Posts arquivados em Mês: fevereiro 2018

25 fev, 2018

[AUTOR DO MÊS] Book Talk com Marcella Rossetti

Oi gente! Hoje encerramos o conteúdo do autor do mês de fevereiro! Foi bem interessante ter a Marcella como nossa segunda autora aqui no blog e eu espero que vocês tenham gostado tanto quanto nós! Para encerrar  falamos de um assunto bem interessante. Então vem conferir esse book talk com a Marcella Rossetti.

APERTA O PLAY!

Como a Marcella escreve sobre fantasia, nada melhor que conversar sobre isso com ela e, por esse motivo, o tema escolhido para book talk foi: Representatividade da Mitologia brasileira em obras atuais.





OUTROS CONTEÚDOS

O book talk foi o último post da nossa coluna Autor do Mês, então se você perdeu alguma coisa e quer saber o que já saiu basta clicar nos links abaixo!
 

CONTEÚDO EXCLUSIVO


Nós gostaríamos muito de agradecer a Marcella pela participação no mês!  Para saber quem é será o nosso autor ou autora do mês de fevereiro escute todo o podcast!

24 fev, 2018

[GEMINIANO] Nostalgia com Signos: Glee



Hello, pequenos astros! Um mês se passou, e mesmo que meu computador tenha feito drama e desistido dessa vida (meio canceriano, talvez?), aqui estou eu para mais uma edição da coluna. De ante mão, agradeço a todos os comentários deixados no post anterior. Foi muito bom saber que o formato está agradando, e me deixa bastante animado para continuar a fazer pesquisas e estudar mais e mais.


A escolha para esse mês foi difícil, mas me peguei revendo alguns episódios e performances da série Glee, e foi quando decidi que toda a nostalgia me faria escrever um bom post (ou assim espero). Então, chega de delongas, e vamos conhecer personagens da série, que se encaixam, de alguma forma, em cada um dos signos do zodíaco.

ÁRIES – KITTY WILDE


Ela não é uma das personagens que esteve na série desde o começo, mas é uma das que teve uma grande evolução dentro da história. Entrou com a promessa de ser a nova Santana, mas acabou indo para um rumo totalmente diferente. Líder de torcida, e estando acostumada a ser o centro das atenções, Kitty é uma típica ariana por vários motivos. Primeiro, por ser alguém de temperamento forte; segundo por ser capaz de fazer quase tudo para conseguir aquilo que quer; e terceiro, por no fim das contas, demonstrar que é capaz de proteger a qualquer custo aqueles que são/se tornam amigos. Além disso, uma característica marcante, é que ela demonstrou que consegue ser muito mais do que apenas ego, algo que lá no fundo, a pessoa do signo de Áries precisa aprender a fazer.

TOURO – MIKE CHANG



Ele não é um personagem que esteve em todos os episódios, mas com certeza seu carisma encantou muita gente. Se existe uma palavra que o define é superação, e isso só foi possível porque, sem medo de arriscar, Mike decidiu ir atrás daquilo que o fazia feliz. E uma das grandes características dos taurinos é essa garra, força de vontade e dedicação em fazer aquilo que mais deseja. Muito provavelmente, o personagem seria um taurino da casa 12 (de peixes), e ascendente em Virgem, o que acaba lhe conferindo a personalidade amável, e todo seu minimalismo necessário para a dança.

GÊMEOS – QUINN FABRAY


Sim, vocês leram certo, acho Quinn uma geminiana louca, e vou me explicar. Os geminianos possuem espírito livre, não são muito chegados ao apego e à melosidade, e não tem receio em mudar radicalmente se for preciso. Ela se encaixa bastante em tudo isso, mas principalmente, no fato de que consegue ser racional no final das contas, e tomar decisões bastante acertadas, mesmo que no momento, não pareça que foi o melhor. Além disso, ela parece ter um coração de gelo, mas sempre está lá para os amigos, e sabe reconhecer aqueles que lhe ajudam.

CÂNCER – MARLEY ROSE


Outra personagem que também não esteve na série desde o início, mas que teve um plot bastante interessante e necessário de ser explorado na época. Para quem assistiu a série, imagino que seja óbvio porque encaixo ela como canceriana, mas se você não acompanhou, vamos lá. Como uma boa canceriana, Marley é alguém totalmente levada pelas suas emoções, além de muito ligada ao amor familiar, e ao afeto daqueles que a cercam. É por isso que cada decepção doía tanto. Indo mais a fundo, eu não iria me admirar se seu ar sonhador, fosse por causa de ter um ascendente em peixes.

LEÃO – RACHEL BERRY


Aposto que você estava se perguntando quando a Rachel apareceria, e se quer saber, acho que até ela deve estar totalmente chocada por eu não ter começado o post por ela. Se teve uma personagem fácil de classificar, foi ela. Totalmente ligada ao seu ego, a ponto de fazer todo o possível para estar a frente de todos, Rachel não media esforços para provar ser a melhor, a cantora ideal. Isso lhe trouxe muitos problemas, principalmente o fato de ser tão odiada por todos do clube do coral. Sim, senhoras e senhores, tudo isso não é nenhuma novidade na vida de uma leonina, principalmente se seu ascendente for também em leão, algo que eu apostaria ser o caso.

VIRGEM – EMMA PILLSBURY


Como citei no post de abertura desta coluna, os virginianos são totalmente propensos ao TOC de todos os tipos. Emma é o retrato extremo de como seria um virginiano com acendente no mesmo signo. Quem não se lembra dela limpando as uvas no almoço? Ou sua mania de ter tudo organizado à sua frente? Ou que estivesse no controle das situações? Até mesmo depois de seu casamento, as coisas continuaram complicadas, até enfim se acertar. Se teve um plot muito bem trabalhado, e que mostrou todas as nuances possíveis de todos os problemas, foi o de Emma.

