Posts arquivados em Mês: maio 2018

29 maio, 2018

[RESENHA] The Travis Family #3: A Busca

Oi gente! Hoje vamos falar um pouquinho sobre o romance A Busca, da Lisa Kleypas que foi lançado recentemente pela Editora Gutenberg. Então continue lendo este post para saber mais sobre esta história.

Hannah é uma mulher independente que ajuda outras pessoas (em geral mulheres!) a lidarem com as complicações de suas respectivas vidas amorosas com sua coluna intitulada Srta. Independente em uma revista. Mas sabem aquele velho ditado: casa de ferreiro…
Quando a irmã mais nova de Hannah, Tara,  desaparece pelo mundo e deixa um bebê, Luke, com a desastrosa mãe das duas, ela se vê sem qualquer outra saída que não seja pegar a criança e cuidar dela até que sua irmã inconsequente apareça. Se ela pelo menos soubesse quem é o pai poderia se livrar dessa obrigação é retornar para sua casa e seu namorado, Dave.
Acontece que nada disso parece fácil, Dave não quer Luke em casa, sua mãe também não, o paradeiro de Tara é desconhecido assim como o nome do pai do bebê. Quando uma pista sobre um possível pai surge, Hannah vai atrás e isto a leva até Jack Travis, filho de um dos homens mais ricos e poderosos do Taxas e um homem bastante orgulhoso, ele alega que é absolutamente impossível que seja o pai da criança, mas como Hannah está resoluta, ele decidi fazer um teste de DNA.

Acontece que não apenas Hannah começa a se importar com Luke, como também com Jack e sua relação com Dave vai se desgastando com a distância. As coisas ficam cada vez mais confusas quando eles começam a seguir postas sobre a paternidade da criança enquanto Jack se torna uma presença constante em sua vida. Os limites que Hannah se colocou ao longo de toda a vida ficam turvos e ela precisa decidir se quer correr certos riscos que podem acabar partindo o seu coração.
Eu amo os romances de época da Lisa, mas nunca tinha lido nada contemporâneo da autora o que me deixou bastante receosa em relação a essa trama, mas acontece que aparentemente essa mulher consegue conquistar o meu coração com seus livros e não importa em que tempo suas tramas se passem. 
Hannah é uma personagem com a qual me identifiquei muito rápido em função de algumas opiniões que com certeza compartilhamos. Além disso ela é uma personagem correta, forte, íntegra e mesmo assim ainda possui seus momentos de inseguranças e incertezas, mas ela não deixa que isso a consuma. Para ser bem honesta eu não gostei tanto assim do Jack ou do Dave, mas com certeza um é o exato oposto do outro em termos do que esperam de um relacionamento e isso foi bastante legal de se ver.
Sem dúvida o ponto alto desse livro foi ver a Hannah se tornar cada vez mais envolvida com esse bebê e vivenciar as experiências da maternidade que a aterrorizavam e crescer com isso. Foi impossível certo pronto para que a Tara nunca mais voltasse e deixasse Luke com a tia. A questão da paternidade do garotinho também é bem trabalhada dentro do livro e acabei fazendo algumas reflexões bem pessoais sobre o assunto.

Não sei se gosto ou não desta cama, mas adoro a diagramação simples que somada às páginas amareladas tornam a leitura bem confortável. Não encontrei nenhum erro de revisão no livro também, o que é outro ponto absolutamente a favor da obra e desta edição.

A Busca foi uma ótima leitura. Leve e divertida, mas com alguns assuntos que nos fazem refletir, este é um livro para quem deseja se divertir, relaxar e suspirar um pouco com cenas bastante fofas.
27 maio, 2018

[AUTOR DO MÊS] Book Talk com Larissa Siriani

Oi gente! Hoje encerramos o conteúdo do autor do mês de Maio! Foi simplesmente INCRÍVEL  o Book Talk e esperamos que vocês aproveitem tanto quanto nos!! Então vem conferir esse book talk e ver o que a Larissa Siriani contou pra gente!


APERTA O PLAY!

Como a Lari tem obras com diversos temas e em diversos gêneros, de YA a Fantasia e Romances de Época, e como ela sempre nos trás personagens APAIXONANTES e INSPIRADORAS, optamos então por explorar um pouquinho este lado dela e o tema escolhido para book talk foi: O Empoderamento Feminino na Literatura. Só que para não perder nossa fama de golpistas (já admitimos, e aceitamos esta culpa) falamos também sobre diversos outros assuntos como: bullying, liberdade de escrita, romantização de relacionamentos tóxicos e obviamente sobre novos projetos Sabemos que ficou grandinho (sim, estamos sendo educadas) mas não deixem de ouvir até o final porque ficou realmente incrível!



OUTROS CONTEÚDOS:

O book talk foi o último post da nossa coluna Autor do Mês, então se você perdeu alguma coisa e quer saber o que já saiu basta clicar nos links abaixo!
 
ENTREVISTA 

Nós gostaríamos muito de agradecer a Lari por ter sido tão incrivelmente maravilhosa durante todo o mês! E por ter confiado em nós para a publicação de conteúdos tão incríveis  . Para saber quem é será o nosso autor ou autora do mês de Junho escute todo o podcast!
24 maio, 2018

[GEMINIANO] MÃES DE CADA SINGO



Hello, pequenos astros.

