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27 mar, 2018

[RESENHA] Aonde Quer Que Eu Vá

Oi gente! Hoje vamos conversar um pouco sobre o romance nacional Aonde Quer Que Eu Vá da Beatriz Cortes e que foi publicado pela Novo Século.


Esther é uma ginasta muito determinada e talentosa que está prestes a realizar o sonho de sua vida: representar o Brasil durante os Jogos Olímpicos que acontecerão em Sidney, na Austrália (sim, o livro se passa no ano 2000).

Diferente de suas amigas e companheiras de treino, a jovem não tem qualquer interesse em namorar no momento, está focada em dar o seu melhor e, talvez, levar uma medalha pra casa. Como nem tudo são flores: quanto mais próximo do evento, mais puxados os treinos ficam e Esther se vê exausta e com uma sensação terrível lhe afligindo o peito. 


Quando um acidente ocorre ela é escolhida para substituir uma das amigas mais queridas e ela não sabe como lidar com o sentimento ambíguo em seu coração. Se por um lado é ótimo competir em mais um aparelho, por outro ela se sente culpada por ser quem vai substituir Gabi e não sabe como contar a novidade para a garota que se encontra no hospital.

Os dias se passam e finalmente ela embarca para Sidney. Ao chegar no hotel onde ficará antes de ir para a Vila Olímpica ela e sua melhor amiga, Isabela, descobrem que haverá um baile de máscaras para os atletas da ginástica e decidem ir. Já na festa ela conhece um homem muito charmoso e que meche profundamente com seus sentimentos.

O jovem rapaz, Bruno, também possui uma reação forte em relação a Esther e assim, em decorrência de uma série de acontecimentos ela acaba parando no quarto dele. Sem saber se voltarão ou não a se ver a jovem ginasta precisa colocar a cabeça em ordem para a competição e acreditar que ela irá encontrar Bruno novamente e que tudo vai acabar se acertando e terminando bem. O problema é que o destino não só é imprevisível, como também incontrolável.

A primeira coisa que preciso comentar com vocês é que eu demorei um pouco pra entrar no clima do livro, antes de Esther e Bruno se conhecerem (o que acontece no final do capítulo quatro!) estava achando as coisas bem arrastadas e então custei a chegar nessa parte, mas depois disso devorei livro.

Uma das melhores coisas para mim referentes a narração da Bia é que ela tem a medida certa de drama e comédia. Sim, meu coração doeu em vários momentos do livro, mas dei risadas em tantos outros. Isso com certeza me fez curtir mais a leitura.

Outro ponto que pra mim sem dúvida foi positivo está na narração feita em primeira pessoa, mas alternando os pontos de vista. Meu tipo preferido de narrativa.

A diagramação do livro está simples e linda. todo começo de capítulo tem uma arte delicada que serve para mostrar ainda melhor o quão doce e romântica é a trama. A edição conta  com folhas amarelas, uma letra de um tamanho muito bom e o destaque ficou para a arte da contra capa (absolutamente linda!) e para a orelha do livro que é imensa.

Adorei a delicadeza com que a Bia apresentou a história de Esther e Bruno, mas preciso te preparar para o fato de que muito provavelmente esse livro vai te arrancar lágrimas e quando chegar o final o título fará tanto sentido que pode ser que se questione como não percebeu o rumo que a história estava tomando.

Gosta de romances? Quer chorar? Então deleite-se com Aonde Quer Que Eu Vá porque o livro será tudo o que você esteve procurando e muito mais.
Título: Aonde Quer Que Eu Vá Páginas: 318 | Autora: Beatriz Cortes  Editora: Novo Século | Ano: 2016