LIBRA – NOAH PUCKERMAN


Desde o começo, Puck foi retratado como o pegador da escola. Pertencente ao time de futebol, estereótipo de beleza, contatinhos é o que não faltavam para ele. Mas o que realmente me fez categorizá-lo como libriano, vai além da superficialidade. Ao meu ver, o que fez com que realmente ficasse de vez no clube do coral, foi o fato de ali, ele sentir que tinha uma família. Vale lembrar que, mais do que ter vários contatinhos, os librianos estão em busca de serem compreendidos, e de terem pessoas afetuosas ao seu lado. Não é por menos que são os donos da casa 7, que representa os relacionamentos.

ESCORPIÃO – SANTANA LOPEZ


E precisa explicar? Bem, por via das dúvidas, irei. Os escorpianos são completamente temperamentais, gostam de estar no controle das situações, principalmente de suas emoções, e são bastante vingativos. Basicamente tudo isso também define Santana. No entanto, fazendo uma análise mais profunda, assim como escorpianos, Santana foi má compreendida. O que deixa tudo ao redor das pessoas do signo de escorpião um caos, é que eles não são bons em lidar com os sentimentos e emoções, principalmente porque eles sentem tudo de forma muito mais profunda e intensa. E por isso temos as explosões. Santana demonstra isso em vários momentos, e se discorda, assista mais atentamente alguns episódios.

SAGITÁRIO – WILL SCHUESTER


Sei que muitas pessoas vão discordar, mas como estou cheio de análises mais profundas, eu explico. Will com certeza possui uma personalidade mutável. Além disso, o paizão de sagitário gosta de liberdade, e também que seus filhos sejam livres. E o que o nosso querido professor faz por todos aqueles adolescentes? Em minha visão, prepara-os para a vida. Além disso, Will possui um instinto protetor bastante aguçado, outra característica do sagitariano.

CAPRICÓRNIO – TERRI SCHUESTER


Sim, temos a primeira esposa do Will na nossa lista, e isso porque em várias nuances, ela possui características importantes a serem mostradas. Assim como o capricorniano, Terry não gosta muito de grude e de dependência, no entanto, quando começa a perceber que está perdendo a sua estabilidade (financeira, amorosa, etc), é capaz de tudo, tudo mesmo, para ter aquilo de volta. Sim, capricornianos tem espírito livre, mas até certo ponto, principalmente tendo uma lua em Peixes, e um ascendente em Escorpião, o que eu acho ser o caso em questão.

AQUÁRIO – SUE SYLVESTER

Aposto que muitos imaginaram que eu colocaria Sue como uma típica ariana, mas como estou realmente profundo, minhas análises mostraram o contrário. Sim, ela tem um grande ego, é capaz de tudo para por em prática um bom plano de vingança e gosta de estar no centro das atenções. No entanto, o que realmente a define, é que ela gosta de ser do contra, e isso ela faz de melhor. Indo mais além, a frieza nata que ela possui para algumas coisas, também é típico do aquariano. Mas não se enganem, mesmo que não admitam, eles muitas vezes agem dessa forma, só para terem certeza de que estão recebendo atenção, e isso é realmente a cara da Sue.

PEIXES – BRITTANY PIERCE


Como a maioria dos piscianos, Britt vive no mundo da lua, no entanto, não pensem que isso é significado de estupidez, como pensamos por vários anos. Muitas vezes, os piscianos criam esses loops para se protegerem de muitas coisas, mas enquanto pensamos que estão perdidos, eles estão, na verdade, fazendo muitas análises sobre coisas que provavelmente não passam pela nossa cabeça. Além disso, a personagem é também muito sentimental, e capaz de fazer tudo por aqueles que ama, inclusive de sacrificar sua própria felicidade pela do outro, outra grande característica do pisciano.


Enfim, pequenos astros, por hoje é isso. Desde já, estou ansioso para saber se concordam ou não com minha opinião. E não esqueçam, se tem alguma sugestão sobre o que gostariam de ver aqui na coluna, é só falar.


Beeijos de luz.
22 fev, 2018

[RESENHA] Por Uma Questão de Amor

Cedido pela agência de comunicações Lilian Comunica
Oiii seus lindos,
hoje vou contar para vocês sobre uma obra que eu pedi despretensiosamente, que
não esperava muita coisa dela. Acreditava que
Por Uma Questão de Amor
fosse um romance água com açúcar que distrairia um pouco. Quanta ILUSÃO! Sabem
aquela história que você queria esquecer dela, unicamente para poder ler de
novo? E se surpreender novamente? É sobre isto que iremos falar aqui, sobre
como eu me rendi totalmente à Lorena e seu grupo e como terminei total e
irrevogavelmente apaixonada!



Lorena
vive um luto que parece nunca deixa-la, após a morte de seu irmão mais velho,
o sofrimento que só não a consome por causa de seu melhor amigo, Daniel.
Quando passa para a Faculdade de Medicina da UFRJ, Lorena vê uma oportunidade
de deixar Angra dos Reis e seu passado para trás. 
Já na
capital, ela se apaixona, mas este é um amor proibido que tem tudo transformar
sua vida, e principalmente que quem escolhe viver um amor, também escolhe viver
suas consequências.

