Posts arquivados em Mês: janeiro 2018

30 jan, 2018

[RESENHA] Escolha o seu Felizes para Sempre #2: O Verão da Minha Vida


Oiii seus linods, hoje vim
contar para vocês um pouquinho do que eu achei de O Verão da Minha Vida,
segundo volume da coleção Escolha o Seu Felizes Para Sempre, que tem uma pegada
muito parecida com a de Quando Uma Garota Entra Em Um Bar (que vocês podem
conferir a resenha AQUI), o que significa que a história tem uma introdução e a
partir dai o leitor é quem escolhe o destino da personagem e como a história
dela irá terminar. Interessante né? Então bora conferir o que eu achei.


Nossa história começa no último
dia de aula de Frankie, e a garota só consegue pensar em como irá passar o verão:
um calor terrível e seu violão como única companhia. Mas o verão de Frankie
promete mais do que só isto quando surge uma oportunidade de ir passar férias em
Londres! O único problema é que indo para Londres ela terá de reencontrar Jake,
o filho da melhor amiga da mãe dela e que partiu seu coração.

Mas está não é a única opção de
Frankie, ela pode também escolher ir para a praia com seu pai, o que seria uma saída
perfeita para não ter de enfrentar aquele que partiu seu coração, mas a
perfeição vai por água abaixo com a perspectiva de viajar com a nova namorada
do pai, que também tem uma filha!

A base da história é a escolha
de Frankie para onde ela irá nas férias, é está a nossa primeira escolha: Se
ela vai para Londres com a mãe, ou se vai para a praia com o pai e a partir
destas escolhas surgem inúmeras! Se você for um leitor conformado com a
proposta e escolher um único determinado caminho para a personagem, irá
concluir a leitura em meia hora, quarenta minutos no máximo. Mas se for como eu
e quiser conhecer todas as possibilidades para então definir qual o melhor
caminho para a personagem, facilmente lerá todos os finais em um dia, ou seja,
é uma leitura bem rapidinha.

Eu particularmente me
surpreendi muito com o livro, porque Frankie é uma menina de quase 14 anos, o
que implica em muitos dramas adolescentes, que no inicio do livro eu achei que
iriam me irritar e acabar atrasando a leitura, doce engano. Em cada caminho
escolhido é possível perceber uma evolução diferente da personagem, um amadurecimento,
algumas ela só era meio infantil mesmo, mas com um indicio de que já percebia
onde estava sendo imatura.

Preciso confessar que escolhi
primeiro Londres (porque seria a minha escolha obvia no lugar dela), o que quer
dizer que eu fiz a minha escolha ideal primeiro, para depois conhecer os outros
caminhos e por ultimo fiz os trajetos da viagem para a praia e suas escolhas. O
caminho de Londres me mostrou uma Frakie mais madura, que soube encarar bem
seus sentimentos, falou de amor, do relacionamento dela com a mãe e do lado
musical dela, e foram os finais que mais me agradaram.

O a viagem com o pai para a
praia mostram caminhos que falam sobre novas e antigas amizades, interesses em
garotos e alteração da vida quando entra outra pessoa nela, porque Frankie
estava acostumada a ter o pai só para ela e se vê obrigada a dividi-lo com a
nova namorada. Neste ponto eu vi o lado mais imaturo da personagem e alguns
finais simplesmente achei frouxos, não conseguiram me ganhar.

De uma forma geral eu gostei
muito da história e da maneira como tudo foi encaminhado. A edição está linda,
com uma capa bem fofinha e folhas amareladas, com uma diagramação impecável que
conta com vários temas de verão muito lindos.

É uma história que compensa
conhecer, principalmente porque nos mostra que a vida sempre te dá opções, a
gente só tem que pensar bem para ver qual o melhor caminho seguir.








Título: O Verão da Minha Vida | Série: Escolha o seu Felizes para Sempre| Páginas: 222
Autora: Nova Weetman  | Tradutora:  Ligia Azevedo| Editora: HarperCollins Brasil


COMPRE OS ÚLTIMOS LIVROS RESENHADOS!

28 jan, 2018

[AUTOR DO MÊS] Book Talk com Thais Lopes


Oi gente! Hoje encerramos o conteúdo do autor do mês de janeiro! Foi bem divertido (e um tanto instrutivo também!) ter a Thais como nossa primeira autora aqui no blog e eu espero que vocês tenham gostado tanto quanto nós! Para encerrar com chave de outro decidimos trazer uma coluna que já existia aqui no blog de uma forma diferente! Então vem conferir esse book talk com a Thais Lopes e participação mais que especial da Gaby Fraga!