Olha, os taurinos que me perdoem,
mas graças a Deus que o Sol entrou em Gêmeos. Que signo não é meninxs? Não é
porque pertenço a ele, mas por favor, somos muito amorzinhos (só que não).
Brincadeiras a parte, a era da dualidade começou. Preparem-se para muita
mudança de humor, coisas inacabadas, e milhões de outras coisas (paranoias, às
vezes) passando pelas nossas cabeças. Aproveitem também esse tempo para
praticar o desapego daquilo que não está te acrescentando mais nada, e que no
final, pode deixar sua vida e o seu ser bem mais leve.

Conselhos dados, vamos ao post
então? Mais uma vez fiquei matutando sobre o que falaria esse mês, e a Aninha
(maravilhosa como é) veio com uma ideia sensacional. Aproveitando que esse é o
mês das mães, nada melhor do que trazer para vocês personagens (filmes, séries,
livros) de cada signo, mostrando a essência de cada uma, e talvez, dando um
vislumbre de como você será como mãe. Essa não é uma ciência exata, obviamente,
já que um mapa tem muitas variáveis, mas prometo dar o meu melhor. 

Só aquele aviso básico de que
daqui para frente não garanto post sem spoilers, então continue por sua conta e
risco.

ÁRIES – ALICIA FLORRICK

As
mães deste signo tendem a encarar a maternidade com uma visão bem prática e
até objetiva. Não tem muito medo de ser a vilã nas situações em que precisa
dizer não, e a qualquer custo, prepara os filhos pra a vida de adulto sem muitos
mimos ou firulas. É justamente por isso que, ao meu ver, Alicia Florrick se
encaixa muito bem aqui. Não preciso nem relembrar o inferno que ela passou no
início da temporada de The Good Wife, por causa das coisas que o marido
aprontou, mas fica claro que a partir daquele momento que é ela quem tem que cuidar
dos filhos. Uma das melhores coisas do inicio da série, é como vemos as nuances
da personagem sendo construídas com relação aos filhos, e isso se estende por
todo o decorrer da série. Alicia é destemida, vai a luta, não deixa a peteca
cair e cuida dos filhos sempre buscando prepara-los para qualquer coisa que
venha a seguir.

TOURO
– MOLLY WEASLEY
 

Molly é aquele mãezona que cuida
dos filhos e da família, colocando-os como prioridade. Preza por mantê-los bem
alimentados (até mesmo quem não é filho dela), seguros, e também não tem receio
de repreender (às vezes exageradamente?) quando se faz necessário. Assim como
as mães deste signo, por fora aparentam ser uma rocha, que tudo aguenta, mas
por dentro tem um coração mole, e que está cheio de amor para demonstrar, do
seu jeito é claro. Muitas vezes as mães taurinas podem ser excessivas nos
cuidados, mas isso porque a maternidade lhes trás, de certa forma, um senso de
responsabilidade diferente do que se vê em outros signos (não estou querendo
dizer que é certo ou errado, é apenas uma comparação). Se essa mãe tiver um
ascendente em Escorpião, por exemplo, prepare para sofrer fortes consequências
se mexer com a família dela.

GÊMEOS – ROCHELLE

Vocês querem uma mãe louca? Estou
dando uma para vocês. Rochelle tem tantas características de uma mãe geminiana,
que é até difícil saber por onde começar. No entanto, eu acho que uma das
coisas principais, é o fato da mãe geminiana conseguir ser mais de uma. Às
vezes está amorosa, às vezes irritada. Às vezes paciente, outras querendo matar
quem vê pela frente. Mas se tem algo que, assim como uma mãe geminiana,
Rochelle sabe fazer como ninguém, é farejar quando seus pimpolhos estão
mentindo, ou aprontaram alguma travessura. Para um filho enganar uma mãe
geminiana, ele tem que cortar um dobrado, porque ela sente até quando o
abençoado está pensando em fazer alguma coisa. E olha, não recomendo mentir
para mães geminianas, primeiro porque não adianta, segundo porque a coisa vai
ficar bem feia depois para o seu lado (corre para as colinas, que a chibata vem
aí).



CÂNCER – SRA. WOLOWITZ

Aqui nós temos a mãe que mais
mima no zodíaco, e o reflexo disso é que muitas vezes elas dão para o mundo
filhos mimados, ou que gostam das coisas exatamente do seu jeito (ou do jeito
que a mãe sempre fez). Quem melhor para representar o signo do que a Sra. Wolowitz?
Ela é uma personagem tão bem construída, que não precisou aparecer fisicamente
em nenhum episódio para a gente perceber como ela cuida excessivamente do Howard.
Assim como ela, as mães cancerianas gostam desse vínculo que chega à dependência
com os filhos, e quando sente que está sendo deixada de lado, isso a deixa
tristonha. Isso acontece porque tem um instituindo maternal forte, que na
grande maioria das vezes chega a sufocar.

LEÃO – MAYA LEWIS

Aqui nós temos um paradoxo. A mãe
leonina é aquela que não sufoca os filhos, procura criá-los para viver no mundo
da melhor forma, e sempre lembrando a ele o quanto ele pode ser independente. Essa
criação geralmente não é regada a muitos carinhos, o que pode passar certo ar
de descaso, pois algumas vezes elas podem tender a pensar mais em si mesmas.
Maya, mãe de Olivia Pope, é exatamente essa mulher. No entanto meus queridos, em
hipótese alguma vocês mexam com os filhos dela, porque ela sabe ser uma leoa, e
não vai pensar duas vezes em proteger suas crias. Note o que Maya faz ao longo
de suas participações em Scandal, principalmente na sexta temporada, e vocês
entenderão do que estou falando.