Não sei
nem por onde começar a falar deste livro, mas para início de conversa no mín
imo
ele foi surpreendente! Porque quando li a sinopse eu pensei que Lorena iria
por meio de um amor superar a dor da perda do irmão, mas nunca pensei bem em
quais eram as dificuldades que tornariam o amor dela proibido e é aí que se
encontra o diferencial desta história.
A Bhya elaborou um plano de fundo para a história principal (que é o romance), mas que
incidi diretamente nela, o que faz com que seja impossível largar o livro para
fazer qualquer coisa que não seja descobrir o que pode vir a atrapalhar seu
relacionamento.
Todos os
personagens envolvidos são bem construídos, queria que alguns deles tivesse uma
história unicamente deles (como a da Letícia antes de conhecer a Lorena e da
irmã do Nicholas, esta ultima só para eu entender as motivações dela), mas
mesmo não tendo um espaço só para eles, foi possível terminar total e
completamente apaixonada por alguns deles.
Daniel é o
melhor amigo da Lorena e foi o primeiro por quem eu me apaixonei, simplesmente
porque ele é o maior exemplo do que é amigo/ irmão, que te apoia e te ajuda e
que sempre estará ali para ser seu apoio. Tem alguns capítulos que são pelo
ponto de vista do Dani, o que eu achei maravilhoso porque me deu a perspectiva
de uma outra história dentro da principal e de alguém que eu já estava
apaixonada desde o início. 
Lorena é
uma garota forte, que perde o norte quando o irmão se vai, porque ele era o seu porto seguro, aquele em quem ela confiava irremediavelmente e que quando
ele morre acaba levando uma grande parte dela. A maneira como a personagem luta
com a dor e consegue enfrentar tudo é motivadora e completamente emocionante,
me fez chorar por inúmeras páginas. 

Nicholas
foi uma grande surpresa, porque no inicio eu tinha o mesmo preconceito que os
outros personagens tinham, mas pelo olhar da Lorena eu acabei me apaixonando
irremediavelmente por ele (mas meu crush ainda é o Dani <3), ele é forte e
me mostrou como nossas escolhas fazem a total diferença nas pessoas que nos tornamos.
A edição
da Novo Século tem uma capa muito linda, mas não entendi porque o modelo da capa
é loiro e não moreno (que a descrição do personagem que faz par com a Lorena) e
este tipo de coisa me incomoda muito, já que quando leio a descrição dos
personagens a primeira coisa que faço é ir na capa para assimilar a aparência
(falei sobre isto AQUI). A diagramação é simples e as
folhas amareladas, o que ajudou muito a leitura, mas parece que o livro não
passou por uma revisão rigorosa, pois havia muitos erros e até troca de nome de
personagens.  
De uma
forma geral só posso descrever este livro como apaixonante, que me fez chorar
muitas vezes e me fez desejar ao final que eu esquecesse tudo o que havia lido,
só para poder me apaixonar e surpreender novamente. A escrita da autora me
deixou viciada de tal forma, que a única coisa que eu queria era continuar
lendo. Choraria tudo de novo, gritaria tudo de novo (foram duas coisas que fiz
muito, os gritos geralmente eram carregados de xingamento) e já tinha muito
tempo que não me sentia assim com uma obra.

Título: Por Uma Questão de Amor Páginas: 272 | Autor(a): Beatriz Cortes  
 Editora: Novo Século | Ano: 2014

20 fev, 2018

[RESENHA] A Court Of Thorns And Rores #1: Corte De Espinhos E Rosas



Oi gente! Hoje vamos falar de um livro que me pegou de jeito e conquistou meu coração de uma maneira que não havia previsto: vamos falar de Corte de Espinhos e Rosas o primeiro livro da série homônima escrita pela Sarah J Maas e que está sendo lançado no Brasil pela Galera Record.




O mundo aqui está dividido. Depois de uma guerra que ocorreu há quinhentos anos entre feéricos (seres imortais e alguns também de grande poder!) e humanos para que estes fossem livres, as terras do norte ficaram com os seres mágicos e aquelas que se encontram ao sul foram dadas para os humanos. Assim, Prythian, que fica acima da muralha encantada que separa as terras, é governada por sete Grão-Senhores de sete Cortes enquanto as mortais possuem seis rainhas.


Feyre é uma mortal de dezenove anos com uma responsabilidade atípica: ela precisa caçar pois é a pessoa que mantem as duas irmãs (mais velhas!) e o pai vivos, pois todos eles estavam tão acostumados ao luxo da vida de quando eram podres de ricos que simplesmente se recusam a fazer algo, então sobrou para a filha mais jovem manter a família viva.


Quando esta se aventura pela floresta porque a família está perigosamente perto da inanição já que ela não conseguiu levar praticamente nada para casa nas últimas semanas, pois o inverno nas terras mortais é cruel, ela vê uma corça, a chance de sustentar sua família por semanas, e um lobo enorme. Feyre mata ambos, mas o problema é que o lobo era um feérico, o que acaba por levar um amigo deste até a casa dela para reclamar sua vida ou que ela vá morar em Prythian, a jovem não tem outra opção a não ser ir com ele.



Lá ela precisa se ajustar a uma nova realidade e conviver com seres que cresceu aprendendo a odiar. A besta que a levou de casa, Tamlin, acaba lhe dando uma vida cheia de confortos à qual ela também não está habituada e em meio ao que parece ser uma das melhores coisas  que poderiam ter acontecido com ela, Feyre se vê cercada de perigos e precisa lidar com a culpa de ter conforto enquanto acredita que a família está a beira da morte.



Como se tudo isso não fosse o bastante, aos poucos, ela passa a se afeiçoar a Tamlin, seu emissário Lucien e Allis, uma espécie de camareira que ajuda a jovem toda manhã. Quando Feyre descobre que há uma praga em Prythian que está mexendo com a magia e que pode atingir e prejudicar as terras mortais ela sente que precisa ajudar, mas o que uma simples humana pode fazer contra algo tão poderoso?



