Posts arquivados em Mês: dezembro 2017

28 dez, 2017

[RESENHA] Born In Blood Mafia Chronicles #2: Bound By Duty

Foto: Entre Óculos e Livros

Oiiii seus lindos, hoje vamos
falar um pouquinho sobre Bound By Duty, segundo livro da serie Born In Blood
Mafia Chronicles (o primeiro livro vocês podem conferir AQUI) que foi uma série
que eu li pelo Wattpad (sim, só encontrei tradução lá) e que me deixou
simplesmente apaixonada! Então chega de lenga, lenga e vamos ao que interessa.


Dante Cavallaro é The Boss, o próximo
chefe da família mafiosa de Chicago e perdeu a esposa há quatro anos. Com sua
nomeação como novo líder da máfia, Dante precisa de uma nova esposa (pois um líder
precisa de herdeiros e para tal ele precisa de uma esposa), assim Valentina é a
“felizarda” escolhida para desempenhar o papel.


Acontece que Valentina também é
viúva, mas ao contrario de Dante, o primeiro casamento dela era somente de aparências,
pois aos dezoito anos ela aceitou casar-se com Antônio, seu melhor amigo, para
esconder da máfia algo que nunca seria aceito: Antônio era gay! (uma realidade inaceitável
no mundo deles) e como se isto não bastasse, era apaixonado por um homem que
não pertencia a máfia (outro erro grave).

Mesmo após a morte de Antônio
(em um trágico assassinato promovido pelos rivais da máfia de Chicago),
Valentina carregou o segredo dele, não só para preservar a honra de alguém que
já se foi, mas principalmente para proteger a si mesma, pois ela era cumplice
da mentira dele. No entanto, com a perspectiva de um novo casamento com The
Boss, as mentiras de Valentina começam a cair por terra, pois existem certas
coisa que ela não será capaz de esconder.

É a partir do casamento que as
coisas começam a acontecer, pois o maior medo de Valentina é a noite de núpcias,
onde Dante com certeza irá descobrir a mentira, mas no fim os medos dela acabam
infundados, pois Dante é indiferente a ela. É neste ponto que as coisas mudam
na cabeça da personagem principal, porque agora ela está diante de um marido heterossexual,
e não aceitará ser rejeitada no novo casamento, assim ela busca a atenção de
Dante, mesmo que não consiga ter seu coração, ela tentará conquista pelo ou
menos o desejo.

Antes de qualquer coisa preciso
admitir: li Boud By Duty primeiro (nossa Aninha que novidade em? Você lendo o
segundo volume primeiro), mas em minha defesa foi porque eu li uma resenha
deste livro e fiquei curiosa e só depois que acabei a leitura foi que recebi a
indicação dos demais volumes da série e aí descobri que tinha lido o segundo
antes do primeiro. Mas fica a ressalva de que não interferiu em nada, a leitura
fluiu super bem e não houveram grandes perdas do conteúdo, salvo quando
Valentina mencionava Aria e o casamento dela (que é a história do primeiro
livro).

É uma história bem rapidinha, e
tem umas reviravoltas bem interessantes, coisas que admito eu não iria imaginar
nunca! E que me deixaram maravilhadas com a história e com os personagens que
foram apresentados aqui. Embora seja o mundo da máfia onde as mulheres não tem
vez, a Valentina se mostra uma mulher forte e melhor do que isto: Dante é um
chefe que não pretende propagar machismos e ainda que aqui nos tenhamos
demonstrações claras do quão frágil o ego masculino pode ser, não há momentos
claros de machismo como no primeiro livro, o que realmente me deixou encantada.

Eu senti que algumas partes
estavam meio falhas e faltando alguns detalhes, pode ser por causa da história
e da escrita da autora em si (o que eu acho difícil) ou pode ser porque a
tradução que eu li no Wattpad não estava completa (o que é mais provável), seja
como for foi o suficiente para me deixar realmente envolvida com a história e
querer devorar cada volume da série.

Não há como falar da edição em
si, nem física nem em ebook, mas juro que se ler os livros no original (quando
eu criar vergonha na cara e ler em inglês) ou se alguma editora brasileira
lançar a série (o que realmente seria maravilhoso para mim) eu volto aqui e
venho contar para vocês se há muitas diferenças mesmo.






Título: Bound By Duty | Série: Born In Blood Mafia | Páginas: 320Autor(a): Cora Reilly | Editora: Createspace

Born in Blood Mafia Chronicles

Bound By Honnor | Bound By Duty | Bound By Hatred| Bound By Temptation | Bound By Vengeance 

26 dez, 2017

[RESENHA] Elementos #1: O Ar Que Ele Respira


Hoje vamos falar sobre um dos livros que mais amei ler nos últimos tempos, aquele que conquistou meu coração e tocou a minha alma de uma forma que não acontecia faz tempo: O Ar Que Ele Respira!