VIRGEM – HERMIONE GRANGER

 Já sei o que vocês vão falar, que
nem deu tempo de ver Hermione sendo mãe para eu tirar as minhas conclusões, mas
peguem a pipoca, porque vou explicar porque cheguei a essa conclusão. As mães virginianas,
como não poderia deixar de ser, prezam muito pela intelectualidade, justamente
por ser uma das coisas que mais preza na vida. Além disso, os filhos dessas
mulheres tendem a ter um senso moral, de justiça e ética bastante consolidados
(claro que às vezes alguns destoam), porque o minimalismo das mulheres deste signo,
se intensifica após a maternidade. É, ou não é a mãe que a gente vê Hermione
sendo depois de lermos todos os sete livros de Harry Potter? Não espere também
por muito carinho e mimos vindo desta mãe, ela é geralmente bastante direta e
objetiva.

LIBRA – ARIZONA ROBBINS

 
As mulheres de Libra tendem a ter
um instinto familiar muito forte. Em grande maioria, tudo o que querem é ter
alguém e construir uma família, e que essa família permaneça sempre junta e
unida. Se você está em dia com os episódios de Grey’s Anatomy, entende muito
bem porque Arizona se encaixa. Lá atrás, nos primeiros anos, ela deixou claro
que Sophia era também sua filha, não somente de Callie. Trouxe para si a
responsabilidade de ser mãe, e de formar uma família. E quando a gente acha que
esse instinto de perdeu, a personagem toma aquela decisão no final da décima
quarta temporada, e priorizando o que? Sim, o melhor para a filha, mesmo que
muitas vezes isso não seja o melhor para si mesmo.

ESCORPIÃO – DONA HERMÍNIA

 
Vocês acharam que ia faltar a mãe
mais brasileira que esse zodíaco poderia ter? De jeito nenhum. Mesmo que não
gostem de admitir, as mães escorpianas não criam seus filhos da melhor forma
possível para vê-los saindo de casa sem que isso lhe traga um sentimento de
desolação total. Como já falamos antes, as pessoas desse signo sentem as coisas
de forma muito mais intensificada, e a maternidade não é diferente. É por isso que,
assim como Dona Hermínia, as mães escorpianas além de estarem fora dos padrões
(e serem cheias de surtos), odeiam ser deixadas de lado, ou serem ignoradas. Mas
elas dão o braço a torcer, e diz que está com saudade? Não meu bem, espera
sentado.

SAGITÁRIO – SANDY HALL

Hello, hello, momento mercham.
Minhas chefes que me desculpem, mas eu não poderia deixar Sandy (do meu livro A
Apanhadora) de fora dessa lista. Nós sabemos que este é o signo oposto e
complementar a Gêmeos, e sabemos que geminianos são muito apegados ao
intelectual também, logo, essa é uma característica forte nos filhos de mães
sagitarianas. Elas adoram que os filhos aprendam coisas novas (sobre diferentes
assuntos), e durante a criação, costumam incentivar bastante tudo isso. E não é
só por isso que Sandy se encaixa aqui. Outra característica forte das mães de
sagitário, é que muitas vezes elas abominam o fato da relação com o filho ser
guiada por imposições, optando pelo diálogo e compreensão. Além disso, elas
também gostam de ver os filhos se tornarem independentes, então estão sempre dando
mais e mais tarefas que no fim, servem para tornar os filhos mais responsáveis.

CAPRICÓRNIO – ELLIS GREY

Ellis está aqui, porque se ela
não for a mãe mais capricorniana existente na ficção, eu não sei quem é. Já
falamos muito sobre como as pessoas desse signo gostam de estabilidade, odeiam
gastar, e tem metas muito fortes na vida. Por isso, é instintivo pensar que as
mãos capricornianas vão sempre esperar que seus filhos sejam simplesmente
excepcionais naquilo que resolverem fazer, justamente porque ao longo da
criação, é isso que elas preparam eles para ser. E depois de tudo que Mer nos
conta nas 14 temporadas existentes de Grey’s Anatomy, fica óbvio como Ellis
sempre esperava mais e mais dela, tanto que uma das frases usadas pela mãe, é
que Mer foi criada para ser excepcional. Seja como for, às vezes de forma dura
até demais, isso deu certo, não é mesmo?

AQUÁRIO – BEVERLY HOFSTADER

“Não criei filho para ser trouxa”,
quem é que nunca ouviu essa frase? Eu poderia muito bem discorrer novamente
sobre como aquarianos tendem a ser frios, e pouco apegados ao emocional, mas
não vou fazer isso. Na verdade, irei dizer um nome: Sra. Hofstader. Sim meus
pequenos astros, a mãe do Leonard é simplesmente a personificação extrema de
uma mãe Aquariana. Ela cria seus filhos para ser os melhores, mas nada com
muito carinho, chamego, passada de mão na cabeça. São extremamente práticas, e
odeia mimar os filhos, com medo de que isso os cause dependentes de alguma
forma. Os filhos dessas mães costumam sair de casa mais cedo, porque desde
sempre independência é algo imposto a eles, assim como Beverly sempre fez com
seu filho.