Eu já tinha tido uma experiência com a Sarah J. Maas em Trono de Vidro e ODIADO o livro. Então imaginem a minha resistência quando todo mundo me indicava Corte de Espinhos e Rosas desde que ele foi lançado lá fora? Pois é, foi enorme e só mudei de ideia quando a Aninha comprou o box e decidimos ler juntas e, para minha imensa surpresa,  me vi amando a história!



Sem dúvida nenhuma Feyre foi o ponto alto da história para mim. Ela realmente sabe o que é girlpower e ao mesmo tempo tem aqueles momentos de insegurança que são absolutamente normais (e reais!) na vida de qualquer pessoa. Tudo bem que em alguns momentos fiquei pensando “miga, mas você é bem burra viu!”, mas quem nunca?



Por outro lado eu quase tive um ataque cardíaco com o Tamlin. Neste primeiro volume me via amando o Grão-Senhor em certos momentos e, no seguinte, morrendo de ódio dele por ser tão absolutamente babaca! No fim das contas não consegui identificar se eu amava ou odiava o personagem (algo facilmente resolvido no segundo volume!) e eu até gostei da sensação.



Há outros personagens, como o maravilhoso Rhysand, que são apresentados, mas pouco desenvolvido. E aqueles que são apenas citados, como o rei Hybern, e que serão melhor desenvolvidos no segundo volume (espero!) e isso tem me deixado bem estimulada para seguir lendo a continuação.


A trama é muito bem desenvolvida e absolutamente viciante, mas o livro tem sérios problemas de revisão. Vejam bem, um erro ou outro é comum, mas a minha edição de Corte de Espinhos e Rosas (que é a sexta!) está repleta deles e isso atrapalhou muito a leitura. A Galera Record realmente deixou muito a desejar aqui e pela quantidade de palavras erradas e frases sem sentido chego a me perguntar se o livro sequer passou por uma revisão. Para a sorte da editora a narrativa compensa isso.


Como sou curiosa acabei pesquisando e descobrindo que a série terá oito livros e o quarto, A Court of Frost and Starlight, será lançado agora em maio, terá em torno de duzentas páginas e será composto por contos (ou conto, não sei bem) e fará uma ponte entre o terceiro livro e o próximo.


Eu simplesmente adorei a história e a escrita da Sarah J. Maas nesse livro e mal posso esperar para saber como tudo isso vai terminar. Corte de Espinhos e Rosas já é um dos meus livros favoritos da vida e talvez até me faça repensar meu enorme problema com Trono de Vidro se a série continuar a me surpreender positivamente.







Título: Corte de Espinhos e Rosas Série: A Court Of Thorns And Rores Páginas: 434 
Autora: Sarah J Maas | Tradutor(a):  Mariana Kohnert  Editora: Galera Record | Ano: 2015



 A COURT OF THORNS AND ROSES
Corte de Espinhos e Rosas | Corte de Névoa e Fúria | Corte de Asas e Ruína | 
 A Court of Frost and Starlight

TRONO DE VIDRO
Trono de Vidro | Coroa da Meia-Noite | Herdeira do Fogo | A Lâmina Assassina (0.1 e 0.5) | Império de Tempestades – Tomo 1 | Império de Tempestades – Tomo 2 | Tower of Dawn
18 fev, 2018

[AUTOR DO MÊS] Conteúdo Exclusivo por Marcella Rossetti

Escrita
e Motivação
 “Marcella,
comecei a escrever meu livro e tenho ideias incríveis, mas não consigo continuar”
Recebo
muitas mensagens assim de escritores iniciantes procurando por ajuda para
continuar.

E
sei bem como é, já senti isso também.
Muitas
vezes, parece que quanto mais você escreve mais sente que não vai conseguir
terminar, acredita que tem algo errado com sua história e que ninguém vai
gostar dela. E daí começa a sentir que a inspiração, que te fez começar a obra,
está desaparecendo como a chama de uma vela se apagando.
Você
até sabe que sua ideia é ótima e que escreve bem, mas não entende por que não
consegue continuar e por que não consegue escrever mais nenhuma frase ou
palavra.
Escrever
não é difícil só para você ou para mim. Muitas vezes achamos que para outras
pessoas é mais fácil porque tem gente que já nasce com o “talento” da escrita, ou
porque têm mais “tempo” para escrever, mas isso não é verdade.
Acredito
que o “talento” vem com a dedicação e que o “tempo” nós o encontramos, se
estivermos motivados.
Penso
que escrever um livro não é algo que acontece simplesmente quando nos sentamos
na frente do teclado. Escrever um livro vem juntamente com um ato de decisão.
De
decidir escrever apesar de todo o resto.
Decidir
escrever apesar de precisar trabalhar muitas horas por dia em outros empregos,
apesar de amigos e parentes não acreditarem que vá valer a pena, apesar de precisar
sacrificar finais de semana e feriados para escrever, apesar de nos sentirmos
cansados.
Acho
que nós decidimos ser escritores a cada momento de nossa vida. Mas como não desistir
após tomar essa decisão?
A
resposta é nunca pararmos de escrever.
A
história dança em nossa mente e quer ir para o papel, mas ninguém irá colocá-la
ali a não ser nós mesmos.
E
para isso, a força que precisamos em nós se chama motivação.
Cerque-se
de coisas e pessoas motivadoras, leia muitos livros, converse com pessoas que
alcançaram seus sonhos, assista a filmes, vá ao teatro, vá a uma galeria de
arte, a um museu. Fortaleça sua inspiração e sua motivação. Fortaleça a si
mesmo.
Mas
também coloque essa motivação em prática.
Precisamos
encontrar ânimo para sentarmos na
frente do teclado, precisamos de interesse
para estudarmos técnicas de escrita, de determinação
de metas diárias ou semanais, de empenho
de escrever e reescrever quantas vezes forem necessárias. Ou seja, precisamos
de dedicação para nos tornarmos
aquilo que decidimos ser: escritores.
E
não tenha medo de errar.
Não
tenha medo de escrever um capítulo ruim. São nossos medos e inseguranças que
nos param muitas vezes. O capítulo ruim de hoje se tornará um melhor amanhã e ainda
melhor depois de amanhã, porque nós decidimos não parar de escrever, lembra?
Capítulos
difíceis significam que você está crescendo como escritor, porque são desafios
a serem superados. Capítulos difíceis são bons. São os que nos fazem ser
melhores a cada reescrita. Então, não pare de escrevê-los.
E
não vamos mais arranjar desculpas para desistirmos.
Porque
não importam as dificuldades que teremos que enfrentar, o que importa é a
decisão que tomamos a cada dia para alcançarmos nosso sonho de sermos
escritores.
Marcella Rossetti
Autora de
“Filhos da Lua: o Legado”, obra já disponível nas livrarias de todo o Brasil.