No primeiro livro da série Elementos vamos aprender sobre perdas com Tristan e Elizabeth. Ele tenta sobreviver depois da morte de sua esposa e filho, apesar de já ter se passado algum tempo desde o trágico dia em que perdeu absolutamente tudo que mais amava, Tristan não conseguiu seguir em frente. Ele levou seu cachorro (que antes pertencia a seu filho!) para Meadows Creek onde se isolou, ficando longe dos pais e de qualquer amigo que tinha antes.

Elizabeth tenta se recuperar da morte de seu marido e ser forte porque sua filhinha, Emma, de apenas cinco anos depende dela. Lizzie passou o último ano morando com a mãe em outra cidade porque de jeito nenhum conseguia ficar em casa, rodeada por todas as lembranças felizes de quando seu marido ainda era vivo, mas ela não pode ficar mais lá, pois a sua mãe (que não é a pessoa mais estável do mundo!) não anda exatamente ajudando com a incansável troca de namorados, então por isso Lizzie volta para casa e para as lembranças das quais andou fugindo.

Ao chegar em Meadows Creek ela acaba atropelando o cachorro de Tristan e isto o abala muito (por razões óbvias para o leitor e completamente desconhecidas para ela!), e mesmo tendo dado toda assistência que o pobre cão precisava o homem ainda é rude e a trata muito mal. Os dias passam e não apenas Elizabeth descobre que o cara rude (lindo, mas grosseiro!) é seu vizinho, como todo mundo que conhece a aconselha a manter distância dele.

Os dias se passam, e Emma fica completamente desolada. Na casa de sua avó sempre que plumas apareciam a mãe de Lizzie falava para a neta que era o pai que estava vijiando-a, mas elas não aparecem mais, até que Tristan secretamente espalha várias delas no jardim e deixa e pequena muito feliz. Apesar dos avisos Elizabeth não consegue se manter longe, é impossível não ter o coração amolecido com o carinho óbvio que o homem sente por sua filha.


Tristan também não consegue se manter distante, a beleza da jovem viúva e a inocência de sua filha o cativam e ele se vê como uma mariposa que não consegue se afastar da luminosidade e assim eles acabam se envolvendo, a princípio é só uma maneira de lidar com o luto, mas logo se tornam mais. O problema é que o destino reserva surpresas para os dois, será que o casal consegue passar pelas grandes provações que os aguardam?


Falar de O Ar Que Ele Respira é complicado porque ele tem um enrendo tão denso, triste e ao mesmo tempo tão absolutamente lindo que é difícil colocar tudo isso em um só texto. Fazia anos, muitos anos mesmo, que uma obra não me envolvia e emocionava como aconteceu durante esta leitura, por isso eu poderia escrever um livro aqui (não vou! Fica tranquila/o!) e mesmo assim duvido que fosse capaz de passar tudo que esse livro me fez sentir.


Vou começar pelo Tristan, que simplesmente me encantou, emocionou e despertou toda e qualquer empatia que eu tenho. A dor de perder o amor da sua vida e o seu filho deve ser absolutamente impossível de descrever, mesmo assim Brittainy conseguiu fazer um personagem nos passar a exata dimensão de como uma pessoa real pode sofrer.


Lizzie é alguém que tenta lidar com o luto e ainda criar a sua filhinha, que aliás é maravilhosa, sem deixar que o peso da perda do pai acabe com toda a infância da pequena Emma. A adaptação à nova realidade, onde Lizzie está sozinha (apesar da família e os amigos ajudarem!) é bem explorada e com certeza foi um dos pontos que me fez ler O Ar Que Ele Respira em menos de vinte e quatro horas!


Preciso dizer que eu imaginei uma ou duas coisas nesta história, aí me vi questionando essas duas coisas, mas o que mais me encantou, me deixou boquiaberta foi o plot twist que foi a reviravolta mais loucamente insana dos últimos tempos e preciso dizer: nem desconfiava que a Brittainy poderia fazer algo tão surpreendente! Talvez tenha sido ingênua durante a leitura, mas realmente fiquei surpresa e isso é uma novidade muito bem-vinda!


Tristan e Lizzie são o tipo de casal pelo qual você (assim como eu!) torcerá para que fiquem juntos e sejam felizes para sempre. Não sei como pude esperar tanto tempo para ler os livros da autora, mas depois de quatro obras (me aguarde A Gravidade Que Nos Atrai!) preciso dizer que ela entrou na minha lista de favoritos e que a partir de agora leio até bula de remédio se ela escrever!


Acho importante ressaltar que NÃO considero os livros da Série Elementos eróticos (não teria problema nenhum se fossem…), apesar de contar algumas cenas de sexo isto acaba sendo apenas um pano de fundo, algo que permeia a história e a relação dos personagens adultos. Com certeza este é um romance contemporâneo carregado de drama e se você gosta de livros assim e ainda não leu está série só tenho uma coisa pra te dizer: TÁ PERDENDO TEMPO! 