APERTA O PLAY!

Como a Thais escreve sobre fantasia, nada melhor que conversar sobre isso com ela e, por esse motivo, o tema escolhido para book talk foi: até onde o autor poderia ir na hora da construção de personagens de mitologias já estabelecidos?

OUTROS CONTEÚDOS:

O book talk foi o último post da nossa coluna Autor do Mês, então se você perdeu alguma coisa e quer saber o que já saiu basta clicar nos links abaixo!
 

CONHEÇA AS OBRAS DA THAIS
ENTREVISTA
CONTEÚDO EXCLUSIVO
 

O QUE FOI CITADO NO BOOK TALK?

Durante o book talk nós citamos vááááários livros, para você não ficar sem entender ou se bateu aquela curiosidade pelas leituras não precisa tentar encontrar os nomes porque gostamos de facilitar as coisas então abaixo estão TODOS os livros que mencionamos durante a conversa!


A Thais também citou o grupo Vozes Ancestrais, que tem uma página no Facebook onde falam de obras ambientadas com mitologia indígena NACIONAL. Então também estamos linkando este projeto aqui!



Nós gostaríamos muito de agradecer a Thais por ter sido tão maravilhosa durante todo o mês! E a Gaby por ter participado do book talk. Para saber quem é será o nosso autor ou autora do mês de fevereiro escute todo o podcast!
25 jan, 2018

[RESENHA] As Irmãs Cynster #3: Raptada Por Um Conde

Foto: A Libri
 
Oii seus lindos, hoje trouxe para vocês mais uma resenha da série: amei de mais e tive dificuldade em escrever. Brincadeiras a parte a resenha é sobre Raptada Por Um Conde, o terceiro livro da trilogia As Irmãs Cynster, o desfecho do que vem acontecendo com as irmãs Heather, Eliza e Angélica (a última sendo o foco deste terceiro livro!) com o aristocrata escocês misterioso. Esta resenha contem alguns SPOILERS dos primeiros livros (que vocês podem conferir as resenhas aqui). Então vamos ao que interessa para que vocês entendam porque eu me apaixonei.
 

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24 jan, 2018

[GEMINIANO] O Amor Entre Os Signos

 

Hello, pequenos astros! E como prometido, aqui estou eu para iniciar oficialmente a minha coluna (me sinto importante ao dizer isso, então, obrigado pelo espaço chefinhas <3). Passei muitos dias pensando em como poderia começar com o pé direito, e então, como num passe de mágicas, a ideia veio na minha cabeça. Para hoje, escolhi casais tanto da literatura, quando de filmes e séries, que são de signos diferentes, e representam de alguma forma, algumas características importantes pertencentes ao seu signo.

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23 jan, 2018

[RESENHA] Ghost World


Oi gente! Sabe quando você passa por uma fase onde quer ler determinado gênero? Então, estou assim ultimamente com gaphic novels. Tinha deixado o gênero de lado por uns tempos, mas eis que nas últimas semanas eu já li três e estou ávida por outras (então deixem indicações nos comentários!). O importante é vamos falar da aclamada Ghost World hoje!



Nesta graphic novel que se passa no fim dos anos noventa conhecemos Rebecca e Enid, duas garotas que acabaram de se formar no Ensino Médio e que estão naquele momento de transição na vida onde estão deixando a adolescência de lado e começando a vida adulta e como qualquer pessoa nesta fase elas estão cheias de inseguranças em relação ao futuro.


Mas a nossa dupla dinâmica está, acima de tudo, muito entediada com a vida que estão levando, elas começam a perambular pelos subúrbios, buscando por diferentes aventuras que possam leva-las a lugares inesperadamente fantásticos.



Com personalidades bem únicas, as amigas de longa data precisam aprender a lidar com certos aspectos do seu dia-a-dia enquanto tentam manter a amizade de longa data nesta nova fase e não serem engolidas pelo tédio.


Ghost World foi uma grata surpresa para mim, apesar de já esperar um texto muito interessante, não fazia ideia de que a graphic novel pudesse me encantar tanto. Daniel Clowes conseguiu pegar incertezas pelas quais todos nós passamos e trata-las de uma forma tão única, leve e nada banal que é completamente impossível não se identificar pelas personagens.


