Posts arquivados em Mês: abril 2018

29 abr, 2018

[AUTOR DO MÊS] Book Talk com Lavínia Rocha

Oi
gente! Hoje encerramos o conteúdo do autor do mês de abril! Foi simplesmente SENSACIONAL
o book talk e esperamos que vocês aproveitem tanto quanto nos!! Então vem
conferir esse book talk com a Lavínia Rocha!

APERTA O PLAY!

Como
a Lavínia trata de temas diversos em suas obras, tais como inclusão e representatividade,
nada melhor que conversar sobre isso com ela e, por esse motivo, o tema
escolhido para book talk foi: A acessibilidade de obras para pessoas
com necessidades especiais
mas como nos somos meio
golpistas (admitimos, e aceitamos esta culpa) nos falamos também sobre A representatividade negra em obras nacionais. Nos deixamos para vocês um desafio um pouco para o fim do Book Talk, então não deixem de nos dizer nos comentários a resposta de vocês!

OUTROS CONTEÚDOS:

O book talk foi o último post da nossa coluna Autor do Mês, então se você perdeu alguma coisa e quer saber o que já saiu basta clicar nos links abaixo!
 
CONHEÇA AS OBRAS DA LAVÍNIA
ENTREVISTA 
Filme mencionado:



Nós gostaríamos muito de agradecer a Lavínia por ter sido tão sensacional durante todo o mês! E por ter confiado em nós para a publicação de conteúdos tão incríveis  . Para saber quem é será o nosso autor ou autora do mês de Maio escute todo o podcast!

26 abr, 2018

[RESENHA] A Outra Sra. Parrish

Oi gente! Hoje vim falar para vocês sobre o que achei do livro A Outra Sra. Parrish da Liv Constantine (pseudônimo das irmãs Valerie e Lynne Constantine) é um dos lançamentos do mês da Editora HarperCollins Brasil. Para saber o que eu achei deste thriller continue lendo a resenha!



Amber Pitterson uma mulher ambiciosa e por este motivo está inconformada com a vidinha sem graça que leva, de nunca se destacar e ser notada. Ela almeja algo maior para si mesma, uma vida brilhante e com muito dinheiro. Amber quer a vida de Daphne Parrish, uma socialite e filantropa que tem uma vida absolutamente cheia de glamour, a vida que Amber acha que merece.


Já que o destino não ajudou com a sua grande ambição, proporcionando-lhe aquilo que realmente merece, Amber traça um plano para conseguir o que quer: ela vai se aproximar de Daphne usando a doença da falecida irmã da mulher e assim se insere na vida da Sra. Parrish e sua família de maneira natural e se torna amiga de todos. Mas é claro que Amber não quer parar por aí. E quando é convidada a viajar para a Europa com a família ela nem exita em aceitar, afinal é uma chance perfeita para se aproximar de Jackson, o Sr. Parrish.


Os planos da jovem mulher só irão terminar quando ela estiver no lugar de Daphne, quando tudo aquilo que cobiça pertencer a ela. E as coisas caminhavam bem, até que uma figura do seu passado ressurge com potencial de arruinar tudo o que ela já conseguiu fazer até o momento. Amber precisa lidar com essa ameaça e impedir que seus segredos sejam revelados e acabe com seus planos de se tornar alguém.


A Outra Sra. Parrish foi uma leitura bem interessante para mim em função da quantidade de reviravoltas que o livro tem. Amber é claramente uma personagem que foi feita para ser odiada, sociopata com toda certeza e que possuía uma “justificativa” para todas as suas acaçõ. Acontece que a construção da personagem foi tão incrível para mim, que tornou impossível não entender suas motivações, ainda que eu não concorde com nenhuma delas.


Daphne por outro lado foi uma personagem a qual me afeiçoei logo de cara. Ela é uma boa pessoa e foi por isso que mais senti raiva de vê-la sendo enganada e manipulada. Já Jackson, o marido de Daphne, foi uma questão que também me dividiu durante a leitura. Ora eu gostava, ora odiava. Sei que está parecendo trama de novela, mas vai por mim quando eu digo que a narrativa do livro é bem diferente do que vemos nas novelas. 


Some à construção e desenvolvimento incrível de personagens o fato de que a história tem reviravoltas absolutamente inesperadas que falei acima e você vai entender porque devorei este livro tão rapidamente. Honestamente eu esperava que a história tomasse um rumo x, mas ela foi na direção oposta o que certamente contou vários pontos a favor da trama porque um thriller previsível é tudo, menos interessante.


O livro tem uma capa maravilhosa, com esse tom de azul marinho e dourado contrastando, confesso que achei que a HarperCollins Brasil acertou em manter a arte original, mas mudar algumas coisas. Ah essa capa tem aquele efeito soft touch (tipo emborrachado sabe?) que eu adoro e odeio ao mesmo tempo. A diagramação simples somada às páginas amareladas tornam a leitura bastante confortável.


A narrativa das irmãs Constantine é absolutamente fluida e com toda certeza é um dos motivos que me fizeram devorar o livro sem nem pensar duas vezes. Se você gosta de um bom suspense minha sugestão é que invista em A Outra Sra. Parrish porque a trama é incrível e você provavelmente vai sentir toda uma miríade de sentimentos opostos durante esta leitura.










