser desenvolvido, Blake havia sido mencionado uma vez, mas nunca tinha aparecido! Esse tempo todo estamos presos nos dramas (alguns bem ridículos!) da personagem principal. E preciso mesmo comentar que se existe alguma pessoa que leu Outras Palavras Para O Amor e se identifique com ela durante a leitura, recomendo veementemente que procure um psicólogo ou psiquiatra o quanto antes. 

Ari é absolutamente insegura, não vê em si nenhuma qualidade e não acha que qualquer traço seu seja atraente, mesmo os morais pelo que parece. A menina é totalmente deixada de lado pelo pai e enaltecida pela mãe, principalmente na presença da irmã, Evelyn, a qual a desrespeita e humilha com frequência, mesmo Ari tentando ajudá-la com os filhos ainda pequenos. Ela também é obcecada por Patrick, o cunhado, de uma forma assustadora chegando ao cúmulo de, quando está dormindo na casa deles, encostar o ouvido na parede para escutar quando o cunhado e a irmã tem relações no quarto ao lado. Sério, isso é doentio!

— Não sei quem pensa que é — disse ela. — Está achando que é especial só porque achou um cara que é areia demais pro seu caminhãozinho. Mas não vai ficar com ele pra sempre, Ari. Ele vai perceber.— Perceber o quê? — perguntei enquanto uma aura se esgueirava pelo meu olho.— Que você é entediante. Que você é sem graça, entediante e medíocre em todos os sentidos.

Summer, a “amiga” mais antiga, é extremamente fútil e não gostei dela, a menina é tão falsa e além de tudo vive apontando defeitos em Ariadne, como se ela não fosse suficientemente insegura e cheia de paranoias. A única personagem que gosto é Leigh, uma garota com uma história muito triste e que devia ser mais explorada, mas acontece o contrário, ela é totalmente deixada de lado pela autora. Outro fato que me deixa frustrada com esse livro é a extrema necessidade da autora de descrever e romantizar ABSOLUTAMENTE TUDO. Os detalhes são exaustivamente explorados na obra e não estou falando dos detalhes da história (que às vezes até passam batido!), falo dos cenários, lugares e dos objetos. Isso é totalmente uma perda de tempo. O que posso dizer? Estava louca pra terminar esse livro e gastar meu tempo com uma obra melhor!

Acredito que o que mais me irritou na Ari foi sua carência exacerbada, é só um cara olhar pra ela que a menina já está toda apaixonada por ele, realmente acho que esse tipo de coisa já é deprimente na vida real, mas na literatura? Chega a ser ridículo! E já estamos cansados de ouvir que livros influenciam pessoas, vou ressaltar de novo uma opinião bem particular que vivo colocando nas minhas resenhas quando pego um livro com personagens assim: não da pra criar personagens mais inspiradoras que essas? Mesmo odiando fazer comparações vou fazê-las assim mesmo para vocês conseguirem enxergar o quanto a Ari é  irritante pra mim: ela é uma mistura de Lucie (Fallen) com Bella (Twilight) com mais problemas psicológicos e emocionais.

Agora vocês provavelmente estão se perguntando: será que ela não encontrou nenhum ponto positivo no livro? Não odiei o fim, na verdade as últimas dez páginas são as melhores do livro, o problema são as outras 358. Um final não tão ruim não redime uma obra que, para mim, foi horrível desde a primeira página. Coloquei os quotes para vocês entenderem o meu ponto de vista, o quanto livro é chato e o quanto Ariadne é mais chata ainda. 

— Espere até amanhecer, Nancy — disse papai.— Mas são boas notícias, Tom — e logo depois apareceu no meu quarto, dando notícias que não eram nada boas. — Tio Eddie morreu.