Livro: O Ar Que Ele Respira || Série: Elementos || Autora: Brittainy C. Cherry 
Páginas: 306 ||Tradutora: Meire Dias || Editora: Record || Ano: 2016

SÉRIE ELEMENTOS


O Ar Que Ele Respira – A Chama Dentro De Nós – O Silêncio das Águas 
A Gravidade Que Nos Atrai

OUTROS

Sr. Daniels
21 dez, 2017

[RESENHA] 32 Cartas

Oiiii seus lindos, hoje vou falar para vocês de um livro indicado pela Oasys Cultural32 Cartas é uma coletânea de contos, escritos pelo autor Aguinaldo Tadeu, admito que quando recebemos o e-mail eu fiquei com um pé atrás porque na descrição vinha que o autor tinha uma pegada de poeta, e poemas não fazem muito meu estilo, de toda forma resolvi arriscar. E gente só posso dizer que: ainda bem que eu arrisquei.

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19 dez, 2017

[RESENHA] Os Legados de Lorien #1: Eu Sou O Número Quatro


Anos atrás quando fiquei sabendo que a Intrínseca publicaria no Brasil a série Os Legados de Lorien fiquei eufórica, aguardava o livro como uma criança espera pela visita do Papai Noel na noite de Natal. O meu grau de ansiedade foi tanto que li o livro em inglês (é estava desesperada!). Mesmo assim queria saber se seria feito um trabalho bom na tradução e como ficaria o livro aqui no Brasil, além do mais, o I Am Number Four era emprestado, eu queria o meu exemplar.

Nove crianças alienígenas dotadas de poderes especiais e seus respectivos “guardiões”, vêm para a Terra, em busca de proteção, pois seu planeta, Lorien, estava sendo atacado pelos Mogadorianos, uma raça que buscava consumir seus recursos naturais, mas antes eles teriam que exterminar todos os lorienos.

Antes de saírem de seu planeta natal, um feitiço é lançado por um dos anciões e cada um dos pequeninos recebe um número, isso para que eles fossem protegidos e, consequentemente, assegurassem, da melhor maneira possível, a continuação de sua raça. Desde que estivessem separadas, tais crianças só poderiam ser mortas na ordem de seus números.

O foco do livro está no número Quatro descoberta do milênio! ou John Smith, o nome que ele usa no decorrer de todo o livro, em sua evolução, na descoberta de seus legados, em seu treinamento e em sua relação com seu guardião, Henri. John tem apenas quinze anos de idade e plena consciência de que o futuro de sua raça está nas mãos dos seis que restaram. Eles precisam se aprimorar, porque a batalha não acontecerá num futuro muito distante.

Como eu já disse, apenas seis estão vivos, o que quer dizer que o próximo da lista é nosso protagonista, e por isso já nas primeiras páginas vemos ele e seu tutor se mudando para Paradise uma cidade pequena no estado de Ohio, e é lá que ele vai conhecer seu futuro melhor amigo, Sam Goode, a garota por quem vai se apaixonar perdidamente, Sarah Hart e um outro garoto, Mark James, que aliás é ex-namorado de Sarah e um grande encrenqueiro no começo da estória.

A forma como foi escrito (no presente) torna-o muito mais imediatista e a narrativa (espetacular!) é algo que me fez não querer dormir, comer, ir à aula ou qualquer outra coisa que pudesse interromper a leitura e isso, meus amigos, é algo que só aconteceu antes duas outras vezes. O melhor de tudo, para mim, é que eu estava cansada de ler apenas romances sem nenhuma ação, e ela é algo presente em 99% das páginas desse livro.

Só para variar minha personagem favorita não é a principal, o nome dela é Seis. Ela é a mais foda de todos nesse livro, e não estou falando apenas dos seus superpoderes, que aliás são os melhores, mas a capacidade de raciocínio que ela tem, e todo seu treinamento foi feito por ela, pois sua guardiã foi morta por Mogadorianos a algum tempo.

Não estou me lembrando de nenhum ponto negativo que tenha me chamado a atenção e só tenho elogios a dar para a tradutora Débora Isidoro, seu trabalho foi primoroso e eu poucas vezes li uma tradução tão boa quanto a que você fez. Não poderia deixar de ressaltar isso de forma alguma, pois todos merecem receber os devidos créditos pelo trabalho realizado.

Não gosto de capas tie in, para mim editora nenhuma deveria usar o cartaz do filme na capa do livro, afinal eles são independentes um do outro, não são? A capa original me faz babar pelo livro, enquanto a nacional faz justamente o oposto. E o pior de tudo é que quando lançarem o segundo vai ser com a capa original, já que o filme não estará nem perto de ser lançado, aí a série vai ficar uma bagunça!