Título: A Outra Sra. Parrish Páginas: 432 | Autora: Liv Constantine 
Tradutor: Petê Rissatti  | Editora: HarperCollins Brasil | Ano: 2018
24 abr, 2018

[GEMINIANO] Personagens da Shonda de cada signo



Hello, hello, pequenos astros.

Já adianto a todos que o Sol está em Touro, e se vocês já fizeram as contas, então já entenderam que começou o período do meu inferno astral. Nada contra as pessoas desse signo, aliás, tenho amigos pertencentes a ele, inclusive. No entanto, vou preferir manter certa distância para não passar raiva e nem estresse a toa (taurinos, não me odeiem, continuem sendo minha audiência, não posso perder esse emprego).

Depois deste breve desabafo, podemos enfim dar início à coluna do mês de abril. Dessa vez, escolhi falar sobre os personagens maravilhosos (alguns nem tanto), que Shonda Rhimes tanto nos fez amar (ou odiar). Sentem aí, peguem a pipoca e o sorvete (sim, vamos aproveitar o sol em Touro e fazer gordices), porque como um bom geminiano, tenho muito o que falar (escrever).

ATENÇÃO, ATENÇÃO, O POST PODE CONTER SPOILERS SOBRE AS SÉRIES DA SHONDA. CONTINUE POR SUA CONTA E RISCO.


ÁRIES – ANNALISE KEATING

Sim, sim, sim! Já começamos com muita honra, estilo, tiro, porrada e bomba. Se Annalise não é a personificação de uma ariana, eu não faço ideia de quem mais seria. Forte, decidida, petulante, segura de si, calculista e dona de várias outras características que lotaria esse post. Eu tive a certeza de que ela pertencia ao signo quando da boca dela, ouvi saindo um: “Você está mexendo com a vadia errada.” Annalise é aquela ariana de pouquíssimos amigos, mas que cuida de cada um deles sem medir esforços. Para terminar de delinear a personalidade dessa rainha, ainda ouso dizer que seu ascende deve ser em Escorpião, tamanha a intensidade com que ela sente tudo ao seu redor.

TOURO – CONNOR WALSH

Tá, é meu inferno astral, mas todo mundo conhece a fama dos taurinos, não é? Não, eu não estou falando da compulsão por comer. Quer dizer, vai depender da comida. Sim, assim como os taurinos, Connor tem um senhor borogodó, e uma afinidade descomunal com o sexo. Se é bom no que faz? Não sabemos. Mas no fim das contas, adoram praticar, e praticar, e praticar. No entanto, Connor tem características que me lembram bastante os librianos, então não seria surpresa se a lua do personagem (equivalente a seu emocional), estiver nesse signo.

GÊMEOS – OLIVIA POPE

Quem assiste Scandal sabe que o ritmo dos diálogos da séries é bem mais acelerado. E para mim não é coincidência que a protagonista seja a que mais faz isso com maestria. Tá, não é só por falar demais e ter toda uma lábia que eu imagino Olivia como geminiana. Atrelado a isso, temos também o pensamento rápido, agilidade em pensar nas melhores formas de sair de situações embaraçosas e perigosas. Além disso, quem é que nunca teve agonia de ver Liv eternamente indecisa entre Fitz e Jake? Sim, nem tudo são flores na vida dos geminianos.

CÂNCER – IZZIE STEVENS

Juro que hoje eu não vou bater na tecla do drama. Vamos falar sobre outras características desses cancerianos maravilhosos. Como já explanei lá no post de abertura da coluna, os cancerianos são totalmente ligados ao lado emocional, o que muitas vezes chega a atrapalhar não só o pessoal, como também outras áreas da vida. Quem não se lembra de como Izzie se envolvia emocionalmente com os pacientes que tratava? Essa é justamente a razão pela qual a personagem deixa o hospital. Viu? Nem só de drama vive o povo de Câncer.

LEÃO – CHRISTINA YANG

Sim, não poderia faltar uma das maiores personagens já criadas no mundo das séries. Yang tem tudo aquilo que a gente odeia nos leoninos: ego lá nas alturas, nenhuma modéstia, sarcástica, humor negro, e não se importa com o sentimento das outras pessoas. Ah, já ia me esquecendo, odeia muito grude e não é de muitas firulas. Se você conhece um leonino nato, e assiste/assistiu Grey’s, com certeza já fez esse mesmo link que estou fazendo aqui. Ousando um pouquinho, ainda chuto que o ascendente de Yang deve ser em Áries (aquele temperamento forte não é coincidência), e lua em capricórnio (aquele espírito livre também não).

VIRGEM – LEXIE GREY

Já devo ter dito isso uma vez, e volto a dizer, em questão de amor pelo intelectual, só quem perde para Gêmeos é Virgem. Metódicos, inteligentes e bastante pés no chão, muito dificilmente a gente vê o pessoal desse signo se arriscando, ou fazendo coisas sem pensar. Esta também é Lexie, a irmã mais nova de Mer, que além de todas essas características, também tem memória fotográfica, o que é um dom e uma maldição ao mesmo tempo. Além do mais, Lexie também faz o estilo de querer tudo certinho, limpo e organizado (quase beirando o TOC), outra característica forte do signo.