Só tenho mais uma coisa a pontuar sobre as personagens do livro que não poderia me esquecer. Releia [ou leia] a citação acima e me fale que pessoa normal comemora a morte de um parente, ainda que ele tenha deixado uma herança para você e sua família? Ainda que ele não compartilhe o seu sangue? Essa citação foi tirada do início do livro, então ele não começa mais ou menos ou bom e desanda de vez, ele é ruim por inteiro.

Sobre a capa eu preciso dizer que foi uma das coisas que me chamou atenção quando o livro foi lançado, sem falar no próprio nome da obra (que promete uma coisa que não é entregue!). Já a diagramação é bastante simples, o único detalhe é que toda primeira palavra dos capítulos tem uma fonte diferente.

Eu entendo que muitas pessoas adoraram o livro e vocês podem discordar de mim, tenho total respeito por opiniões contrárias às minhas e se quiser comentar falando que discorda e explicando vou adorar ler seu comentário, mas for para me desrespeitar não perca seu tempo escrevendo o comentário, nem me faça perder o meu lendo.


Título: Outras Palavras Para O Amor | Páginas: 368| 
Autor(a): Lorraine Zago Rosenthal | Editora: Galera Record
22 out, 2017

[NO CANAL] Vamos Falar De Cachorro?

Oi gente! Hoje vamos conversar sobre um dos maiores amores da minha vida: cachorros! O vídeo ficou bem legal, falei sobre a Sansa (minha cachorra que morreu no ano passado), da Rihanna (a pit bull que passou um tempo aqui em casa) e da Cristal (minha nova filha). Eu espero de coração que gostem!

VÍDEO


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Até o próximo post!
Beijinhos ;*
20 out, 2017

[RESENHA] Anjo da Noite #1:Caminho das Sombras


Oii seus lindos, hoje eu venho
contar para vocês o que eu achei de Caminho das Sombras, primeiro livro da trilogia
Anjo da Noite, e já vou adianta que é um livro que embora seja realmente
maravilhoso, eu tive certa dificuldade para concluir a leitura. Então vamos ao
que interessa…


Durzo Blint considera matar uma
arte, e não é para menos já que ele é o artista mais talentoso da cidade. Temido
por muitos, Durzo tem as mãos manchadas de sangue e nenhuma culpa pelas vítimas
que deixa pelo caminho.


Esse mundo sombrio não é
novidade para Azoth, um garoto que sobrevive em becos sujos e aprendeu que a
esperança é uma piada. Pelas regras das guildas (são como gangues), crianças
são agredidas e surradas todos os dias. Não existe uma forma de contestar esta
realidade, não valeria a pena o risco. Porém quando o tempo é a única coisa que
separa Azoth e seus amigos da morte, ele se vê obrigado a superar o medo e se
agarrar a oportunidade que mudará tudo: se tornar discípulo de Durzo Blinto e
virar um derramador (assassinos muito qualificados na arte da morte).

No entanto para conseguir ser
treinado pelo melhor derramador, Azoth precisa abandonar sua antiga vida e assumir
uma nova identidade, e assim ele se torna Kylar Stern e aprenderá a andar entre
os nobres e a sobreviver às magias de seus inimigos tendo a escuridão como sua única
e mais especial amiga.

Eu fiquei muito tempo pensando
o que falar deste livro e como dizer para vocês o que eu senti durante leitura
(e foi um misto imenso de emoções), então cheguei a conclusão que o que posso
dizer é que amei e detestei este livro, possivelmente em proporções iguais.

Amei porque a história é
realmente incrível, a maneira como a magia entra em cena em um mundo
completamente sombrio e como a necessidade transforma Azoth em diversos
sentidos é encantadora. A maneira como todos os personagens da obra, e pra mim
principalmente o Durzo vão se mostrando para o leitor são apaixonantes.