PEIXES – MARY COOPER

O completo oposto de uma mãe aquariana
é uma mãe pisciana. Elas são pacientes, amorosas, bondosas, gostam de mimar
seus filhos, amam o fato de poder ser mães, e utilizam o diálogo para resolver
todas as coisas, nem que para isso precise mostrar para a cria que ela está
sendo bastante ridícula em certas situações. É ou não é a personificação da Sra.
Cooper? Mas também, vamos concordar, para ter um filho como o Sheldon, só mesmo
tendo toda a paciência e amor que uma pisciana tem a oferecer. Se eu tivesse
que arriscar o motivo de tudo isso não ser excessivo na personagem, eu chutaria
um Sol na casa 3 (de gêmeos), pelo senso de humor e comentários sarcásticos que
ela sempre solta.

Bem, por hoje é isso pequenos astros.
Espero que gostem da coluna desse mês, e que aproveitem bastante esse sol em
gêmeos. Logo ele entra em Câncer, e a gente sai dos surtos de humor, para um
mês regado a muita bad, lágrimas e paranoias.


Beeijos de luz! ;*

22 maio, 2018

[RESENHA] 2.990 Graus

Oi gente! Hoje vamos conversar um pouco sobre o livro 2.990 Graus do Adilson Xavier  (o qual você pode comprar clicando aqui) lançado pela Panda Books que a Oasys Cultural me enviou para resenhar.

Continue lendo

20 maio, 2018

[AUTOR DO MÊS] Conteúdo Exclusivo por Larissa Siriani

Construindo personagens: por
onde começar?
Oi, galera, tudo bem? Eu sou a
Larissa Siriani, e hoje estou invadindo o Paraíso Literário para falar um
pouquinho sobre duas das coisas que eu mais gosto: escrever e bons personagens.
Sou do time que acredita que
bons personagens podem salvar uma história ruim. Se você tem um plot meia-boca, mas têm personagens
incríveis e bem construídos, existem chances de que o leitor goste do seu livro
mesmo assim. E o contrário também vale: histórias incríveis que tenham
personagens sem graça entram facilmente para a lista dos que a gente menos
gosta. Pode confiar!

Isso porque toda história
depende deles, dos personagens. São eles que vão viver quaisquer aventuras que
você quiser, e, principalmente, são eles que ressoam com o público. Nós
gostamos de nos identificar com pessoas, e a maravilha da ficção é isso: você
dá vida a quem só existe nas páginas do livro.

Bom, mas como fazer com que os
personagens saltem das linhas e pareçam mais reais? Não é das tarefas mais
fáceis, mas é possível. Como todas as outras partes do processo criativo, exige
pensamento, trabalho árduo e muita preparação. Então resolvi fazer aqui uma
listinha de itens essenciais (na minha humilde opinião) para a criação de bons
personagens.

Conheça
as motivações
Todos nós somos movidos por
alguma coisa: um sonho, um objetivo, uma crença pessoal. O mesmo vale na
ficção, e saber quais são as motivações do seu personagem ajuda a entender,
prever e respeitar as decisões dele. Por exemplo, pense na Katniss, de Jogos
Vorazes. Ela por si só jamais teria se candidatado como tributo. Mas para
salvar a vida da irmã… Pode-se dizer então que a Prim é a motivação da
Katniss. O que move o seu personagem? A família, a ambição, um grande amor?
Conheça os desejos mais profundos dele e você saberá quais suas motivações.

Construa
um passado para ele
Você certamente já ouviu aquela
máxima de que nós, autores, sabemos muito mais sobre os personagens do que
consta nos livros. E é verdade. Saber sobre o passado de um personagem, sobre
os gostos pessoais dele e tudo que torna ele quem ele é, é essencial. Tire um
tempo para pensar em quem são os pais dele(a), como ele(a) foi criado, do que
gosta, quais experiências boas ou traumáticas viveu. Anote tudo, por mais irrelevante
que pareça. Essas fichas mais tarde podem conter algo importante para a sua
história.


autonomia
Às vezes a gente quer muito que
aconteça algo X, mas a história vai pro lado Y. Isso acontece, em geral, porque
os personagens criam uma vida tão própria que nossos planos já não cabem mais
para quem eles se tornaram — e tudo bem. Respeite a autonomia da sua criação e
deixe eles te guiarem, em vez do contrário. Isso colabora muito para a
verossimilhança, ou seja, para fazer com que a sua história e aqueles que vivem
nela pareçam reais.

Por hoje é isso! Espero que as
dicas tenham sido úteis. Continuem ligados nos posts aqui do Paraíso Literário
porque ainda tem muita coisa boa por vir esse mês!

Beijinhos,
Larissa

17 maio, 2018

[RESENHA] Fifty Shades #2.5: Mais Escuro

Foto por: Lendo e Esmaltando

Oiii seus lindos, voltei para falar para vocês sobre o
segundo livro da saga de Fifty Shades, Mais Escuro, livro este que eu já suspeitava
que viesse (falei isto na resenha de Grey AQUI) e eu estava realmente ansiosa
para conhecer a versão do Christian dos fatos de Cinquenta Tons mais Escuros,
então bora conferir o que eu achei (A resenha contém SPOILERS das versões
anteriores).
 

Neste livro temos a versão do Christian quanto aos fatos
ocorridos no segundo livro da saga (vocês podem conferir a resenha AQUI) então
temos como Grey reagiu a separação deles, como ele decidiu ir atrás de Anastácia
e tentar reconquista-la e depois disso como ele reagia a volta e como ele vive
um relacionamento que é total e completamente diferente de tudo o que ele já
viveu.