15 fev, 2018

[RESENHA] Cidade Perdida



Oiii seus lindos, a resenha de
hoje é de um livro que me tirou total e completamente da minha zona de
conforto: Cidade Perdida, que é um livro policial ambientado no Rio de Janeiro.
E o gênero não é muito a minha praia, então me senti desafiada pela história e
agora vou contar um pouquinho do que achei.




Em uma sociedade onde os políticos
passam a desejar cargos de acordo com o valor das propinas, os policiais
negociam com traficantes e a imprensa noticia o que dá mais audiência, as
pessoas acabam perdendo a sensibilidade para a violência e assim a justiça
ganha novos significados.

Em meio ao caos está a
inspetora da polícia civil Lana Garcia, a única investigadora capaz de
desvendar todos os crimes que caem em suas mãos. Temida por todos que exercem o
mínimo de poder, Garcia protege a cidade à sua maneira e só confia em uma
pessoa para ajudar: o comissário Germano, a quem chama de mestre. Porém, as
diferenças começam a surgir quando investigam um assassino em série que tem
como alvos homens poderosos de uma emissora nacional de TV.

As mortes transbordam e o
silêncio da população sustenta a desordem nutrindo a ideia de que nem toda
legalidade é justa e, por isso, toda justiça é válida. Assim é fácil concluir
porque vivem na Cidade Perdida, difícil é continuar sobrevivendo.

Como eu disse estórias policiais
não são muito o meu gênero e por isto o livro me tirou da minha zona de
conforto, mas foi uma grata surpresa porque me vi louca tentando descobrir que
era o serial killer. O livro é pequeno e para quem já tem costume com o gênero acredito
que seja uma leitura rápida, mas como eu precisava me ater aos mínimos detalhes
para não me perder no enredo, acabei demorando um pouquinho mais para ler.

Os personagens são bem construídos,
com personalidades fortes e bem claras, principalmente a Garcia, apesar de eu
achar ela total e completamente louca, e por pior que seja em alguns momentos
ela acredita que está fazendo o certo. O Comissário Germano foi para mim a
imagem daquele profissional prestes a se aposentar: ainda acredita na causa,
mas fica apático deixando a pupila fazer o que achar melhor, não me levem a
mal, achei ele muito inteligente e perspicaz em diversos momentos, mas em
outros ele é total e completamente apático.

Outro ponto que me incomodou
bastante e que eu sei que é a realidade de muitos policiais (até porque conheço
vários que pensam assim) é aquele ideal de que Direitos Humanos é só para
bandido e que bandido bom é bandido morto, eu entendo o sentimento de revolta
que gera quando se lida com este tema, e apesar de ser incomodo ter esta
realidade esfregada na minha cara, achei interessante à escolha da autora de
tratar tão claramente a visão das pessoas que lidam com está realidade.

 A maneira como a autora conduz os fatos me
deixou com dois sentimentos: revolta e realismo. Revolta porque a maneira como
a cidade se perda na violência e na corrupção é muito clara e realismo porque
infelizmente é o nosso país, é o Rio de Janeiro e a vivencia que as pessoas
tem, o que me deixou diversas vezes com o pensamento de quantos policiais
realmente agem assim e quão podre a nossa sociedade ainda pode ser.

É uma obra com uma critica
imensa e que veio para jogar toda a realidade da violência do nosso país bem na
nossa cara. Uma frase da Garcia me marcou muito: “[…] eles são representantes
do povo; se os políticos são obscenos, nós somos obscenos”.
É muito forte
pensar que as coisas estão como estão porque nos elegemos quem está à frente,
que o trafico se movimenta junto com a politica e que a maioria das coisas gira
em torno da corrupção, mas pior é admitir a culpa que nos mesmo temos: de que
fomos nos que elegemos aqueles que irão nos representar.



De uma forma geral foi uma obra
muito interessante, com uma serie de crimes principais (os assassinatos feitos
pelo Serial Killer) que mostraram a realidade e dificuldades de uma delegacia,
e como as pessoas que tentam proteger a cidade precisam lidar com a verdade do
que se vê nas ruas. Foi um livro que eu gostei bastante, mas que me deixou um
final muito aberto, o que gerou uma curiosidade sobre o que em a seguir e
espero que descubra isto logo.











Título: Cidade Perdida Páginas: 163 | Autor(a): Nathalia Alvitos Editora: Chiado | Ano: 2017
14 fev, 2018

[BOOK TALK] Crush’s Literários

Oiii seus lindos, para comemorar o dia de São Valentin, nos decidimos fazer um TOP 5 dos nossos crush’s literários. Então aperta o play aí para saber quais são os nossos  cinco (talvez um a mair por causa de um golpe) maiores amores.