Bom, apesar de todas as questões tratadas em Ghost World serem atemporais e por isso gerarem esta identificação, ela fará mais sentido se você ler a história contextualizando-a nos anos noventa, principalmente por causa da tecnologia. Então fica essa dica se você decidir ler!




Foi uma leitura bastante rápida, mesmo eu tendo me apegado aos detalhes (que aliás são impressionantes!) porque simplesmente não consegui parar de ler, além disso Ghost World não é lá muito grande, mesmo a minha edição que contém bastante extra só tem 144 páginas! 


Eu fiquei tão absurdamente apaixonada pela história que já decidi assistir a adaptação feita em 2001, a qual é bastante elogiada, e que foi dirigida pelo Terry Zwigoff. Ele não é um diretor muito famoso, mas parece ter feio um trabalho realmente muito bom com esta adaptação cinematográfica.



Bom, uma última coisa da qual preciso falar é que esta edição é comemorativa de 20 anos da publicação. Ela possui bastante material extra e me deleitei com ele, algumas curiosidades e  tem até mesmo material referente a adaptação. Então este é um plus para quem decidir adquirir este livro!












Título: Ghost World

Páginas: 144
Compre: Amazon
Tradução: Érico Assis
Editora: Nemo
21 jan, 2018

[AUTOR DO MÊS] Conteúdo Exclusivo Por Thais Lopes

 
 
 
 
 

Quando a Aninha me falou sobre o post desse fim de semana, a primeira coisa que pensei foi “opa, capítulos de material novo”. Aí lembrei que ele ia sair depois do lançamento do box Nas Sombras da Cidade e não tenho mais nada novo guardado aqui. Então vou voltar para a minha primeira paixão: construção de mundos.

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20 jan, 2018

[FILME] Voldemort: A Origem do Herdeiro

 
Oi gente! Hoje eu vim falar com vocês sobre as minhas impressões sobre o fã filme Voldemort: A Origem do Herdeiro que desde que saiu o primeiro trailer no YouTube gerou o maior burburinho no fandom de Harry Potter e como boa fã que sou claro que estava absolutamente curiosa para saber mais sobre a produção.

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18 jan, 2018

[RESENHA] O Melhor Que Podíamos Fazer

Oi gente! Hoje vamos falar um pouquinho sobre uma graphic novel que abalou meu mundo e me virou de cabeça para baixo, tirou meu fôlego e apertou meu coração. Sim, O Melhor Que Podíamos Fazer que foi laçado pela Editora Nemo tem essa capacidade de mexer com as suas emoções, bagunçar seu mundo e te emocionar desde a primeira página.

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16 jan, 2018

[RESENHA] Quinteto Do Tempo #1: Uma Dobra No Tempo

Uma Dobra No Tempo é um dos lançamentos de dezembro do ano passado da HarperCollins Brasil e eu estava bem ansiosa por este livro principalmente por já ter assistido ao trailer da adaptação que sai em março pela Disney. Sem contar que ele trata de um dos meus temas favoritos dentro da ficção-científica: viagens interdimensionais.

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14 jan, 2018

[AUTOR DO MÊS] Entrevista: Thais Lopes



Oi gente! Tudo bem? Seguindo com a coluna de Autor do Mês (se você não sabe do que estamos falando clica aqui!) hoje trouxemos a entrevista com escrita Thais Lopes!  Bora conhecê-la um pouco mais?


Quem te
acompanha sabe a loucura que é sua mente criativa, conta pra gente quando foi
que você se deu conta de que o que rolava na sua cabeça precisava ir para o
papel?