Na resenha de Grey eu disse como estava total e
absolutamente desejosa que a E.L. James escrevesse a versão do Christian sobre
os fatos de Cinquenta Tons Mais Escuros, porque é o meu livro preferido da
trilogia principal e porque existem fatos (como o Christian se colocar como
submisso para a Ana) que eu realmente queria ver do ponto de vista dele, então
eu fui completamente empolgada e ansiosa conferir esta leitura e? Que decepção!

Os pontos que eu queria ver sob o olhar do Christian foi
totalmente obscurecido pela personalidade que a Ana tinha em Cinquenta Tons de
Cinza (vocês não leram errado, é aquela Ana idiota e insegura do primeiro livro
mesmo), eu entendo que a ruptura que eles tiveram ao final do primeiro livro
reforçou um pouco dos traumas que o Christian tem, mas sinceramente, qual a
necessidade de empregar nela a personalidade insegura que a Ana tinha? Em
algumas partes eu fiquei ate esperando o surgimento de um deus interior.

Tudo o que a Ana faz na cabeça do Christian é um indicativo
de que ela irá largar ele, mesmo ela dizendo um milhão de vezes que o ama e que
não importa o que aconteça ela estará lá. Gente ele é um personagem forte,
dominador e psicologicamente doente? Sim, mas ainda assim é forte! E pelo que
eu li na versão da Ana e na versão dele, ela lidou com a separação e a volta
infinitamente melhor, e olha que eu achei ela bem irritante neste quesito.

Tem partes que realmente foram interessantes e que me
mostraram exatamente o que eu queria ver quando li Grey, mas honestamente:
estas partes não compensaram o chororó que o Christian tem internamente por
medo da Ana largar ele de novo, eu fiquei sufocada com esse medo todo e achei
ele bem mimizento.

A escrita da autora continua a mesma, fluida e bem tranquila
de ler, não achei erros de revisão, e como li em ebook não posso falar muito
mais sobre a edição. A única coisa que realmente me incomodou foi a
transformação da personalidade do Christian em um misto de todos os traumas que
ele já com o tom de insegurança da Ana quando ela ficava se perguntando porque
ele tinha escolhido ela.

Enfim para quem gosta da saga é uma leitura meio frustrante
(pelo ou menos foi para mim), mas de toda a forma vale a pena conferir porque é
uma visão diferente da Ana, uma vez que ela em cinquenta tons mais escuros
lidou de outra forma com tudo (uma forma bem melhor, mas ainda assim
diferente), então meio que da um parâmetro maior do que é a relação do casal.

Título: Mais EscuroSérie: Fifty Shades Páginas: 496 | Autor(a): E. L. James
| Editora: Intrínseca | Ano: 2018

Fifty Shades
Cinquenta Tons de Cinza| Cinquenta Tons Mais Escuros| Cinquenta Tons de Liberdade | Grey | Mais Escuro 


15 maio, 2018

[RESENHA] Sol Em Júpiter


Oi gente! A resenha de hoje e de um livro nacional que acabei de ler e sobre o qual eu preciso conversar com alguém! Vem saber o que eu achei de Sol Em Júpiter da autora nacional (e maravilhosa!Lola Salgado e que foi lançado em abril pela Editora Harlequin!

Sol é uma youtuber de muito famosa de Florianópolis. Sua marca: o cabelo cacheado e volumoso que lhe rendeu o apelido de Juba. Acontece que nem sempre ela foi tão bem resolvida com a sua aparência, durante anos sofreu bullying na escola e isso deixou profundas cicatrizes na jovem as quais ainda a perturbam.


Juba, está em uma fase bem complicada, ela vive para produzir conteúdo e aquilo que mostra para seus seguidores é a realidade, não que ela esteja mentindo deliberadamente para seus fãs, mas acontece que ela não quer que as pessoas conheçam certos aspectos da sua vida e conheçam algumas das suas inseguranças. Assim, Juba tenta se mostrar o mais verdadeira possível quanto consegue.


Numa sexta-feira dessas da vida ela precisa comparecer a um evento importante de certa marca para fazer presença V.I.P. na abertura de uma nova loja e assim trazer mais visibilidade, até aí tudo normal. Acontece que o dia vai de mal a pior. Dentre acontecimentos desastrosos, nenhum outro é pior do que entrar no banheiro masculino e dar de cara com um homem usando o espaço.


CAPÍTULOS NARRADOS PELO JÚPITER TÊM ESSA DIAGRAMAÇÃO

Dias depois ela deve voltar no shopping onde o evento aconteceu e acaba dando com o cara do banheiro e por azar (ou sorte!) eles acabam sendo obrigados a passar algumas horas juntos. É assim que ela descobre que Júpiter não é apenas um cara absolutamente lindo e com uma personalidade única, mas o mais bizarro sobre o cara é o fato de ele não reconhecê-la. O que é uma situação pela qual ela raramente passa com pessoas da sua idade.


Conversa vai e conversa vem ela percebe que sente uma atração imensa por ele o que a faz sentir ainda mais culpada já que Juba é noiva (do também youtuber!) André. Horas mais tarde quando eles se despendem ambos se despedem e pensam que nunca mais irão se ver, mas o destino insiste em fazer seus caminhos se cruzarem e agora eles precisam decidir como lidar com toda essa atração que sentem um pelo outro.