LIBRA – OWEN HUNT

Este é um dos personagens que eu menos gosto dessa lista, mas ele está aqui justamente porque possui característica forte de librianos. Duvida? Então vem comigo. Tudo o que Owen sempre quis foi casar, ter filhos, e formar uma família linda e feliz. E quem é mesmo o signo mais familiar do zodíaco? Então, não é mesmo? No entanto, as coisas não param por aí. Assim como os librianos, Owen é na verdade muito indeciso, ele mal sabe quem quer, e fica por aí se metendo em vários relacionamentos diferentes (oiê librianos, reconhecem alguém aqui?). Não me assustaria se o ascendente deste personagem fosse Câncer, porque lá no fundo, ele adora um drama.

ESCORPIÃO – MARK SLOAN

Se tem algo que eu vivo falando por aqui, é que escorpianos são mal compreendidos, e que as pessoas deveriam ser mais legais e pacientes com os seres desse signo. Seguindo nessa mesma linha de raciocínio, Mark também é um dos personagens mais mal compreendidos. Tudo bem que ele adora um rala e rola (não é, escorpianos?), adora também passar o rodo, mas no fim das contas, ele tem o coração gigante, e quando encontra alguém com quem pode construir algo, vai se dedicar de corpo e alma. 

SAGITÁRIO – ADDISON MONTGOMERY

Se esta mulher não é uma das mais amadas, eu mudo de nome. Arrasou tanto em Grey’s que ganhou uma série todinha só para ela. Mas vamos voltar para o motivo de ela ter chegado a Grey’s, a fatídica traição que quase nos fez odiá-la. Bom, Assim como sagitarianos, Addison odeia monotonia, coisas paradas, ou estar presa em algo que não vai para frente, e é justamente esse motivo que faz o pessoal desse signo ir buscar consolo em outros braços. Além disso, assim como sagitarianos, a personagem tem um gosto por provar o gosto de algumas bocas (Derek, Mark, Karev…..).

CAPRICÓRNIO – DEREK SHEPHERD

Além de não gostarem muito de gastar dinheiro e adorarem estabilidade financeira, os capricornianos são donos de um espírito livre, adorando estar rodeados da natureza, e nada de muito luxo. Sim, meus amigos, se vocês assistiram/assistem Grey’s Anatomy, aposto que se lembraram do personagem morando em um trailer (e sendo feliz), indo pescar com os amigos (e Yang), e acima de tudo, o local afastado e cercado pelo ar puro das montanhas que ele escolheu para construir sua casa (mansão mesmo). Não vejo outro personagem que se encaixaria melhor neste signo.

AQUÁRIO – ELI POPE

Não vou me cansar nunca de dizer como os aquarianos são frios, calculistas, e tem um apresso gigante por si próprios. E quem melhor para retratar esse signo do que o nosso esterno Comandante do B613? Além disso, a forma como Eli criou Olívia para ser a melhor em tudo o que faz, e sabendo que pode confiar apenas em si mesma, me lembra bastante a forma com que um característico aquariano criaria um filho. Vale lembrar que eu pego no pé dos aquarianos, mas quando eles realmente se doam para algo ou alguém, é melhor você nem tentar afrontar, porque pode se dar muito mal. 

PEIXE – GEORGE O’MALLEY

Ok, nós já tivemos essa conversa sobre os piscianos, e acima de tudo, tenho certeza que vocês conhecem a fama deles. E quê personagem que mais se doou nessa vida? Ótimo filho, ótimo melhor amigo, atencioso, leal, apaixonado, e totalmente protetor com aqueles que ama, mas também com aqueles que mal conhece, tanto que nós sabemos muito bem onde essa última característica o levou. Vivo dizendo que os piscianos não sabem a hora de parar de se doar para enfim cuidar de si mesmos, e até o último suspiro do personagem, foi isso que ele fez.

E chegamos ao fim. Sim, eu sei que tivemos personagens demais de Grey’s, mas essa série está há 14 anos no ar, tem muitos personagens maravilhosos, e eu simplesmente não consegui me conter. Prometo que na próxima vez tento diversificar mais. Espero que vocês gostem, ficarei ansioso para ver os comentários, e também indicações do que vocês gostariam de ver por aqui.
Beeijos de luz!
23 abr, 2018

[SÉRIE] O Mecanismo – Season 1

Oi gente! No dia 23 de março estrou na Netflix a primeira temporada de O Mecanismo, série nacional que mistura fatos reais e ficção sobre a Lava Jato, e é sobre ela que vamos conversar hoje.

Continue lendo

22 abr, 2018

[AUTOR DO MÊS] Conteúdo Exclusivo por Lavínia Rocha

O que
te move?

Me
perguntam muito de onde tiro inspiração para escrever, como comecei ou por que
decidi me tornar escritora. Mas hoje, depois daquelas raivas que a gente passa
na vida, comecei a me questionar pra quê.

Não cheguei
a uma resposta única nem completa, mas para tentar entender precisei voltar no
tempo. A Lavínia de 11 anos, que começava a escrever seu primeiro livro e não
tinha a menor noção de como aquilo mudaria sua vida, talvez dissesse que era
uma brincadeira. Escrevia para comandar personagens, criar enredos românticos,
definir rumos…

A
Lavínia de 14 já buscava desafios: queria falar sobre representatividade mesmo
que não conhecesse a palavra ainda, queria colocar pitadas de mistério e
aventura mesmo que até então tivesse ficado só nos romances, queria pesquisar,
conhecer o mundo e colocá-lo nas histórias.