Nunca
teve esse momento de “descobrir” que as coisas precisam ir para o papel. Sempre
inventei muitas histórias, sempre fui viciada em livros, desde bem criança
mesmo, então foi algo meio natural. Tinha aquela coleção de diários bonitinhos
com cadeado fofinho (que acho que a maioria das meninas com mais de 20 anos
ganhou em algum momento) que eu nunca usava, um belo dia peguei um deles e
resolvi ir escrevendo as histórias que já tinha na cabeça.
Qual a
história que foi a inspiração mais súbita que você já teve? Aquela em que você
nem conhecia, estava fazendo outra coisa e de repente ela brotou na sua cabeça.
Acho
que o caso mais gritante desses é uma história que ainda está na fila aqui pra
sair. É no mundo de Crônicas de Táiran e foi um caso até meio bizarro, porque
quando a ideia brotou eu fui louca escrevendo como se não houvesse amanhã e
saíram 80 páginas manuscritas em uma semana (e eu tinha letra pequena).
Tem outro também, que
foi caso até divertido, de uma história no mesmo mundo de Perfume de Fogo. Eu
estava em uma igreja, num ensaio geral pra um concerto do coral, com orquestra,
solista e tudo mais, e quando estavam passando uma música com o solista, do
nada baixou a ideia de um bar de lobisomens. Está na fila aqui também.
Fala
pra gente series que inspiraram a escrever seus livros.
Vamos
pra aquela lista de séries que quase ninguém conhece? XD
A
primeira da lista é Hollows, da Kim Harrison, que foi a série que fez eu me
apaixonar por fantasia urbana e a farofa louca de seres sobrenaturais.
Kate
Daniels e Innkeeper Chronicles, de Ilona Andrews. De novo, a questão da farofa
louca (vampiros são ETs? Oi? E isso funcionou!) e de fugir da mitologia
“tradicional”.
Iron
Seas, da Meljean Brook, que é aquela meta de construção de mundo, por assim
dizer. O nível de detalhe e de “realismo” do que ela criou, pra mim, é
incrível.
Você é
quem faz as capas maravilhosas dos seus livros, de onde vem à inspiração? Dá
muito trabalho?
Eu sou meio que a louca
das capas. Tenho toda aquela preocupação com identidade visual do gênero do
livro, porque sou uma pessoa que julga livro pela capa sim e não tem vergonha
de assumir. Cada gênero literário tem aquela estética que o leitor bate o olho
e já fica “opa, acho que isso é minha cara”, então sempre presto atenção nisso.
É minha primeira “inspiração”, por assim dizer, porque vou procurar o que
dentro desses elementos visuais encaixa com a história.  E também tenho um leve vício em jogar cenas
dos livros nas capas, detalhes que a pessoa só vai perceber depois de ter lido
e coisa assim. Sobre dar trabalho, depende bastante. As capas de Filhos do
Acordo
, no começo, davam muito trabalho. Agora, já acostumei a mudar cor de
pele, cabelo e tudo mais, então são bem simples para fazer. As capas de
fantasia urbana estão dando muito
mais trabalho, porque sempre tem elementos de pintura digital, e eu sou a
pessoa que não desenha nem boneco de palito. É uma luta. As capas novas de
Santuário da Morte demoraram meses
para ficarem prontas. A de Nas Sombras da Cidade, quase três meses também.
Então varia bastante.
Fisicamente falando, você inspira seus
personagens (masculinos e femininos) em pessoas reais ou é algo que você começa
a criar em sua mente e só então vai ganhando formas e características?
Eu sou uma pessoa bem
pouco, quase nada visual. Na verdade, se eu encontrar com uma pessoa uma vez só
e ficar conversando com ela, se me perguntarem depois é mais fácil eu descrever
a voz da pessoa que qualquer coisa de aparência. Então essa normalmente é uma
das últimas coisas que penso nos meus personagens. Junta com isso o fato de que
imagino meus personagens reais, então não consigo nem pensar na possibilidade de usar atores e famosos em geral como
referência para eles. Meus personagens não são perfeitos, não são todos
padrãozinho da moda, todos lindos e etc. Se eu fosse usar pessoas de
referência, seriam pessoas do dia-a-dia, que eu vejo andando na rua mesmo. As
características de um personagem acabam “aparecendo” de acordo com o estilo de
vida e o que ele precisa ter ao longo da trama.
Em
termos de planejamento de história, você sabe qual rumo seus livros tomarão
(qual final terão) ou isso é algo que vai fluindo enquanto está escrevendo?
Normalmente
eu sei o final, pelo menos por alto. Sei onde a história vai chegar. O processo
até lá é outra história xD Estou tentando me acostumar a fazer outlines das
histórias ao invés de ir 100% no “seja o que os deuses quiserem que uma hora a
gente chega lá”, porque roteiro mesmo não funciona para mim. Mesmo assim, meus
outlines são vagos o bastante para eu me surpreender com a direção da história