Acho que além disso eu só tenho que dizer que em uma certa parte do livro eu realmente chorei, de soluçar, e isso foi interessante. Por tudo que contei a vocês é fácil notar que essa estória agrada a todos porque é um livro enérgico, mas também contem um pouco de romance e drama. Acho que eu só poderia dar cinco estrelas para Eu Sou O Número Quatro














Título: Eu Sou O Número Quatro | Série: Os Legados de Lorien | Páginas: 352
Autor(a): Pittacus Lore | Tradutor(a):  Débora Isidoro | Editora: Intrínseca


OS LEGADOS DE LORIEN

Eu Sou O Número Quatro | O Poder dos Seis | A Ascensão dos Nove | A Queda dos Cinco | A Vingança dos Sete | O Destino da Número Dez |  Unidos Somos Um 

14 dez, 2017

[RESENHA] Os Cárpatos #1: Príncipe Sombrio


Oiiii seus lindos, hoje vim
falar um pouquinho para vocês de Príncipe Sombrio, o primeiro volume da série Os
Cárpatos
que tem vinte seislivros lançados nos EUA (não, vocês não leram errado, são
VINTE E SEIS livros lançados lá fora!
) e que ainda não tem uma previsão de término, motivo pelo qual a
Universo dos Livros recentemente decidiu parar de publicar a serie aqui no Brasil este ano
(veja a notícia aqui). Por esse motivo decidi trazer para vocês um
pouquinho desta história que me encantou a algum tempo, só porque eu preciso
mesmo partilhar meu sofrimento.




O Príncipe dos Cárpatos é Mikhail
Dubrinksy líder de uma sábia e secreta raça ancestral que vive na noite (aquela
raça famosa, conhecida por nós como vampiros
). Está raça sempre encontra em
algum momento a companheira(o) o que nunca aconteceu com o nosso príncipe o conhecemos quando o mesmo está com medo de nunca encontrar a companheira que
iria salvá-lo da escuridão, a alma de Mikhail gritava na solidão.

Até o dia que uma voz repleta
de luz o alcança, diminuindo sua dor e o anseio de sua alma. Raven Whitney
possui poderes telepáticos (se você ligou o nome e os poderes telepáticos à
série da Dysney As Visões da Raven, bem vindo ao clube!
) e os utiliza para
capturar os mais depravados serial-killers. Desde o momento que se conheceram,
Raven e Mikhail foram incapazes de resistir ao desejo que faiscava entre eles.
Mas forças sombrias tentarão destruir esse frágil amor.

Eu preciso dizer que eu me apaixonei
por esta história por ser uma visão nova e totalmente diferente de vampiros ( mas não tão
diferentes a ponto de parecer um globo de luzes
), de uma maneira que eu ainda
não tinha visto. Os Cárpatos não são propriamente vampiros, eles estão vivos,
mas sua existência depende de uma companheira(o) que o fará sentir e ver cores
novamente, é como se sem uma “alma gêmea” a mente deles definhasse e levasse o
corpo junto.

No desespero os machos da espécie
começam a oferecer suas almas, que no caso é se alimentarem até matar a pessoa
da qual se alimentam e viver um frenezi que podia ser sentido até algum tempo
depois do assassinato, tornando-se assim mortos vivos (aí sim os temos os vampiros
loucos sugadores de sangue
), o que levou a raça quase a extinção, aqueles que se
mantem fortes o fazem unicamente com base nas memorias e no senso de honra que
os acompanham por séculos.

Entendi bem o conceito da
história e a maneira como as almas de Mikhail e Raven estavam já predestinadas
a se ligarem, mas ainda assim o “amor à primeira vista” me incomodou um pouco,
não o suficiente para atrapalhar todo o enredo, mas é que esse tipo de construção sempre me deixa um pouco frustrada porque é o jeito mais fácil do autor construir um romance dentro do seu livro. 

Gente a história é incrível,
com um trama bem trabalhada e rica em detalhes, é um livro com um fundo erótico sim, porque afinal de contas primeiramente eles sentem o desejo um pelo outro,
mas para ser bem sincera é um ponto que não tem tanta relevância assim, não é o
foco, o ponto principal é que Raven é uma luz no fim do túnel não só para Mikhail, mas para a raça inteira.

Como as mulheres são muito
escassas (motivo principal para a raça estar entrando em extinção!) as poucas
restantes não conseguem levar uma gravidez até o fim (sim às fêmeas engravidam
aqui, afinal eles não estão mortos!
) o que gera toda a confusão na espécie. Quando a Raven surge é uma chama
de esperança pra todo mundo, porque em uma raça onde nem o líder conseguia
ligar sua alma a uma companheira quem mais vai conseguir, né?