E odiei porque em alguns
momentos eu senti que a história estava muito enrolada, que algumas coisas
simplesmente não precisariam estar ali (eu posso estar errada, ok? Mas só estou
contando o que eu senti), a narrativa começa com o Azoth criança, até ele virar
Kylar e passa por todo o crescimento dele até ele estar mais velho, e não sei
explicar direito eu achei essa transição bem cansativa (tanto que larguei a
leitura mais vezes do que acho digno admitir) e não consegui me prender em
todas as fases pelas quais ele passou.

O livro é narrado em terceira
pessoa e mostra o ponto de vista de vários personagens, não só do Kylar ou do
Durzo (embora pra mim tenham sido as narrativas menos cansativas) e isso deixou
a história bem ampla, e entendo que isto tenha acontecido para chegar em pontos
importantes para os outros livros, mas preciso falar que mesmo entendendo o
motivo foi complicado terminar a leitura.

A edição da Arqueiro está
linda, com uma capa maravilhosa, edição impecável e diagramação maravilhosa.           

É uma história muito boa, e se
não tivesse achado cansativa acharia tudo completamente envolvente porque tem
elementos incríveis e uma base pra história central realmente maravilhosa, só
que não me conquistou tanto assim, e admito que ainda estou me convencendo a
ler a sequencia pra saber se as coisas vão melhorar.


Título: Caminho das Sombras | Série: Anjo da Noite | Páginas: 431Autor(a): Brent Weeks Tradutor(a):  Fernanda Abreu | Editora: Arqueiro
17 out, 2017

[RESENHA] Unearthly #1: Sobrenatural

Sabe aquele livro que fica intocado na sua estante durante um tempão porque nunca te desperta a curiosidade e de uma hora pra outra te da vontade de ler? Pois é, foi exatamente o que aconteceu comigo e Sobrenatural! Imaginem a minha surpresa em descobrir que este livro é maravilhoso e que me encantei com suas personagens.

Clara Gardner é uma adolescente totalmente atípica: ela é uma sangue-de-anjo, ela não é só um ser mencionado na Bíblia, todo Nefilim tem uma missão, a qual nasceu para cumprir, um propósito, é como eles chamam. E como descobrir seu propósito? Bom, o sangue-de-anjo tem visões (bastante vagas, para dizer a verdade) recorrentes que vão dando informações sobre.

Clara sempre se vê andando em direção a uma floresta em chamas e encontrando um garoto de costas para ela, o qual ela presume que deve salvar das chamas. Depois de algumas visões ela acaba descobrindo onde o incêndio vai acontecer e junto com a sua mãe e irmão (o pai não mora com eles) se mudam para a pequena cidade de Jackson Hole com o intuito de cumprir o propósito.

Ao chegar à escola que deve frequentar a primeira coisa que ela vê é o carro de sua visão, uma caminhonete prata com os dizeres “AVALANCHE” na traseira e é quando a garota tem certeza de que, enfim vai ver o rosto do garoto misterioso que deve salvar. Ao sair de uma de suas aulas ela o vê e desmaia, sendo carregada por Christian até a enfermaria.

Os fatos começam a se encaixar para a sangue-de-anjo no que diz respeito ao seu propósito e Clara começa a fazer amizade com Wendy depois com Ângela, e as coisas podem se complicar um pouco quando o charmoso cowboy e  irmão de Wendy, Tucker, entra na vida dela. Uma coisa é certa: Clara deve estar na floresta e encontrar Christian lá, mas o que aconteceria se ela não estivesse lá quando devia, como sua visão mostra?

Como eu disse antes eu tinha esse livro há muito tempo mesmo e até o fim de semana passado ele nunca havia me interessado, mas como eu estava doente (e cansada!) e não podia sair da cama quando terminei a minha leitura anterior e fui buscar um novo livro pra ler na hora pensei em Sobrenatural, não por um motivo especial, só fiquei verdadeiramente curiosa sobre ele naquele momento, só posso dizer que valeu a pena cada hora de sono perdida com esse livro.