A de 17
já tinha focos mais profissionais depois de ter sido publicada. Queria crescer
como escritora, divulgar o trabalho, melhorar a escrita e ter cada vez mais
contato com os leitores que começava a arrebanhar.

E a de
hoje, a Lavínia de 20? É irônico, mas tenho a sensação de que sou minha versão
mais fantasiosa de todas. Escrevo para chegar aonde não consigo fisicamente,
escrevo para tentar mudar alguma coisa, por menor que seja, da nossa realidade,
escrevo para organizar melhor em palavras o que não sai na fala. É mais que um
trabalho ou uma diversão, é uma necessidade.

Amanhã
talvez minha resposta mude, mas esse foi o sentido que encontrei para o meu
ofício hoje. A escrita me move, renova minhas energias, e ter refeito minha
trajetória me deu impulso para continuar acreditando.

Fica o
convite para a reflexão, queridos leitores: o que te move? Por que você
continua fazendo aquela atividade que ocupa tanto sua vida?

Talvez
você encontre razões mais especiais do que imagina, e sua empreitada ganhe mais
sentido.

Boa
sorte!
19 abr, 2018

[RESENHA] As Sobreviventes



Oi gente! Hoje vim falar com vocês sobre o thriller psicológico As Sobreviventes do autor Riley Sager e lançado no ano passado pela Editora Gutemberg. Então para conferir a minha opinião continue lendo este post!




As Sobreviventes conta a história de Quincey Carpenter, uma das três Garotas Remanescentes, nome dado pela mídia as mulheres que sobreviveram a massacres em anos diferentes, mas que possuem em comum o fato de só estarem vivas por pura força de vontade. Há apenas uma diferença entre Quincey e as outras duas vítimas anteriores: ela não se lembra dos acontecimentos daquela terrível noite. Existe apenas um branco em sua memória quando o assunto é o Massacre do Chalé Pine.


Quincey tenta levar a vida normalmente, ou pelo menos tão normal como alguém com o seu passado consegue: vive em um apartamento em Nova Iorque, tem um blog sobre confeitaria e um namorado, Jeff, que pode ou não pedi-la em casamento em breve. Tudo parece incrivelmente mundano na sua vida, mas quando Coop, o policial que a salvou liga e fala que eles precisam se encontrar, Quinn sabe que tem algo errado.


É assim que ela descobre que Lisa, a primeira mulher a ganhar o apelido de Garota Remanescente, cometeu suicídio. Mas isso não faz sentido, não com a postura de Lisa perante ao que aconteceu e definitivamente ela não faria aquilo usando uma faca (objeto com o qual seu agressor quase a matou anos antes!). Tudo faz ainda menos sentido quando, ao checar seu e-mail, Quincey encontra uma mensagem da mulher dizendo que precisava muito conversar com ela. Apenas uma hora antes do suicídio.


Mesmo não sendo mais tão próxima de Lisa, Quinn sente muito a morte dela, mas não há tempo para reagir a isto pois Samantha, outra Garota Remanescente, que havia desaparecido há anos, simplesmente aparece na sua porta sem qualquer explicação aparente. As coisas são bastante estranhas, mas a presença de Sam promete perturbar as coisas para Quincey e Jeff e agitar memórias perturbadoras para a jovem mulher. Quanto a aproximação das duas pode revelar coisas enterradas no passado?


Não sei se já li um thriller do qual gostasse tanto, que me surpreendesse desde o início. Talvez seja por que eu não leia tanta coisa dentro do gênero? Talvez, mas tenho para mim que As Sobreviventes me agradaria ainda que já tivesse lido incontáveis outras obras de suspense/thriller psicológico porque o que me deixou vidrada no livro foi a forma como a Riley Sager conduziu a trama até chegar em um final absolutamente impensável.


A narrativa é bem interessante e oscila entre o ponto de vista em primeira pessoa de Quincey que acontece no presente e a noite do Massacre no Chalé Pine, narrado em terceira pessoa e de acordo com a marcação das horas que se passam desde que eles chegaram ao local. É bem interessante ter a perspectiva daquela noite porque vamos entendendo um pouco melhor os rumos da história e como a comemoração de um aniversário de uma amiga acaba se tornando a pior noite da vida da Quinn. 


Infelizmente eu não posso dizer que o final foi surpreendente para mim porque levei um lindo, enorme e desnecessário spoiler quando estava lendo e não tive aquela sensação (que deve ser maravilhosa!) de finalmente saber o que realmente tinha acontecido naquela noite, mas posso dizer que se não fosse isso eu jamais teria descoberto o final do livro. Mesmo assim o livro foi memorável e os “caminhos” até a conclusão (mesmo sabendo qual seria) foram absolutamente incríveis para mim.


O livro tem folhas amarelas e uma diagramação bem simples, o que eu honestamente prefiro. Não gosto de artes muito complexas na parte interna do livro porque acabam me incomodando. A capa é incrível e tem tudo a ver com a história, logo que se entende um pouco o que aconteceu no Chalé Pine ela faz total sentido.


Por fim preciso dizer que Riley Sager criou personagens bem complexas, com personalidades e caráteres únicos. Mesmo personagens que aparentemente são secundários são absolutamente bem desenvolvidos e relevantes para o desenvolvimento da trama. Isso realmente me conquista em uma obra e é por este motivo que As Sobreviventes já figura como uma das melhores leituras deste ano para mim!