Quando decidi solicitar Sol Em Júpiter eu esperava um romance leve e divertido e o livro não me decepcionou, mas mesmo com as expectativas altas não esperava amar tanto essa história. E por quê? Bom, o livro traz muito mais que o romance maravilhoso: ele fala sobre auto-aceitação, síndrome do pânico, representatividade e como a vida online pode ser falsa. É sério, eu fiquei muito comovida com a história escrita pela Lola e me identifiquei com a Sol em tantos momentos que é até difícil comentar.


CAPÍTULOS NARRADOS PELO JÚPITER TÊM ESSA DIAGRAMAÇÃO


Júpiter é um personagem que traz alguns dramas para a história também, mas que ao mesmo tempo concede certa leveza para a história por causa da sua personalidade meio hippie e completamente única. Foi impossível não me apaixonar por ele e me compadecer de suas dores, mesmo porque eu conseguia entendê-las muito bem.



André foi um personagem que me incomodou logo de cara. Já no primeiro contato com ele sabia que ia acabar odiando o personagem no final. Dito e feito. Ele é um babaca de marca maior. Já Clarice, a melhor amiga de Sol, também me cativou, mesmo não aparecendo tanto assim ela foi, com toda certeza, fundamental na história da youtuber e isso fica bem claro.


Eu tenho quase certeza de que Sol Em Júpiter é o livro mais bonito da minha estante. O projeto gráfico do livro está irretocável (como você pode ver pelas fotos na resenha!). Mesmo tendo detalhes muito interessantes eles não incomodam a leitura, muito pelo contrário: eles a enriquecem e sem dúvida alguma foi um dos motivos de eu ficar babando pela obra.


OS VÍDEOS NO YOUTUBE TÊM ESSA DIAGRAMAÇÃO



Um destaque muito especial nesta resenha para a Lola que é uma autora super acessível, solícita e fofa. Falei algumas coisas com ela enquanto lia e postei algumas coisas no IG do site (ainda não nos segue lá? Clica aqui!) e ela sempre respondeu de forma muito carinhosa. Eu adoro esse tipo de pessoa dá até mais prazer de ler livros de gente assim!


Sol Em Júpiter já se tornou um livro favorito não apenas deste ano para a vida e o qual eu pretendo recomendar para TODO MUNDO, então, se você está lendo isso e ainda não conhece a obra, quero apenas dizer que você está perdendo um livro incrível com uma história absolutamente sensível, personagens cativantes e uma narrativa viciante












Título: Sol Em Júpiter Páginas: 256 | Autora: Lola Salgado  
Editora: Harlequin | Ano: 2018
13 maio, 2018

[AUTOR DO MÊS] Entrevista com Larissa Siriani

Oi gente! Continuando com a coluna do Autor do Mês (se você perdeu os outros posts de autor do mês é só clicar aqui) que esse mês conta com a participação da sensacional Larissa Siriani e trouxemos uma entrevista para que vocês possam conhecê-la melhor!