às vezes.
Como
escritora qual a sensação que te fez pensar “nossa, vale a pena insistir
neste mercado”?
Surtos. Com certeza, os
surtos. Não é à toa que tenho minha pastinha do amor cheia dos prints de surtos
aqui. Um dos momentos mais “pqp, eu fiz alguma coisa muito certa” foi o dia que uma amiga comentou comigo que uma amiga
dela estava relendo Nilue pela quarta vez seguida. Eu parei e fiquei encarando
a tela do celular rindo feito uma retardada e sem conseguir fazer nada, porque
essa coisa de ler e sair feito louca relendo sabe-se lá quantas vezes em
seguida é o que eu faço quando piro
demais com algum livro. Saber que consegui fazer alguém reagir a algo meu desse
jeito? Eu ainda fico em choque. Outra vez foi quando uma amiga me fez chorar
com os comentários dela sobre Protetora, falando sobre como a vida dela teria
sido diferente se tivesse tido personagens assim como referência quando era
mais nova. Esse tipo de coisa sempre dá aquele gás, aquela sensação de que não
importa o tanto que vai dar trabalho, a dor de cabeça, a correria, as crises de
ansiedade… Vale a pena.
Você
tem algum sonho que considera ambicioso ou algo do tipo? Se tiver poderia
contar pra gente?
Meu
sonho mais ambicioso, por assim dizer, sempre foi viver de escrita. E levando
em conta que se der uma espremida aqui, está dando para viver de escrita, acho
que é hora de começar a pensar em outro sonho/meta maluco xD
Quais
autores te inspiram e quais você não quer de jeito nenhum buscar referências?
Atualmente,
Ilona Andrews, Meljean Brooks, Kristen Callihan, Grace Draven e Ella Summers, são
minhas referências para estilo de narrativa, construção de mundo, enredo,
personagens e relacionamentos.
E eu
vou ignorar a segunda parte da pergunta para evitar tretas hahaha
 Um
universo complexo como os que você cria requer muito trabalho e em geral
pesquisas sobre elementos já existentes em alguns casos em mais de uma cultura
(extintas ou não). Você usou algo assim para trabalhar em alguma de suas obras
ou pretende fazê-lo? Se sim, conte-nos um pouco sobre o seu processo de escolha
de quais elementos usar e quais deixar de lado.
Eu sou
uma pilha de conhecimento inútil não tão inútil assim xD Sempre busco
referências para todos os mundos, e às vezes até para detalhes bem discretos.
Sou a chata da construção, nesse sentido. Gosto de buscar referências variadas,
fora do que a gente está acostumada a ver o tempo todo. Se você só tem as
mesmas referências que todo mundo, seu livro vai ter a mesma cara do livro de
todo mundo, daí essa coisa de ter tanta fantasia se passando na Anglaterra –
aquela versão fantasiosa da Inglaterra que não tem nada de novo ou de
diferente. É a referência mais comum, junto com o medieval europeu genérico. Eu
gosto de tentar puxar referências diferentes, procurar detalhes e esconder
coisinhas no meio da história.
Normalmente,
quando estou trabalhando um mundo já começo a procurar o que consigo encaixar
junto com minha ideia da mitologia e do mundo em si. Estilos de arquitetura
diferentes, tipos de roupas, acessórios, armas, lutas, sempre saio pesquisando
mil coisas, mesmo que acabe não usando ou mencionando quase nada.
Como
leitora o que te atrai numa obra e o que te repele? Você usa isso nos seus
próprios livros?
Eu sou
aquela leitora chata que se o livro não prende nas primeiras páginas, já deixa
de lado. Então gosto de bons começos: dinâmicos, me deixando ter uma noção do
tipo de protagonista que estou lidando e o suficiente sobre o mundo ou o enredo
para me deixar curiosa. Amo da linguagem “gente feito à gente” e personagens
assim também.
No fim
das contas, é mais fácil falar o que me afasta de um livro, porque isso é bem
claro: começo infodump (início com muita informação), linguagem destoando dos protagonistas/gênero (por
exemplo, fantasia urbana com linguagem de alta fantasia, ou o oposto),
personagens perfeitinhos demais, mulheres no melhor estilo donzela indefesa,
relacionamentos abusivos romantizados (que infelizmente são bem comuns),
excesso de descrições… E mais uns tantos detalhezinhos.

Quando eu comecei a
escrever pra valer, era porque queria ler alguma coisa diferente e não achava
nada como o que estava procurando. Então, sentei e fui escrever. Isso nunca
mudou: todos os meus livros são, antes de qualquer coisa, livros que eu gosto de ler. Se não, para quê gastar
meu tempo nisso? Então as coisas que me atraem em uma história são as que
sempre tento usar, obviamente, e o que eu não gosto são coisinhas que nunca vou
colocar em um livro meu.

Queremos agradecer muito a Thais por ter cedido seu tempo e respondido a TODAS essas perguntinhas! Nós amamos e vocês?