Título: As Sobreviventes  Páginas: 336 | Autor: Riley Sager  
Tradutor:  Marcelo Hauck  | Editora: Gutemberg | Ano: 2017
17 abr, 2018

[RESENHA] The Enforcers #1: Submissa

Oi gente! Hoje vim contar para vocês a minha opinião sobre Submissa, primeiro livro da série The Endorcers, da Maya Banks e lançado no ano passado pela Editora Gutenberg, uma das minhas leituras deste mês. Então continue lendo para saber mais.



Evangeline é uma jovem de vinte e três anos que foi humilhada por seu ex, ele a enganou para leva-la para a cama e, em seguida, a dispensou. Isso já seria o suficiente para abalar a autoconfiança de mulheres muito mais seguras que ela, mas o fato de ter escolhido Eddie para ser o seu primeiro torna tudo ainda pior. Então Evangeline é convencida pelas amigas Nikki, Lana e Steph a ir para a badalada Impulse, onde o canalha do ex sempre vai para conseguir mulheres, e mostrar que estava bem e que ele foi um babaca e perdeu um mulherão.


Assim que entra pelas portas da boate, Evangeline chama a atenção de Drake Donavan, na verdade ele nunca viu uma mulher mais bela e que, ao mesmo tempo, exalasse tamanha inocência, o que só torna a sua presença na Impulse ainda mais estranha. No momento em que é agredida por um homem (que mais tarde ele descobre ser o cretino do ex dela!) um lado protetor do, até então, homem sem coração é despertado e seu sangue ferve. Agredir uma mulher não é correto, um anjo como aquele então…



Evangeline é levada até Drake e a noite acaba tomando rumos que jamais poderia ter imaginado e é escoltada para casa por um dos homens de Drake, Maddox (o qual, aliás, é muito gentil com ela!), com a promessa de que ele voltaria no dia seguinte para leva-la até ele as sete da noite o que claro a faz evitar a qualquer custo seu apartamento e ir ainda mais cedo para o pub onde trabalha para poder enviar o máximo de dinheiro possível para os pais. Acontece que ao sair do bar as quatro da manhã ela tem uma grande surpresa: Maddox a esperando para levar a jovem até o patrão e deixa muito claro que Drake não está acostumado a esperar e que não gosta nem um pouco de atrasos.



Ao se encontrar com ele as coisas esquentam muito rápido e Evangeline tem de encarar um homem com uma vontade de ferro e sem qualquer remorso de usar todas as armas ao seu alcance para conseguir o que deseja e, até aquele momento momento, Drake nunca desejou nada como desejava aquela jovem mulher. Ao final da madrugada a jovem está indo para o apartamento dele, para morar com Drake. Também não trabalharia mais no pub e ele seria o responsável por se certificar que tivesse conforto e que os recursos apropriados seriam enviados aos pais de Evangeline, acima de tudo ele quer cuidar dela em troca de ter toda a sua confiança e submissão.



Assim que descobre Steph, uma de suas melhores amigas, tenta colocar juízo na cabeça de Evangeline apontando que é absolutamente cedo para que ela se envolva tanto assim com outra pessoa sendo que ela acabou de se machucar emocionalmente e só conhece Drake a algumas horas, mas ela já decidiu que vai ficar com Drake e experimentar quais prazeres um homem tão deslumbrante e dominador pode lhe oferecer, mas ao escolher ficar com ele e adentrar aquele mundo Evangeline pode tomar um caminho sem volta e perder as amigas para sempre.



Vou confessar que estava bastante curiosa sobre essa série, especialmente por tratar da relação entre Dominador/Submissa de maneira bem aberta, mas honestamente fiquei bastante incomodada com alguns pontos da história. Se por um lado Drake é uma força da natureza, impondo a sua vontade de maneira implacável, Evangeline por sua vez é a submissa perfeita, uma vez que praticamente nunca tenta discutir e quando o faz se sente mal e é pelos motivos mais ridículos possíveis.



O fato de ela ir morar com ele depois de vinte e quatro horas também me deixou bem desconfortável e eu fiquei pensando: “VOCÊ É LOUCA MINHA FILHA?”, pelo que Evangeline sabia, Drake poderia muito bem ser um serial killer! Então, sinto muito, mas não engoli essa parte da história. De verdade? Esperava que a Maya Banks trabalhasse um pouco melhor o relacionamento dos dois e antes de chegar nesta parte. 



A personalidade de Evangeline também me incomodou, apresentada como alguém que é auto-suficiente e independente, que trabalha desde muito nova para sustentar os pais e ela coloca tudo isso em risco quando decide acreditar em promessas feitas por Drake, as quais podem ser quebradas muito facilmente. O fato de ela escolher discutir quando era algo insignificante e, depois ainda se sentindo culpada por tê-lo feito, deixando as coisas importantes passarem também não contou a favor de Evangeline.


Por outro lado, tentei manter a mente aberta para o fato de se tratar de uma relação diferente do que eu estou acostumada, já que a dinâmica que se espera entre um Dominador e sua Submissa é justamente esta. Então, tendo isso em vista, achei que as personalidades dos personagens condizem bem com a proposta do livro até certo ponto, mas cheguei a certo momento da história que simplesmente não conseguia ver a diferença entre a relação de um dominador com sua submissa de um relacionamento abusivo.