Clara é uma personagem bastante carismática, mas também um pouco chata. Acredito que como qualquer adolescente da ficção ela tenha que ter esse lado obsessiva por causa de um cara (neste caso dois!) o que é relevante. A mãe dela, Megg, é um caso à parte, em geral não sou a maior fã de mães na literatura, mas Megg realmente me cativou e ela tem um papel fundamental e de destaque o que é bem interessante, por outro lado o pai da garota apareceu por dois minutos e sumiu o resto do livro, mesmo assim Michael é um personagem do qual eu gostei, mas isso porque tenho informações privilegiadas pois já li o segundo livro.

Pois é, mas nem tudo são flores, eu detestei Jeffrey, o irmão caçula e insuportável de Clara, ele parece uma garotinha mimada, faz tudo o que quer e não se importa com as consequências, ele também não pensa em mais ninguém além dele mesmo. Ângela é uma das minhas favoritas, ela é uma personagem perspicaz e vive com a cara nos livros,  ou lendo pra se distrair ou pesquisando mais sobre assuntos que a interessam (alguém se identifica?). Durante todo esse livro eu shippei Tucker e Clara, ele é deveras muito charmoso, mas quando o Christian realmente entra na jogada as coisas mudaram, comecei a torcer para ele conseguir ficar com a garota no fim.

A diagramação do livro é muito bonita, há um diferencial em cada começo de capítulo, realmente um charme! Já a capa é bastante bonita, mas dentre as que eu vi certamente não é a mais bonita na minha opinião, ainda assim é melhor do que a imagem que está no skoob, por exemplo.


Esse é um dos melhores livros da finada iD que eu tenho na minha coleção, ele traz um conceito novo sobre anjos para a literatura que achei absolutamente interessante. O segundo livro já foi lançado aqui no Brasil, contudo o terceiro não deve ser publicado uma vez que o a editora iD fechou a alguns anos.














Título: Sobrenatural | Série: Unearthly | Páginas: 438 Autor(a): Cynthia Hand 
Tradutor(a):  Paulo Afonso | Editora: iD
15 out, 2017

[NO CANAL] Estou De Volta! Novidades, Avisos + Sorteio Do Desapego!



Oi gente! Estou de volta com alguns anúncios sobre o rumo do blog e com um super sorteio para inaugurar esta nova fase do Paraíso Literário. Ficou aí morrendo de curiosidade? Então assista o vídeo e saiba tudo!



VÍDEO



PRÊMIO, REGRAS E FORMULÁRIO

Assistiu todo o vídeo? Então agora que você já sabe sobre as novidades basta seguir as regrinhas e preencher corretamente o formulário.

PREMIO

O sortudo ou a sortuda poderá escolher 3 livros entre as mais de 20 opções (algumas nem apareceram no vídeo porque é livro demais!) que estão na imagem abaixo.*

No Google Drive tem um documento público com o nome TODOS os livros que estão sendo sorteados, caso queira acessa-lo basta clicar aqui.

*SORTEIO VÁLIDO APENAS PARA OS LIVROS EMPILHADOS EM PRIMEIRO PLANO


REGRAS

As regras foram explicadas no vídeo, então caso tenha alguma dúvida é só voltar lá e ver tudo certinho. 

É importante que você saiba TODAS as regras e preencha CORRETAMENTE o formulário, qualquer descumprimento aos termos do sorteio implica em desqualificação do participante sem qualquer necessidade de justificativa.


FORMULÁRIO

O formulário começa a valer hoje 15 de outubro de 2017 (momento em que o vídeo e este post estão indo ao ar!) e é válido até as 23:59 do dia 30 de novembro de 2017. Até lá você pode entrar e participar o quanto quiser. Use e abuse das chances extras para dar aquela ajudinha à sua sorte!
 

a Rafflecopter giveaway

Leia o anexo Terms&Conditions para saber todos os detalhes do sorteio.