Assim a personagem da um rumo
novo para espécie, mas obviamente não sem enfrentar inúmeras turbulências e
situações desesperadoras que ela nunca poderia imaginar (algumas dela nem eu
mesma consegui imaginar durante a leitura!
). Não vou contar muito sobre a trama
pra não correr o risco de soltar algum spoiler, mas é uma narrativa muito
rica em detalhes, que cativa e faz a gente querer desesperadamente ler as
sequências para saber até onde a trama inimiga vai e como eles vão solucionar
as coisas, é ai onde entra o problema de a editora não publicar mais aqui no
Brasil, mas paciência vamos dar um jeito de ler no original mesmo já que não tem outra opção

A edição da Universo dos Livros é bem confortável
de ler, com folhas amareladas e uma diagramação simples e bonita ao mesmo
tempo, a capa é legal, não achei nada de mais, mas eles lançaram uma nova capa
em 2014 onde é possível ver o rosto do modelo por completo (a minha edição é de
2011), mas acredito que seja a única modificação entre as edições.

De uma forma geral é um livro
muito tranquilo de ler e com uma trama muito interessante que eu acredito que
todo mundo deva ler em algum momento, só para ter mais um “tipo” de vampiro no
repertório.









Título: Príncipe Sombrio | Série: Os Cárpatos | Páginas: 461Autor(a): Christine Feehan |Tradutor(a):  Alyne Azuma| Editora: Universo dos Livros

12 dez, 2017

[RESENHA] Firebird #2: Dez Mil Céus Sobre Você



Oi gente! Finalmente voltei para conversar com vocês sobre Dez Mil Céus Sobre Você, segundo livro da trilogia Firebird da Claudia Gray e publicado aqui no Brasil pela HarperCollins Brasil! Já postei um vídeo e um texto e se você quiser conferir pode clicar aqui.

A família de Margarite está começando a entender um pouco melhor como funciona o Firebird, dispositivo que permite que a consciência de um indivíduo pule de uma dimensão para a outra, assim como a questão de a própria Meggie ser uma “viajante perfeita” graças às artimanhas de Wyatt Conley, mas a calmaria experimentada pela família Caine está prestes a acabar.


Eles começaram a descobrir que o Furtanoite, droga que os viajantes comuns usam para se manter no controle em corpos de outras dimensões sem os lembretes, tem efeitos horríveis em Theo e quando Paul decide ir até o Tríadeverso para procurar a cura que o melhor amigo precisa acaba caindo na armadilha de Conley, que fragmenta sua consciência em várias partes.


Para conseguir reunir as partes fragmentadas da consciência de seu amado, Marguerite tem que viajar para as dimensões determinadas por Wyatt Conley e sabotar o projeto de seus pais. O problema é que, ao fazer isso ela não estará apenas destruindo a pesquisa deles ao longo de várias dimensões e dando o poder que Conley precisa, ela também estará colocando em perigo a sua vida e quem sabe de quantas outras pessoas! O amor que sente por Paul vale tamanho sacrifício?


Bom, se você leu a minha resenha anterior ou assistiu ao vídeo em que falei de Mil Pedaços De Você provavelmente já sabe que adorei o primeiro volume da trilogia e que estava bastante ansiosa para saber o que viria a seguir, mas mesmo assim ainda fiquei surpresa com a quantidade de coisas que aconteceu nesse livro (que não tem mais de 350 páginas!) simplesmente tirou o meu fôlego!


A escrita simples e fluida de Claudia Gray é absolutamente fantástica e faz com que o leitor vire as páginas em uma velocidade deliciosa. Além disso ela realmente consegue desenvolver bem seus personagens e, como estamos falando sobre uma fantasia de viagens interdimensionais, vemos várias nuances desses personagens, singularidades e constâncias a cada novo universo. É bem interessante também que, ao mesmo tempo, passamos a conhecer melhor também os viajantes, que reagem de uma maneira ou de outra dependendo da situação para qual foram lançados. Então, temos personalidades bem desenvolvidas para cada um da trama.


Passamos também a entender um pouco melhor as motivações do grande vilão da trama. Claro que no livro anterior a autora não nos deixou no escuro, mas foi só agora que tudo ganhou foco na trama, já que no começo de Mil Pedaços De Você não sabíamos muito sobre Conley e tudo girava em torno de como Maggie queria vingar a morte falsa de seu pai.


Marguerite continua sendo uma personagem interessante, forte e audaciosa, ela conseguiu realmente me cativar. Mesmo em seus momentos mais frágeis, Maggie é incrível e fiquei torcendo para dar tudo certo pra ela. Theo, que novamente viaja com ela (dessa vez o Theo certo!) é meu personagem favorito! Sério, ele é sarcástico, impetuoso e eu simplesmente caí de amores por ele desde o primeiro livro. Paul também não fica atrás, apesar de completamente diferente dos outros, é um personagem muito bem construído, com seu jeito quieto, dramas familiares e lealdade incrível. E nem vou ficar falando da família Caine ou ficarei aqui durante horas, mas sério, amei os pais e a irmã de Marguerite.