As cenas eróticas são absolutamente bem escritas, algo que pra quem lê Maya Banks não é surpresa nenhuma, mas uma cena em especial deste livro me deixou meio bastante surpresa, mas não vou dar spoiler. Só digo que se decidir ler Submissa pode encontrar algumas coisas bem diferentes nas páginas.



A edição da Gutemberg está um capricho, com páginas amarelas e uma diagramação bem simples e confortável somada à fluidez da narrativa fez com que eu terminasse em dois dias esta leitura. Apesar de o livro possuir alguns errinhos de português não é nada que transforme a leitura em algo impossível ou que incomode de verdade.



Bom, eu acredito que romances eróticos são de muita importância para que a mulher possa desenvolver melhor sua sexualidade, descobrir o que pode ou não tentar na vida real e personagens como Evangeline têm sim seu mérito ao trazer alguém tímida e retraída para que mulheres com essas características possam se identificar com a personagem, mas confesso que não curto muito quando os romances são com esse tipo de protagonista porque raramente consigo me sentir ligada a elas.



Eu gostaria de deixar claro que apesar de ter revirado os olhos para muitas atitudes do casal, o final do livro foi interessante o suficiente para eu solicitar Dominada, o segundo volume da série The Enforcers, que promete revelações bastante esperadas por mim e este é o principal motivo de estar bem curiosa sobre ele.











Título: Submissa Série: The Enforcers Páginas: 321 | Autora: Maya Banks
Tradutora:  Isabela Noronha  | Editora: Gutemberg | Ano: 2017
15 abr, 2018

[AUTOR DO MÊS] Entrevista com Lavínia Rocha

Oi gente! Continuando com a coluna do Autor do
Mês (se você perdeu os outros posts de autor do mês é só clicar aqui) que esse mês conta com a participação da incrível Lavínia
Rocha e trouxemos uma entrevista para que vocês possam conhecê-la melhor!

1- Oi
Lavínia, tudo bem? É um prazer ter você como nossa autora do mês. Então conta
pra gente como foi publicar um livro tão nova?
Oi! Tudo ótimo! Estou muito honrada de poder participar de
um projeto tão bacana!
Bem, nunca imaginei me tornar escritora, sabe? Fico
brincando que fui empurrada por uma prima, uma amiga e minha mãe. As três leram
Um amor em Barcelona e começaram a insistir para que eu seguisse o caminho de
escritora, e foi assim, com o apoio dessas mulheres incríveis, que acabei
publicando meu primeiro livro aos 13.
2- Como
foi escrever sobre uma personagem com deficiência visual?
Foi um baita desafio que envolveu muita pesquisa. Busquei
sites, blogs pessoais, vídeos, curtas, filmes… Tudo que pudesse acrescentar
na construção da Cecília. Fico satisfeita de receber feedbacks positivos de
pessoas cegas ou que convivem com alguém que seja.
3- Tem
algum personagem dos seus livros ao qual seja muito apegada?
Adoro todas, mas a Lisa (de Entre 3 Mundos) tem um lugarzinho
especial em meu coração. Ela é minha primeira protagonista negra, e tem
características físicas parecidas com as minhas propositalmente. Meu sonho era
ver minha cor e meu cabelo representados na capa de um livro, e consegui isso
ao dar vida a esta personagem, por isso acho que acabo puxando saco para a
trilogia.
4- Como
foi sair de histórias mais reais para um mundo de fantasia?
Foi ótimo! Me descobri na fantasia! Sério, foi tão divertido
me aventurar no novo gênero, que pretendo explorar mais esse tipo de narrativa.
Vamos ver aonde vai dar, haha!
5-
Existe algum personagem seu que você quisesse muito matar, mas que por conta do
desenvolvimento da estória você teve que manter?
Hmmm, não consigo pensar em nenhum. Odeio mortes, então
sempre escolho outras alternativas, haha!
6- Você
tem algum tipo de ritual para escrever? Tipo escutar música ou algo do tipo?
Nada especial, só busco um lugar com silêncio e que me
permita concentrar. Também deixo sempre um dicionário de sinônimos aberto para
usar.
7- Como
você se sentiu quando De Olhos Fechados foi publicado em braile?
Foi uma alegria sem fim! Tornar acessível um livro com uma
protagonista cega foi algo muito significativo, e ainda quero ver os outros
nesse formato também!
8- Você
tem algum (a) autor (a) e gênero favoritos? Conta pra gente!
Cada dia descubro mais referências haha. Meus infantojuvenis
preferidos são Pedro Bandeira, Paula Pimenta e Thalita Rebouças. Há algum tempo
me aventurei pela literatura jovem-adulta da Carina Rissi, da Marina Carvalho e
da Julia Quinn e me encantei! Hoje tenho buscado referências negras, de modo
que estou cada dia mais apaixonada e sendo inspirada por Chimamanda Ngozi
Adichie, Conceição Evaristo e Djamila Ribeiro.
9-
Agora uma pergunta muito importante: tem novidades vindo por aí?
Sim! Tenho trabalhado muito para publicar o terceiro da
trilogia Entre 3 Mundos o mais rápido possível! Também tem um outro projeto em
andamento, que infelizmente ainda não tenho permissão para contar muita coisa,
mas vai envolver um tema que considero muito importante e vou ter a
oportunidade de compartilhar com autoras por quem tenho muita admiração!
10- Há
algum tema sobre o qual você queira muito escrever e não se sinta preparada
ainda ou que seja o momento?
Como estudante de História, o tempo todo estou sendo
inspirada a escrever um romance histórico. Várias coisas já passaram pela minha
cabeça, mas também sinto que ainda não é o momento. Espero que um dia dê certo!
11- Você
fez um intercâmbio por agora, existe a possibilidade de vir por aí uma história
inspirada nesta experiência?
Juro que pensei nisso! Foi uma experiência incrível que me
permitiu conhecer pessoas e lugares maravilhosos! É mais uma ideia para a
extensa listinha… haha.
12- Muito
obrigada por conceder essa entrevista. Ficamos muito felizes em saber um pouco
mais sobre você. Agora, pra finalizar, como é a sua relação com seus leitores?
Minha relação é ótima! Estamos sempre em contato pelas redes
sociais, seja pelo Instagram, Facebook, E-mail ou Canal! Mas um dos momentos
mais próximos é quando tenho a oportunidade de palestrar em suas escolas, adoro
muito! É quando vejo como eles recebem meu trabalho, do que gostam, o que
querem para futuros projetos, como discutem os temas que abordo nos livros… E
é a melhor maneira de ganhar forças para continuar!
Eu que agradeço pelo interesse e carinho, adorei participar!
<3
E