Continue lendo

13 fev, 2018

[RESENHA] Os Legados de Lorien #2: O Poder Dos Seis



Desde que terminei o primeiro livro da série estava muito ansiosa para ler esse livro, então não é segredo para ninguém o quão louca por essa série sou, uma das minhas favoritas, não supunha que o segundo pudesse fazer com que Os Legados de Lorien fosse ainda mais atrativo para os meus olhos, mas o fez e como!  

O Poder dos Seis começa onde Eu Sou O Número Quatro  (vocês podem conferir o que achei AQUI) parou, não nos dando tempo para especulações sobre o que poderia ter acontecido, mas agora John não vai narrar o livro sozinho ele divide o holofote com Marina, a Número Sete, que está no interior da Espanha, trancafiada em um convento com sua cepam, que por sua vez se resignou e não quer mais saber da batalha que está por vir. Mas Sete tem outros planos, assim que completar 18 anos, idade que deve escolher entre ficar no convento e se tornar uma das irmãs ou sair de lá, e ela certamente escolhe a segunda, quer sair, treinar, se preparar para combater os Mogadorianos.

Ela vem monitorando tudo o que acontece com John Smith e não lhe restam mais dúvidas de que ele é um dos nove Garde que vieram para a Terra e que ele está tentando encontrar os outros, mas não é uma tarefa fácil para ele por agora ser considerado um terrorista muito perigoso, o que significa ter que se manter discreto e isso para alguém que tem super poderes aos quatorze anos de idade pode ser uma tarefa bem difícil.

A parte narrada por John nos faz entender melhor tudo o que ele, Sam, Seis e Bernie Kosar (que é uma das minhas personagens favoritas), além de se afundar na história da Número Seis, algo que me agradou porque senti muita falta disso no primeiro volume. Nós entendemos que a vida da garota não foi nada fácil desde que ela e sua guardiã responderam a uma mensagem na internet, o que acabou por se mostrar uma ideia muito idiota e fez com que os Mogs as perseguissem culminando na morte da cepam.
Marina tem poderes espetaculares e a capa desse livro tem tudo a ver com um dos legados dela, que acho que superam até os da Seis! Com o acréscimo de novos personagens e situações que surpreendem a qualquer um, o que fez com que cada minuto longe do livro me deixasse com uma curiosidade incontrolável.

Reviravoltas acontecem quase que cada vez que viramos as páginas do livro, cheio de ação e novas descobertas sobre o passado dos habitantes do planeta Lorien. Em geral consigo prever o que vai acontecer nos livros, mas no segundo livro da série Os Legados de Lorien isso foi impossível, cada vez que avançava na leitura ia ficando ainda mais inebriada pela forma como os autores conseguiram construir e amarrar toda a narrativa.

Enquanto a parte narrada pelo John faz com que a adrenalina corra solta por nossas veias, as narradas pela Marina nos fazem ter um momento de relativa paz pois sua história está sendo apresentada a nós, assim como aconteceu no primeiro livro com o próprio John, mas isso não faz das partes narradas por Sete serem tediosas, muito pelo contrário, foi muito bom eles terem colocado dessa forma, pois nos dá um tempo para “respirar e recompor”.

A diagramação é bem especial, a Intrínseca mudou a letra para diferenciar ainda mais os capítulos narrados pela Marina e pelo John, nada muito gritante tem que ter bastante atenção para reparar isso. Preciso deixar bem claro que não gostei da capa e vou além, essa história de ter capa tie in não me convence de jeito nenhum, deixa a série (no caso) bagunçada e não parece série, além do mais pôster de filme devia ficar bem longe da capa dos livros, aprendam a separar as duas coisas editoras, quase nenhum leitor gosta disso! 

Achei por bem não ficar falando muito sobre a estória em si, para não soltar um big spoiler para todo mundo, o que para esse livro poderia ser qualquer coisa. Mas antes preciso ressaltar algumas coisas, as cenas mais divertidas ficam por conta do Sam o nerd que também tem todo o seu charme e que mesmo estando ausente 95% do livro, a insuportável Sarah, consegue cometer erros pra deixar qualquer um louco.











Título: O Poder dos Seis | Série: Os Legados de Lorien | Páginas: 320 
Autor(a): Pittacus Lore Tradutor(a):  Débora Isidoro | Editora: Intrínseca
OS LEGADOS DE LORIEN

Eu Sou O Número QuatroO Poder dos Seis | A Ascensão dos Nove | A Queda dos Cinco | A Vingança dos Sete | O Destino da Número Dez |  Unidos Somos Um |


11 fev, 2018

[AUTOR DO MÊS] Entrevista com Marcella Rossetti

Oi gente! Continuando com a coluna do Autor do Mês (se não sabe do que estou falando clica aqui!) que esse mês conta com a participação da maravilhosa Marcella Rossetti trouxemos uma entrevista para que vocês possam conhecê-la ainda melhor!



1. Conta pra gente um pouquinho sobre como foi criar uma nova leitura sobre lobisomens.
Ahh foi muito divertido. É muito prazeroso criar um universo desde o início, partindo desde a criação de uma nova mitologia até a construção de toda uma sociedade escondida atrás da nossa, com todas as suas regras e tradições. E ainda mais prazeroso quando os leitores me escrevem, ao mesmo tempo surpresos e maravilhados, com a forma que os lobisomens são vistos no livro.