Que a sorte esteja sempre a seu favor!
Até o próximo post
Beijinhos ;*
05 out, 2017

[SÉRIES] José do Egito

 
Oiii seus lindos, a um tempinho atrás eu vim aqui falar para vocês de series brasileiras, e cá estou eu novamente para lhes falar sobre José do Egito (que eu já falei um pouquinho aqui), que acabou se tornando minha nova menina dos olhos! Sim meu olho é grande (só no sentido figurado kkkk) e eu me apaixono fácil por coisas boas rs.

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03 out, 2017

[RESENHAS] Hopeless #1: Um Caso Perdido


Um Caso Perdido
é uma daquelas obras excepcionais, conta com personagens marcantes e envolventes e traz para o leitor não apenas um enredo interessante que vai ser devorado em dias, mas que também questiona o moral de cada um e tem situações que ficam ali nos empurrando a refletir sobre alguns pontos e é por isso que hoje trouxe esta resenha para vocês.




Sky é uma garota que foi criada de uma maneira completamente diferente de qualquer outra adolescente da sua idade: ela não pode ter contato com qualquer tipo de tecnologia e sua educação é caseira, então isso torna a sua experiência com o mundo exterior absolutamente limitada à sua melhor amiga, Six. Elas duas conseguiram uma fama de garotas fáceis, o que no caso de Six é um pouco verdade, mas no de Sky não, ela nunca dormiu com cara nenhum porque enquanto está dando uns amassos com algum garoto a única coisa que sente é torpor.


Depois de uma anos tentando ela finalmente convence a sua mãe adotiva a deixá-la ir para a escola, como qualquer adolescente normal e então Six finalmente consegue ir para a Itália fazer intercâmbio. Sky poderia muito bem desistir da ideia de experimentar o dia-a-dia da vida escolar normal, especialmente por tudo que seus livros diziam sobre os adolescentes do ensino médio (basicamente que as pessoas serão cruéis!), mas ela segue em frente pois nada seria tão ruim quanto ela já havia imaginado, mas a verdade é que a escola se provou ser exatamente o que fora descrito pelos autores. As meninas, em especial, não paravam de importuna-la pregando bilhetinhos em seu armário, mas nada disso a incomodava de verdade, a situação lhe parece mais engraçada do que qualquer outra coisa. Mesmo com toda a hostilidade do ambiente Sky consegue fazer um amigo, Breckin que também se sente à margem por ser mórmon e gay.

Os dias vão se passando, ela começa a se acostumar com a rotina e se prepara para dar adeus a sua melhor amiga que está a caminho da Itália. Naquele fim de semana Karen, sua mãe adotiva, tem que viajar para vender as coisas que produz com ervas e especiarias, isso é o céu para a adolescente que tem que comer a comida vegana da mãe. Nesse dia ela vai ao mercado comprar besteiras e é a primeira vez que encontra com o misterioso e lindo Dean Holder. Ele a deixa bastante desconfortável só de olha-la e isso a apavora, nenhum cara nunca a fez sentir nada assim, bem isso não é totalmente verdade, nenhum garoto nunca a fez sentir e pronto.

Em meio a vários outros acontecimentos, ela e Holder acabam se aproximando e se apaixonando, mas o relacionamento que surge entre os dois é bastante conturbado e os mistérios que rondam o passado do casal vai interferir de forma direta na relação deles. O quanta mentira Sky poderá aguentar? O que cerca o misterioso adolescente que aparentemente surgiu do nada na vida dela? Depois de Holder, a vida dela nunca mais será a mesma.


Falar desse livro é um pouco complicado para mim porque fiquei totalmente envolvida pelos dramas que são propostos pela autora. Colleen Hoover traz em suas obras temas pesados e que vão fazer seus leitores refletirem bastante e com Um Caso Perdido não foi diferente. Mesmo que já tenha me apaixonado por sua escrita lá em Métrica e tendo a noção de que este não seria um livro leve e divertidinho, esta obra conseguiu ser mais devastadora do que eu imaginava.