Por último, quero dizer que apesar da tentativa da autora de construir um casal todo amorzinho eu simplesmente não consegui torcer por Paul e Marguerite, gosto de ambos os personagens de maneira separada, quando estão juntos acho o casal bem chato e não consigo entender o amor dos dois, ou torcer por eles. Definitivamente estou no time do Theo!


Se eu acho que o livro vale a pena? Sim! A reviravolta final simplesmente me deixou sem chão e eu nem preciso dizer que já quero passar Um Milhão de Mundos Com Você na frente de todas as minhas outras leituras porque, sério, o plot twit desse livro foi absoluta e totalmente desesperador!



Título: Dez Mil Céus Sobre Você | Série: Firebird | Páginas: 336
Autor(a): Claudia Gray | Tradutor(a):  Gabriela Froes | Editora: HerperCollins Brasil


TRILOGIA FIBREBIRD
Mil Pedaços De Você | Dez Mil Céus Sobre Você | Um Milhão de Mundos Com Você

07 dez, 2017

[RESENHA] Vacas



Oiiii seus lindos, hoje vim
contar um pouquinho para vocês sobre uma obra que está dando o que falar e
que já conquistou muitos (inclusive eu!) por aí: Vacas. Esse
livro feminista incrível que foi lançado pela HarperCollins Brasil  e que me conquistou assim que li a sinopse, foi instantâneo: quando descobri do que se tratava também decidi eu precisava lê-lo! Então cá estou para
contar para vocês um pouquinho da história.



Aqui as mulheres são comparada
com aquilo que comumente xingam umas as outras (ou serem xingadas!): VACAS. Mas isto tem um sentido mais literal  também, elas são “um pedaço de carne; feito para reproduzir;
além da sua data de vencimento; parte do rebanho.”
No entanto, ao invés de reforçar este tipo de esteriótipo, o livro traz uma lição muito interessante de que as mulheres não
tem que se encaixar em quaisquer padrões.

Neste contexto conhecemos Tara,
Cam e Stella, três mulheres que vivem suas vidas da melhor forma possível, mesmo tendo
dificuldades de encarar o que veem no espelho quando a sociedade berra que devem
ser de um jeito pré-determinado. Alguém aí já se identificou com os dramas delas além de mim?

E por consequência de um evento espantoso, as três protagonistas acabam se conhecendo e é quase que inevitável que não nasça ali uma amizade muito interessante, pois a catástrofe que as uniu também faz com que cada drama  história vividos, os quais são bem peculiares, se tornem inspirações para elas.

Vacas propõe um debate importante e necessário, e mostra para todas as mulheres que não
há nada de errado em “não seguir o rebanho” e que é mais comum julgarmos umas
as outras e, principalmente a nós mesmas, do que paramos para refletir sobre o motivo de estarmos fazendo determinada coisa.

Não sei nem por onde começar a
descrever este livro porque, gente, O MUNDO PRECISA CONHECER ESSA OBRA! As coisas
que nós mulheres vivenciamos discretamente ou não em nosso dia-a-dia são tão
claras que chega a causar revolta, eu ia lendo e pensando “ei já passei por
isso” ou “nossa já vi isso acontecer com fulana” e por pior que seja admitir “já
fiz isso com alguém”.

A maneira como Tara, Cam e
Stella enfrentam o mundo simplesmente para ser aquilo que elas querem ser foi inspiradora para mim. Óbvio que existem fatos total e completamente revoltantes na
história, e por mais ruins que eles seja são no papel, são mil vezes pior porque são reais, coisas que não posso falar porque do contrário acabo falando o que não deveria rs.

Vou falar um pouco sobre alguns fatos e personagens da história que são impossíveis de não comentar, mas ao mesmo tempo não vou estragar as surpresas que as páginas da obra te reservam (surpresas estas que julgo necessárias!), e eu desejo
que todos que forem ler tenham a mesma sensação que eu, vou contar o que achei
das três personagens principais.

Começando por Tara, uma mulher
que trabalha na TV, onde diariamente vê seus méritos sendo diminuídos por causa
de homens que não fazem nem metade do que ela faz, para, além disso, é mãe
solteira e julgada a todo o tempo por isto, mas na maior parte do tempo ela
encara tudo de frente sem medo de ser quem quer ser. Pra mim foi a melhor
personagem do livro, não só pela história dela, mas de uma forma geral foi à
personagem que mais me cativou e que me fez querer devorar o livro pra saber
onde a história dela ia chegar e como ela ia encarar as coisas.