Esperamos que tenham gostado da entrevista com a Lavínia pessoal! Para saber mais sobre ela basta clicar aqui para ver o post anterior! E esperamos vocês na semana que vem para conferir o conteúdo exclusivo que a Lavínia preparou!
12 abr, 2018

[RESENHA] Justin

Oi gente! Hoje vou contar para vocês as minhas impressões sobre a graphic novel Justin escrita pela Gauthier e que foi lançada no mês passado pela Editora Nemo e já adianto que esta é uma das resenhas mais difíceis que escrevi nos últimos tempos porque o livro é tão lindo e sensível que não sei se fui capaz de transmitir tudo que gostaria.




Justin nasceu Justine, ele é um garoto aprisionado no corpo de uma garota. Ele sabe exatamente quando se deu conta disso, mas as pessoas à sua volta (especialmente a mãe!) não sabem como lidar exatamente como lidar com isso.

Desde jovem ele é atacado por não conseguir se ver como uma menina, sofrendo violência na escola ainda criança e bullying quando está no ensino médio. Todos apontam que ele é “sapatão” e em função deste tipo de comentário, já adulto, ele tem sua primeira experiência com uma mulher, Joëlle é assumidamente lésbica, mas a experiência com ela não o deixa Justine contente pois o seu corpo ainda é uma questão destoante. Assim os dois se tornam amigas e é ela quem aponta pela primeira vez que Justine é, na verdade Justin. Um garoto nascido no corpo de uma garota. Um transsexual.

A revelação o choca, mas ao mesmo tempo faz todo sentido. Ele sempre se sentiu desconfortável com a imagem refletida no espelho, com seu próprio corpo, nunca gostou de nada do mundo feminino. Como pode não ter percebido isto antes? Mas algumas coisas acontecem e ele acha melhor tentar se encaixar, tentar ser Justine, tentar ser uma garota, mas isso o deixa absolutamente infeliz.


Quando se muda para Paris e começa a sua transição de ver o quanto isso o faz bem, sem amarras, sem ter que dar justificativas sobrem quem é ele realmente se torna Justin. Para completar o processo ele que seu corpo seja compatível com aquilo que realmente é e então ele busca ajuda de psiquiatras para iniciar o processo de mudança de sexo, mas todos parecem estarem de acordo que o que ele sente não é normal. Até que ele encontra alguém que finalmente o ajuda a se tornar Justin por fora também.


Quando fiz o post de lançamentos de março (você pode conferir clicando aqui) de cara fiquei bastante interessada em Justin por ser uma graphic novel que fala sobre transgêneros, nunca tinha lido nada onde o personagem principal fosse trans então a experiência com este livro foi bastante forte.


Justin foi uma leitura muito rápida, devo ter lido em menos de quinze minutos, mas não por esse motivo menos sensível. Tudo pelo que o protagonista passa é narrado com extrema delicadeza e isso me envolveu bastante. Some a isso ilustrações poderosas e um livro fino e então você entenderá porque eu devorei a história tão rapidamente.


As ilustrações foram feitas para emocionar, toda a jornada de Justin para ser reconhecido como ele se via é, de fato, inspiradora o que me leva ao ponto seguinte: faltam obras como esta no mercado! Obras que promovam reflexão acerca do que o outro está passando e que provoquem empatia em quem está lendo. Não é possível ler uma graphic novel como Justin e simplesmente ignorar toda a dor que uma pessoa trans passa durante boa parte de sua vida.






O trabalho da Editora Nemo está impecável, nenhuma surpresa aí. Sem qualquer erro, o texto está perfeito. As folhas são brancas, o que não é problema para mim no caso de graphic novels e acredito também já ter deixado claro que as ilustrações são lindas e trazem muita carga dramática para a narrativa, mas se ainda não confiam em mim é só repararem nas imagens do post.


Eu realmente recomendo a leitura para todo mundo, Justin é uma narrativa sensível e emocionante sobre um problema que a maioria (se não todas!) as pessoas trans passam e, por esse motivo, acredito que seja uma obra de extremo valor social.