1-   
Oi Lari! Muito obrigada por topar ser a nossa autora do mês. Conta pra
gente um pouco como as suas histórias nascem? As ideias só aparecem ou você em
geral se inspira em alguém ou alguma coisa?
Acho que é um misto das duas coisas. Eu me inspiro muito com a vida
real, conversando com as pessoas, vendo as coisas à minha volta, mas às vezes
as ideias vêm quase do nada — uma inspiração repentina que fica martelando a
cabeça.
2-    Como foi transitar de um mundo de fantasia
para um real?
Foi um
pouco esquisito no começo. Passei os primeiros anos da minha carreira
escrevendo exclusivamente fantasia, e quando comecei meu primeiro Young adult (Amor plus size), eu sentia
falta de ter um elemento fantástico. Mas depois descobri que a vida real pode
ser tão ou mais mágica que os mundos fantásticos, se você prestar atenção. Não
é porque não tem uma bruxa, um vampiro ou um lobisomem que não tem magia. Ela
está nas pequenas coisas do dia a dia, e aprender a enxergar isso fez com que
eu apreciasse melhor todas as histórias.
3-   
Quando foi que você percebeu que precisava criar e falar de personagens
mais parecidas com você?
Quando eu comecei a procurar pessoas em que me espelhar e percebi que
não havia nenhuma. Não conseguia encontrar uma única personagem gorda nos
livros que eu lia, nas séries que eu via. A gente não percebe a falta que faz
uma referência até procura-la e não encontrar. Percebi que muito da minha
crença de que meu corpo era inadequado vinha da falta de representação positiva
na minha vida.
4-  Amor
Plus Size é uma obra de extrema representatividade e que fez muitas mulheres
(inclusive nos) se sentirem representadas na literatura, conta pra gente um
pouquinho sobre como foi criar está obra que é um ícone de representatividade.
Eu não estava pensando em nada disso
enquanto escrevia, não diretamente. Eu queria contar uma parte da minha
história, queria ter uma personagem que passasse por coisas pelas quais eu
passei, e que crescesse comigo e para além de mim. Escrever APS foi uma terapia,
na verdade; eu me dei conta de muitas coisas enquanto escrevia, acordei pra
vida. Sempre que alguém me diz que a Maitê ajudou um pouquinho a vida deles, eu
me sinto mais completa, porque foi isso que ela fez por mim também.
5- Você
tem o projeto Princesas GPower em conjunto com outras autoras maravilhosas!
Conta para gente como foi escrever uma estória junto com outras pessoas que
também querem representatividade Plus Size na literatura.
Foi uma experiência bem diferente. Eu passei
muito tempo pra escolher uma princesa, procurando uma história que eu quisesse
contar, até chegar na Bela Adormecida, e enfrentei um bloqueio criativo enorme
bem no meio do processo. Terminei o conto quase arrastada. Mas foi muito legal
ver o projeto tomando forma depois, e dividir isso com as meninas. Somos muito
amigas, e me inspiro muito na força que cada uma delas tem, profissional e
pessoalmente. PGP é um reflexo direto disso, de tudo que nós aprendemos na vida
e tentamos dividir com os leitores.
6-    Você pretende ou já tem algo encaminhado que
seja voltado para a fantasia?
Eu
tenho planos, mas ainda faltam ideias. Eu tenho lido bem menos fantasia
ultimamente do que há alguns anos, então isso tem certa influência. Tenho muita
vontade de escrever algo novo nessa área, mas não tenho pressa; quando for,
será.
7-   Esse mês temos O amante da Princesa
finalmente entre nos, o que podemos esperar desta estória?
Não é
nada parecido com o que eu já escrevi antes. É uma história bem mais adulta,
que trata de temas adultos. Tem emoções extremas, do riso às lágrimas. Mas
acima de tudo, podem esperar uma boa história. Esse é sempre o meu compromisso.
8-    Como foi o processo de pesquisa pra ambientar
O Amante da Princesa?
Eu fiz
essa pesquisa meio às avessas. Como eu não tinha intenção alguma de terminar a
história, eu não fiz o caminho normal de pesquisar primeiro pra depois
escrever: enquanto eu escrevia, ia pesquisando, e as coisas foram tomando forma
quase sem querer. Quando a Alba (minha agente) decidiu que queria apresentar o
livro pra editora, aí sim precisei sentar e fazer direito, e foram dias e dias
com muitas abas abertas pra pesquisar e muitas anotações em caderninhos.
Algumas coisas são mais difíceis de se encontrar do que outras, mas dei o meu
melhor pra tornar a ambientação o mais fiel e verossímil possível.
9-    Conta para gente: Depois de o Amante da
princesa o que podemos esperar?
Ainda
não sei. Tenho outros projetos de YA e outros de romances de época que quero
concluir, mas qual deles verá a luz primeiro, só o tempo dirá.
10- Você
tem um canal no YouTube (que aliás amamos!) onde você fala sobre muito mais que
literatura. Qual a importância desse espaço pra você?
O youtube foi uma plataforma muito
importante para o meu crescimento profissional. Apesar de eu não ter um público
dos maiores, fazer vídeos me ensinou muito sobre compromisso, sobre pesquisa de
público, mas principalmente sobre falar. Eu tinha uma dificuldade imensa pra me
comunicar verbalmente, e os vídeos foram uma prática importante para que eu
conseguisse quebrar essa barreira. Eu adoro criar conteúdo, e o youtube me dá
liberdade pra fazer isso do jeito que eu quiser.
11-   Conta
pra gente: quais autoras te inspiram e suas obras favoritas?
Ah, são tantas! Sou uma fã irreparável de
Carina Rissi e Paula Pimenta. As duas chegaram tão longe, e são inspirações
para os dias mais difíceis. Mas também me inspiro muito nas minhas amigas
autoras, como Clara Savelli, Gaby Brandalise, Aimee Oliveira; gente que começou
comigo e que não desiste, nem me deixa desistir.
12-  Muito
obrigada por responder a essas perguntas Lari, agora pra finalizar: você tem
algum ritual pra escrever suas histórias maravilhosas?

Só preciso de sossego, silêncio e paz de
espírito. O resto acontece sozinho.

Esperamos que tenham gostado da entrevista com a Lari pessoal! Para saber mais sobre ela basta clicar aqui para ver o post anterior! E esperamos vocês na semana que vem para conferir o conteúdo exclusivo que a Lari preparou!
10 maio, 2018

[RESENHA] Tronos & Ossos #1: Jornada No Gelo


Oiii seus lindos, ando meio sumida não é mesmo? Mas agora
estou de volta e com uma resenha maravilhosa! Vou falar sobre Jornada
no Gelo
, primeiro volume da trilogia Tronos & Ossos, e eu não sei nem explicar
direito o que  achei deste livro que no princípio era só uma premissa
interessante, mas que não apenas me conquistou de uma maneira inacreditável como fez com que devorasse a
história deixando-me encantar por cada nuance desta trama. Então bora lá conferir um
pouco mais desta aventura!

Em um mundo de Trolls fedorentos, Zumbis ameaçadores e um
Dragão terrível cuspidor de fogo que são capazes de assustar a maioria das
pessoas (não só pessoas, na verdade!), mas que não são páreos para Karn e Thianna, dois heróis improváveis,
dotados de muita coragem, inteligência e, para ser bem honesta, uma dupla bem improvável.



Karn é um garoto que vive em um mundo
repleto de magia e coisas fantásticas, mas que tem uma cultura semelhante a
Viking, mas diferente do que se espera, ele não é um lutador, na verdade é um jogados compulsivo e
excepcional (na mesma proporção), já Thianna é uma mestiça, metade gigante e
metade humana, que vive junto com os gigantes e é sensacional em esportes agressivos.
Em um festival que reúne diversos comerciantes, Karn e Thianna se conhecem,
pois seus pais tem o costume de negociarem um com o outro.