Cam é uma blogueira famosa que
enfrenta a família todos os dias, porque na casa dela as mulheres são criadas
para não ser nada mais do que mães de família, no entanto constituir família e
ter filhos são coisas que passam longe dos objetivos dela. Sabem aquelas
reuniões de família em que a primeira pergunta é “e os namoradinhos?”,
basicamente é esta a realidade de Cam, mas a maneira como ela mostra ao mundo
sua voz, até certo ponto sem medo de dizer o que quer (porque no fundo ela se
priva de algumas muitas coisas por causa da maneira como os seguidores podem
ver ela
), não foi a melhor personagem do livro, mas gostei dela em diversos
aspectos.

E agora Stella deixei ela por
ultimo por motivos de: ela me irritou total e completamente o livro quase todo.
Stella tinha uma irmã gêmea que era a parte badalada da vida, a popular, a que
tinha muitos amigos e por aí vai, e de uma maneira geral Stella seguia na aba
da irmã e fazia sucesso por conta dela, quando ela perdeu a irmã o mundo veio a
baixo. Gente sofrer a perda de um ente querido é normal, é inclusive necessário
porque a dor precisa ser sentida, mas a essa personagem meio que para a vida
dela por conta disto, e pra mim ela acaba ficando meio louca, no inicio do
livro foi difícil de mais ler as partes dela e admito que quase pulei alguns pedaços
porque ela é chata (!!!), não que ela não seja importante para a
história, porque cada uma tem sua função ali, mas pra mim se não
tivesse a Stella eu teria lido tudo bem mais rapidinho.

Tirando a Stella, o livro é
simplesmente incrível! Com uma escrita fluida, uma edição maravilhosa em folhas
amareladas e uma capa que me deixou simplesmente APAIXONADA (sobre ali na imagem do livro e repara bem)! Serio gente, quem
ainda não leu precisa ler, é um tema de extrema importância e tratado de uma
maneira tão fácil que é impossível não se encantar.







Título: Vacas Páginas: 349Autor(a): Dawn O’Poter 
Tradutor(a):  Marina Schnoor | Editora: Harper Collins
05 dez, 2017

[RESENHA] Amores Improváveis #1: O Acordo

Desde que a Editora Paralela lançou O Acordo, esse livro estava “encalhado” aqui na minha estante, já tinha começado e parado a leitura algumas vezes porque estava passando por uma daquelas terríveis ressacas literárias, mas semana passada ela finalmente passou e cá estou eu para contar o que achei desse livro para vocês.

Hanna Wells é uma jovem adulta que cursa música na prestigiada Briar, uma prestigiada universidade do Iwoa. Ela não é muito de festas, só vai para alguma quando sua melhor amiga a arrasta para alguma, não é muito popular também, mas é inteligente e totalmente caidinha por Justin Khol, um jogador de futebol americano muito popular e que nem nota a sua existência.

Garret Graham é o estereótipo do cara popular: bonito, pegador, capitão do time de hóquei, ele aparentemente não tem dificuldade de conciliar tudo isto, mas quando ele vai mal na prova de Filosofia (na qual Hanna tirou total!) ele vê seu futuro incerto: se não conseguir melhorar pode dizer adeus ao seu lugar no time.

É assim que ele acaba percebendo a existência de Hanna (ou Wellsy, como ele a chama) e mostrando que a insistência e uma boa proposta têm seu valor: ele ajudará Hanna a ser notada por Justin e ela o ensinará filosofia a ele, mas as coisas podem se começar a se complicar quando a improvável amizade se transforma em algo mais.

Apesar dos esteriótipos de cada um, há um drama muito grande envolvendo Hanna e Garret e ele vai sendo apresentado ao leitor de maneira muito interessante, no começo são só pistas (principalmente sobre o passado dela), mas que já vai nos preparando para o momento em que as histórias serão reveladas.

Achei toda a trama muito bem desenvolvida, com personagens secundárias bem construídas e não ali apenas “por estar”. O background do casal é absolutamente pesado (não posso contar qual é ou seria muito sem graça) e eu honestamente fico com os dois pés atrás quando vejo uma história indo para este lado porque pode dar muito errado se a autora não souber trabalhar o enredo e os sentimentos das personagens para ficar algo crível. Elle Kennedy soube fazer isto com maestria.

Neste momento eu acabo de começar o livro três da série (que contém apenas quatro volumes. Um para cada amigo citado no primeiro livro) e apesar de ter gostado muito da história do Logan (O Erro) eu não consegui me sentir ligada à trama tanto quanto neste, muito em função da protagonista, mas isto é assunto para a resenha do próximo livro!

Acho importante falar que este é um livro erótico sim, apesar de que neste contexto o sexo tem um significado muito maior, muito mais profundo e tocante. Não estamos falando apenas de pegação entre duas pessoas que começaram o livro se achando atraente (não que este tipo de enredo me incomode).