Título: Justin Páginas: 104 |Autora: Gauthier 
 Tradutor:  Fernando Scheibe  Editora: Nemo | Ano: 2018
10 abr, 2018

[RESENHA] Lessons In Love #1: Como Se Vingar De Um Cretino



Oi gente! Hoje vim contar para vocês as minhas impressões sobre o livro Como Se Vingar De Um Cretino da Suzanne Enoch e que foi lançado no mês de março pela Editora Harlequin


Lady Georgiana Halley é a herdeira de uma fortuna enorme e de uma beleza inconcebível o que lhe garante pedidos de casamento semanais de todos os homens de seu círculo social, mas ela não aceita e aos vinte quatro anos ninguém entende porque a jovem dama está a caminho de se tornar uma solteirona.

O Visconde de Dare por outro lado está em uma situação complicada, depois da morte do pai, Tristan percebeu que estavam à beira da falência e agora, aos trinta anos, busca uma herdeira com quem possa se casar e salvar sua família. Claro que lady Georgiana seria uma ótima (talvez a melhor!) opção, mas os dois compartilham um segredo em seus passados que torna a convivência no presente impossível e, por isso, ele volta seu charme para Amelia Johns, uma debutante de dezoito anos, rica e aparentemente manipulável. A escolha perfeita.


Depois de uma notícia sobre o mau comportamento do Visconde de Dare, Georgie e suas amigas, Evelyn e Lucinda, decidem que vão, cada uma, ensinar uma lição a um cavalheiro diferente sobre como deve se tratar uma dama e assim, o escolhido de Georgie é o incorrigível Tristan, quem mais merece aprender uma lição senão aquele que inspirou a ideia?



Ao maquinar seu plano ela percebe que tem de ficar o mais próxima possível do visconde, por isso, quando descobre que a tia Mili de Tristan está acamada, a garota não perde tempo e oferece seus préstimos para cuidar da solteirona. Ela aceita imediatamente e, como Georgie mora com a tia, uma duquesa viúva que não precisa mais de sua companhia desde que o filho se casou, ninguém tenta impedi-la de ir se hospedar na casa do Visconde de Dare por um tempo, para ajudar sua adorável tia, claro.



Tristan desconfia logo das intenções que levaram lady Georgiana à se hospedar em sua casa, mas como negar ajuda a sua tia Mili e companhia feminina à tia Edwina? Além do mais ele tem algo maior e mais importante com que se preocupar: o futuro de toda a sua família. Mesmo assim o visconde decide que vai dar um jeito de descobrir os planos da moça.



Os dias se passam e Tristan continua sem entender as motivações de Georgie e sua interação com a família se torna cada vez maior e até Bit, seu irmão traumatizado, parece ganhar um pouco mais de vida perto dela. Bradshaw, Andrew e Edward, seus outros irmãos, também a adoram e parecem não compreender o motivo de Dare a detestar.



Georgiana por sua vez não consegue crer que o libertino sem coração que conhece pode ser tão amável com os membros da sua família. As linhas que se colocou quando decidiu ensinar uma lição à Tristan começam a ficar borradas e isso pode ser um caminho sem volta.



Para quem acompanha o Instagram do site (@paraisoliterario, segue lá!) sabe que fiquei bastante envolvida com a história da Georgie e do Tristan. Adoro livros onde o casal principal tem uma relação de gato e rato. Sempre me me divirto com as discussões acaloradas que esse tipo de casal gera.



Georgiana está muito à frente de seu tempo. Não aceita que a tratem com menos do que um respeito absoluto, não aceita pedidos de casamentos motivados por falsa afeição ou mesmo interesse em seu dote e, de jeito nenhum, se submete a qualquer coisa que não seja de sua vontade.



Tristan é ambíguo, ao mesmo tempo que é um canalha com as mulheres, também é extremamente cuidadoso com as tias e os irmãos. Mesmo com Georgie ele acaba tendo momentos bastante carinhosos, mas trata Amelia sem nenhuma cortesia e ela deveria se tornar sua futura noiva.


Há personagens pelos quais me encantei, Bit, o irmão do meio (se não me engano), possui um trauma muito grande que só é revelado superficialmente no fim da história e eu gostaria de saber mais sobre ele. Tem também o jovem Edward, que é apenas uma criança de oito ou nove anos, e que me conquistou. 



As tias Mili e Edwina são sensacionais. Bradshaw aparece bem pouco e Andrew é pouco mais que uma mobília para a trama. Frederia, a duquesa viúva, tem seus momentos assim como seu filho. E por falar no filho da duquesa… Tive a impressão de que há um livro dele, mas ainda não pesquisei a respeito. Se você souber por favor me conte nos comentários.


Adoro a capa de Como Se Vingar De Um Cretino, sem dúvida a melhor decisão da Harlequin foi muda-la. A diagramação simples somada às folhas amarelas tornam a leitura bastante confortável tanto que consegui terminar o livro em apenas um dia. Sim, achei o livro bem viciante!



O primeiro volume da trilogia Lessons In Love foi uma leitura rápida e divertida e muito recomendada se você deseja uma história leve e fluida que lhe arranque algumas risadas e suspiros não pode deixar de ler Como se Vingar de um Cretino.






Título: Como Se Vingar De Um Cretino Série: Lessons In Love Páginas: 288 
Autora: Suzanne Enoch Tradutora:  Thalita Uba  Editora: Harlequin | Ano: 2018