Primeiramente preciso comentar que, como as outras obras da Hoover, Um Caso Perdido me prendeu desde o primeiro capítulo. A leitura pra mim foi avassaladora, enquanto não descobri os motivos ocultos por trás dos estranhos comportamentos de Holder perto de Sky e a razão dela não se lembrar de nada da sua primeira infância não parei de devorar o livro e quando isso finalmente aconteceu não acreditei do quão genial a autora havia sido, mas para poder falar sobre o assunto pra vocês vou ter que dar um spoiler bem grande, se você não quiser saber pule os dois próximos parágrafos ou pare de ler esta resenha aqui.

O tema que Hoover traz pra gente é absurdamente polêmico: pedofilia. Mas não apenas a pedofilia, Sky vai sofrer abuso sexual do pai quando ainda era apenas uma menininha de cinco ou seis anos, mas além deste fato horrendo (porque sofrer abuso de alguém que devia protegê-la é algo monstruoso!) ainda tem o agravante de que ele é um xerife, ou algo do tipo, um suposto defensor da lei!

Assim que isso é revelado eu fiquei pensando no número de crianças que sofrem abuso onde deveriam estar protegidas: em casa. Outro ponto muito importante é que quando descobre-se que Sky (que na verdade se chama Hope e daí o nome da duologia em inglês) é “sequestrada” pela tia que não via outra forma de proteger a garotinha. Então Hoover propõe outra discussão muito interessante de até onde ela estaria certa ou errada? Até onde a lei deve ser obedecida? São reflexões importantes trazidos por este livro.

Achei de uma coragem e uma genialidade sem tamanho que a Colleen resolvesse discutir isso em sua obra o que só prova ainda mais que certos livros não são apenas passatempo, ou diversão, há obras que realmente prestam um serviço à sociedade ao debater certos temas, o que pode realmente nos fazer mudar e melhorar como ser humano, com certeza a reflexão que fiz ao ler Um Caso Perdido me tornou uma pessoa melhor.

Bom, a capa nacional tem apenas alguns detalhes diferentes da americana, e apesar de não ser a maior fã de rostos em capas de livro tenho que admitir que gostei muito deste. Tem toda uma questão interessante a ser analisada e entendia de uma maneira bem íntima se o leitor prestar bastante atenção no jogo de luzes na modelo e seu olhar.

Incrivelmente me identifiquei bastante com Sky, pra falar a verdade me achei bem parecida com ela em algumas coisas. Já o Holder é um tipo de Travis Maddox (Belo Desastre): lindo, misterioso, forte e com variações de humor que fazem qualquer um pensar que é bipolar, e apesar de não gostar muito de personagens assim o passado dele realmente me fez ficar muito apegada a ele.

De todas os personagens a quem somos apresentados no livro, sem dúvida alguma o meu favorita é o Breckin. Ele é divertido, espirituoso e me lembra um amigo que tenho e o qual eu realmente amo. Toda vez que ele aparecia em cena não podia deixar de me lembrar desse meu amigo, sem mencionar que Breckin é o “escape” da narrativa, é graças a ele que temos alguns momentos leves no decorrer da história e esse breve momento onde respiramos é um alívio bem vindo pois a trama construída por Hoover consegue se aprofundar cada vez mais à medida que avançamos as páginas.

Acho que todo mundo já entendeu que adorei o livro, não dá para não gostar de uma obra tão completa e escrita por alguém tão talentosa. Para quem não sabe existe um segundo livro que seria esta mesma história a partir do ponto de vista do Holder, Sem Esperança já foi lançado pela Galera Record, mas ao contrário de Um Caso Perdido só estou lendo agora.


Título: Um Caso Perdido | Série: Hopeless | Páginas: 284
Autor(a): Colleen Hoover | Tradutor(a): Priscila Catão | Editora: Galera Record


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