É interessante ressaltar que o livro é narrado em primeira pessoa alternando o ponto de vista dos dois, o que me agrada muito já que assim podemos entender bem a motivação de cada personagem. Para quem não sabe, este é o meu tipo favorito de narrativa.
O Acordo é um livro que fala de cicatrizes, traumas que todos levamos conosco pela vida e como cada pode reagir de uma forma completamente diferente a este tipo de coisa. Se você não gosta de livros eróticos ou acha que o gênero traz apenas histórias rasas recomendo que leia esta obra para ver que pode estar perdendo muito ao julgar um livro antes de lê-lo.


VÍDEO



E bateu aquela preguicinha de ler a resenha? Então aproveita que tem vídeo com a minha opinião sobre O Acordo! Não se esquece de deixar aquele joinha no vídeo caso goste tá bom? 


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Título: O Acordo | Série: Amores Improváveis | Páginas: 360  
Autora: Elle Kennedy | Tradutora: Juliana Romeiro | Editora: Paralela

AMORES IMPROVÁVEIS
O Acordo | O Erro | O Jogo | A Conquista
03 dez, 2017

[RESENHA] Como Parar O Tempo


Assim que vi que a HarperCollins Brasil lançaria Como Parar O Tempo mal pude esperar para conferir a história do livro que é muito elogiado pelos vários blogueiros gringos que sigo. Então isso significa que as minhas expectativas estavam nas alturas, tenham isso em mente ao ler esta resenha!



O livro nos apresenta a história de Tom, um homem de quarenta anos que praticamente parou de envelhecer (na verdade ele envelhece muito vagarosamente!) há alguns séculos atrás, um problema que outras pessoas da sua realidade também compartilham. Acontece que na Sociedade Albatroz (nomeada assim por seu líder o qual a intitula Alba – seu nome real é Hendrich), há algumas outras pessoas que passam por esse problema também.


Os Albas ajudam pessoas com este tipo de condição a se adaptarem as suas realidades e se manterem em segredo para o restante do mundo, mas como qualquer grupo eles possuem algumas regras e a mais importante delas é, jamais, de jeito nenhum, se apaixonarem por alguém. Ahh e claro, eles devem estar disponíveis para executar missões para Hendrich.



Sabendo desse contexto e de que a jornada de Tom até aqui não foi nada fácil (desde ver a mãe fugindo por ser acusada de bruxaria até mudar de identidade com frequência), ele agora está atrás de algo muito mais importante e valioso: sua filha há muito perdida. E para isso decide se tornar um professor de história e voltar a Londres, mas ele não apenas ensina a matéria: Tom relembra tudo que tem guardado em sua memória nos últimos quatrocentos anos. E uma inesperada ligação pode fazer com que seja muito difícil seguir a maior regra dos Albas de nunca se apaixonar.



Decididamente Como Parar O Tempo é uma leitura extasiante para quem gosta de fantasia. Tom é um personagem apaixonante, e eu realmente fiquei tocada quando ele começa a reviver certos momentos de seu passado. A sociedade alternativa e suas regras são bem interessantes também, apesar de eu ter odiado os Alba e Hendrich por toda a história não é difícil compreender a motivação deles, mesmo não conseguindo concordar com elas.



Um outro ponto bem interessante é o debate proposto sobre viver eternamente ou ter uma vida muito longa versus ver seus entes queridos e amigos envelhecendo e morrendo. Acredito que todo mundo, em algum ponto da vida, chegou a desejar a imortalidade sem de fato ter noção de quanta coisa se perde com ela. 



Bom, apesar de este parecer ser um livro bem romântico acho bem interessante ressaltar que o foco principal não é o que Tom e a personagem alvo de seus sentimentos sentem. Claro, ele é um dos elementos da trama, mas ela realmente extrapola esta questão e outras coisas ganham destaque durante a narrativa como por exemplo o fator histórico e talvez a única coisa que tenha me incomodado um pouco foi a resolução tão rápida do romance, mas eu entendi a escolha do autor ao tomar este caminho em sua obra. 



O fato é que estamos falando de um homem que quase não envelhece e que viveu quatrocentos anos, então o que foco é  nele, no viu durante todos esses séculos, e isso é absolutamente explorado por Haig. O livro tem questões históricas muito bem construídas e desenvolvidas e eu adorei conhecer certos fatos e curiosidades que, admito, não sabia antes e fui pesquisar para saber se eram reais.



Se ainda sobrou dúvidas quero deixar claro que adorei a leitura. Dito isto, estou apenas aguardando a adaptação de Como Parar o Tempo, porque sério, preciso ver este enredo nas telas de um cinema!












Título: Como Parar O Tempo || Autor: Matt Haig 
Páginas: 320 || Editora: HarperCollins Brasil