2. Fala pra gente um pouquinho sobre o seu processo de escrita? Como você teve a ideia Filhos da Lua?
A ideia veio de diversos lugares. Joguei durante muitos anos, em minha adolescência, jogos de RPG com o tema lobisomem e adorava. Os jogos tinham esse clima em que o lobisomem era visto como um herói e não somente como uma criatura sofrendo por sua condição e era muito divertido. Quis trazer esse clima para o meu livro. Também amo ficção científica e talvez por isso misturei um pouco de alta tecnologia no universo dos trocadores de pele. Uma mistura que ainda gerará muitas revelações durante a trama nos próximos livros.


3. Você utiliza elementos da nossa mitologia/folclore na história, de onde surgiu e como foi trabalhar com elementos da nossa cultura?
Eu
pesquisei bastante sobre as mitologias mais antigas que falavam sobre essas
criaturas e decidi que me distanciaria da imagem clássica do lobisomem
martirizado pela maldição de sua condição.



O
lobisomem de Filhos da Lua, ou melhor, os trocadores de pele, são heróis
capazes de controlar sua transformação e não perdem tempo se martirizando por
isso, eles possuem coisas mais importantes para se preocuparem, como proteger a
humanidade de criaturas piores do que eles.



4. Personagens bem construídos são marcantes, então conta pra gente qual característica você acha essencial que seus personagens tenham?
Acredito que os personagens de Filhos da Lua sejam bastante humanos e por isso os leitores geralmente se identificam muito com eles. Eles são como a gente, tentando encontrar seu espaço em uma sociedade exigente e perigosa. Possuem qualidades e defeitos, amam e sofrem. Muitos deles foram inspirados em pessoas reais, em meus alunos, por exemplo, e talvez por isso sejam bastante convincentes.


5. Quando lemos um livro e apegamos a um personagem é difícil vê-lo morrer. Como autora, quando está escrevendo um personagem, você se sente apegada a eles e tem aqueles que não mataria ou dependendo do rumo que a história vai tomando não se importaria de matá-los?
Ahh com certeza não me importo em matá-los, alguns leitores estão chateados comigo até agora por causa de algumas mortes no livro um hehe… Mas acho que as mortes devem servir a um propósito e tento não produzir cenas de morte que não acrescentem em nada à trama ou aos personagens.


6. Como uma boa escritora, você também deve ler bastante. Conta pra gente coisas que te fazem dar uma chance para uma história?
Amo
fantasia, suspense e uma boa dose de ficção científica, mas o que me faz quere
continuar a leitura até o final são os personagens. Personagens bem escritos e
convincentes me fazem ter saudades da leitura no final e querer lê-los mais uma
vez.



7. A
solução no fim de O Legado em relação a Bianca e ao Julian
vai ser solucionando de uma forma que nossos corações vão saltitar de alegria
ou rachar de sofrimento?

Hahaha…
Tentando roubar um spoiler, não é? Bom, o que posso adiantar é que de uma forma
ou de outra acredito que vocês vão me amar durante a leitura e também me odiar ao
chegarem nas últimas páginas e se lembrarem que precisarão esperar pelo
terceiro ainda…



(a gente até tentou, mas a Marcela não soltou nenhuma informaçãozinha!)

8. Quais
são seus personagens favoritos da vida?

No
momento estou apaixonada por Rhys e Feire de “
Corte de
Névoa e Fúria” e só consigo pensar neles… 
Mas
adoro em geral os personagens de Stephen King.



9. Você
tem alguma outra história borbulhando dentro da sua cabeça ou já em processo de
escrita que não Filhos da Lua?


tenho pelo menos três histórias fora do universo de Filhos da Lua querendo
nascer. Entretanto, como ainda mantenho meu trabalho como professora (sou
professora de História em duas escolas particulares de Santos), não tenho tempo
para desenvolvê-las, já que preciso dividir as horas que me restam entre
escrever a continuação da obra e os convites para palestras (Me desculpem o
atraso, queridos leitores).



10. Tem
algum gênero literário dentro da ficção que você diga “não escrevo dentro
dele”? Se sim, por quê?

Acho
que não tenho gênero literário que eu diga não. Consigo imaginar histórias
incríveis para não somente gêneros diferentes, como para faixas etárias
diversas.



11. É
impossível não perguntar isso, mas quais autoras te influenciaram?

Ahh com
toda a certeza Stephen King, J.R.R. Tolkien e Cassandra Clare. A escrita de
todos eles me fascina, desde a forma como criam seus personagens, descrevem
seus universos e desenvolvem sua técnica para prenderem os leitores.



12. Como
leitoras nós temos que perguntar isso porque estamos sempre querendo dicas, então quais são seus livros favoritos?

Muitos,
mas nunca me esquecerei da trilogia de“Senhor dos Anéis” (Tolkien), “A Incendiária”,
“It: a Coisa” (Stephen King) e “Corte de Névoa e Fúria” (Sara Maas). Porque são
livros em que a história não só me cativou, como seus personagens me deixaram
completamente apaixonada.



Esperamos que tenham gostado da entrevista com a Marcella pessoal! Para saber mais sobre ela basta clicar aqui para ver o post anterior! E esperamos vocês na semana que vem para conferir o conteúdo exclusivo que Marcella preparou!

10 fev, 2018

[RESENHA] Drácula



Quem nunca ouviu falar de Drácula provavelmente viveu em uma caverna por toda a sua vida, mas você conhece a história original do vampiro que domina o imaginário popular? Aquela escrita pelo Bram Stoker e publicada em 1887? Então venha saber um pouco mais sobre ela e a minha opinião!



Tudo começa com a viagem à trabalho do advogado Jonathan Harker até Transilvânia, para se encontrar com um misterioso conde e ajuda-lo a comprar uma propriedade nos arredores de Londres, mas aos poucos ele percebe que não só o senhor daquele castelo é estranho, como também fez do jovem seu prisioneiro. No imenso castelo vivem também três belas mulheres que certa noite seduzem o sr. Harker e tentam sugar seu sangue, fato que só foi evitado graças a interrupção do conde. Que para recompensar as belas mulheres lhes oferece algo em troca assim cena que se segue a esta é tão assombrosa quanto possível e envolve um bebê sendo drenado e sua mãe destroçada por lobos.

Com o Jonathan aprisionado, Drácula decidi ir até Londres e algumas peculiaridades são necessárias, já que o vampiro só consegue descansar em sua terra natal o que o faz ter que levar um pouco dela junto de si. Enquanto isso Mina Murry, noiva de Harker, decide passar uma temporada na casa de Lucy sua velha amiga de infância que sofre de sonambulismo se tornando por este motivo a presa de Drácula e proporcionando assim o primeiro encontro entre Mina e o Conde quando esta a socorre a amiga e a leva para casa.

Enquanto isso, o jovem sr. Harker acaba se envolvendo em uma fuga perigosa do castelo e quando a bela Mina descobre o ocorrido decide ir ao seu encontro e lá eles acabam se casando. Enquanto isso, Lucy começa a apresentar sintomas incomuns como palidez, debilidade que somados aos dois orifícios constates em seu pescoço deixam a sua situação ainda mais estranha e por conta disso seu noivo acaba pedindo ajuda de Dr. John Seward que ao perceber que ela não apresenta melhoras recorre ao Dr. Abraham Van Helsing, um médico holandês especialista em doenças misteriosas e raras. Depois de inúmeros exames Lucy e a mãe acabam falecendo e pouco tempo depois é noticiado que há pelas ruas uma linda “Senhora Sangrenta” que morde criancinhas e o Dr. Van Helsing suspeita que Lucy possa ter se transformado em uma vampira.

Por fim, Jonathan mostra o diário que escreveu enquanto ainda estava no castelo para sua esposa e, quando ainda mais mortes acontecem, ele, Mina, Van Helsing e mais alguns personagens acabam juntando forças para combater o terrível Conde Drácula. Ninguém está seguro e, quando o vampiro é obrigado a retornar para casa uma perseguição é iniciada, mas como vencer um ser com tamanho poder e tão maligno?

Quando finalmente decidi ler Drácula eu imaginava que já saberia muito sobre a trama, afinal este é um dos livros mais conhecidos de todos os tempos, mas acontece que quando uma história é narrada por tantas pessoas de tantas formas diferentes, o conteúdo original acaba ficando meio esquecido por isso, apesar de conhecer muito do que aconteceria no decorrer do livro, fiquei espantada com a quantidade de vezes em que fui surpreendida com acontecimentos durante a leitura.

E, sem dúvida, uma das coisas mais inesperadas para mim foi a narrativa epistolar, o que significa que a trama do livro é toda apresentada através de diários, cartas, matérias de jornais e outros registros, eu não esperava por isso. Este tipo de processo permitiu a Stoker o desenvolvimento de vários personagens sem prejuízo para o andamento da história ou que confunda a cabeça do leitor. Honestamente não é meu tipo favorito de narrativa porque gosto muito de ler diálogos, mas não vejo como o livro poderia funcionar se fosse escrito de uma maneira diferente.

Outra coisa que me surpreendeu foi o fato de que o tom do livro é bem mais sombrio do que imaginava e isto me rendeu algumas noites de sono bem mal dormidas dependendo da cena que lia, ainda assim, o enredo me deixou tão vidrada que mesmo as cenas mais macabras não conseguiram me fazer desistir dele (e olha, teria deixado qualquer outro livro pra lá!) tamanha a minha curiosidade para saber o que viria a seguir.

E eis que o ponto mais positivo do livro para mim: eu realmente acreditava que se tratava de uma história sobre o Conde Drácula, mas na verdade ele não é o protagonista aqui. Sim, ele é absolutamente fundamental e sem ele não haveria trama, mas a narrativa é muito mais focada no grupo que irá se reunir (e sua jornada até se tornar este grupo!) para acabar com o vampiro. E isso gente é sensacional, houve uma quebra de expectativa tão grande quando percebi isto que eu fiquei ainda mais instigada na leitura porque queria saber o quanto mais Stoker poderia me surpreender. A resposta é: praticamente o livro todo.

Bom, a minha edição é da Zahar (a versão comentada!), lançada em 2015 e sou completamente apaixonada por ela! Por várias vezes as notas me salvaram e esclareceram certos aspectos da narrativa que poderiam ter tornado a leitura um pouco mais difícil para mim. Além disso o livro é absolutamente maravilhoso internamente e deixa qualquer um de queixo caído.

A tradução e revisão merecem destaque absoluto. Eu peguei alguns capítulos em inglês para ler e poder avaliar a primeira e, honestamente, eu fiquei muito feliz com o resultado do trabalho de Alexandre Barbosa de Souza que trouxe um texto rico e tão próximo do original que ler em inglês ou em português não faz a menor diferença. Já a revisão foi tão impecável que não consegui encontrar nenhum erro. Ambas as coisas podem me incomodar muito durante a leitura e por isso preciso comentar o quanto elas estão absolutamente perfeitas nesta edição.

Com personagens muito bem construídos e uma narrativa bem desenvolvida, Drácula não é exatamente a leitura mais fácil que já fiz na minha vida, mas com certeza foi uma das mais gratificantes e por isso recomendo muito. Bram Stoker me tirou da minha zona de conforto (algo que estou almejando para este ano!) e me deu de presente uma das melhores histórias que já li na vida.







Título: Drácula Páginas: 476 | Autor(a): Bram Stoker  
Tradutor(a):  Alexandre Barbosa de Souza  Editora: Zahar | Ano: 2015