E falando em família, é por conta de desavenças e intrigas neste
campo, que Thianna e Karn acabam fugindo (cada um há seu tempo, mas acabam se encontrando) e embarcando numa aventura repleta de situações
apavorantes e para supera-las será necessário uma união de forças e assim conseguir vencer
seus inimigos e desvendar os segredos e traições que possivelmente mudaram suas
vidas para sempre!!

Estou tentando contar para vocês o que eu achei sem soltar
nenhum spoiler! Então vamos lá, primeiro de tudo eu preciso dizer Tronos & Ossos é um jogo em que Karn é viciado e realmente muito bom (e que tem
uma história absurdamente interessante por trás
). Segundo que no fim do livro ensina a fazer
um tabuleiro e a como jogar Tronos & Ossos, o que eu achei simplesmente
sensacional e que não vejo a hora de tentar fazer e começar a jogar (fiquem
ligados no nosso canal, que se eu conseguir fazer vou gravar e postar
lá um DIY!
).

Agora vamos à história de fato, no inicio eu me senti meio
perdida e achei que o Karn era só um desses “nerds” em uma versão de época,
chato e que não se importava com mais nada além do jogo, e realmente até determinado ponto do enredo ele é tão somente isto, até que o caminho dele se
cruza com o de Thianna, uma garota que no começo era só uma chata que
só sabia se fazer de vítima da condição de nascimento (ser mestiça pra ela é um
fardo imensooooo
), mas quando os dois se unem surge uma amizade interessante que
faz total diferença na vida deles e para o amadurecimento de ambos os personagens.

Então de uma maneira surpreendente eu passei de achar os dois chatos e imaturos para simplesmente me apaixonar pela dupla! Eles são
fortes e inteligentes, mas principalmente tem um senso de família e de amizade
maravilhosos que fizeram com que me rendesse completamente a eles.

Cada personagem tem seu papel especifico,  e a alguns me
afeiçoei mais, como a gigante Eggthoda. Já outros eu pura e simplesmente tenho o
orgulho de dizer que odiei desde o primeiro instante! Tem um personagem  em especial que me
irritou desde o início, daquele tipo que vejo e penso “esse cara é um
maldito” ou que sinto que vai fazer algo realmente ruim e que agora passarei o resto da minha vida nutrindo um ódio incalculável
por ele.

E aqui entra o talento do autor: a trama é tão bem escrita
que não tem como deixar de sentir o que os personagens sentem, as angustias e
os medos, as dores e tudo o que eles conquistam. É aquele tipo de narrativa em que nas
cenas de ação o coração palpita e a gente fica com vontade de entrar no livro
para ajudar.

A única coisa que atrapalhou no começo da leitura foram
os nomes estranhos que eu não tinha a menor ideia de como pronunciar e ai
acabava pronunciando de qualquer jeito, o que acabou sendo uma imbecilidade
porque no fim do livro tem um glossário que ensina como devem ser pronunciados (não cometam o mesmo erro que eu por gentileza!) então quando
aparecer um novo nome é só ir lá atrás para poder ver como se fala.

O enredo como um todo é apaixonante, desde a maneira como o
jogo se liga a lenda do mundo deles, a meiraira que a magia opera para cada um e, claro, a forma como as criaturas fantásticas
se portam. Há muito tempo não lia uma fantasia que me encantasse tanto e me deixasse
tão apaixonada e tão envolvida.

A capa do livro é meio estranha, mas também achei muito linda e
completamente de acordo com a história. A diagramação é simples e ao mesmo
tempo maravilhosa com diversos detalhes no início de cada capítulo que revelam um
elemento que está por vir e achei isto sensacional! As folhas são amareladas e
não encontrei erros de revisão o que realmente me agradou muito.


Como um todo é uma obra extremamente recomendada e não vejo
a hora de conferir o segundo volume e saber como alguns dos mistérios que
ficaram em aberto e algumas descobertas a serem realizadas vão correr.

Título: Jornada no Gelo Série: Tronos & Ossos Páginas: 340 | Autor(a): Lou Anders  
Tradutor(a):  Jacqueline Damásio Valpassos | Editora: Jangada | Ano: 2016
08 maio, 2018

[RESENHA] The Enforcers #2: Dominada

Oi gente! Faz algumas semanas que postei a resenha do primeiro livro da serie The Enforcers, Submissa (vocês podem conferir a minha opinião clicando aqui), da Maya Banks que vem sendo lançada aqui no Brasil pela Editora Gutenberg. Agora venho falar sobre o segundo volume, Dominada.


Passaram-se cinco dias desde os acontecimentos que levaram Evangeline a sair correndo do apartamento de Drake e neste meio tempo os dois estão passando por um inferno com a separação. Drake colocou todos os seus homens atrás dela na esperança de que possam leva-la para casa e explicar o porquê de ter traído tão profundamente sua confiança.

Evangeline por sua vez está tentando juntar algum dinheiro para que possa voltar para casa. Ela não pode mais ficar em Nova York. Depois de romper com as amigas por se mudar para a casa de Drake (alguém que ela havia conhecido apenas algumas horas antes!) de ser humilhada por ele, a cidade perdeu todo e qualquer atrativo.

Mas tudo isto era quando pensava que não teriam mais uma chance, naquele mesmo dia Drake recebe uma dica sobre onde Evangeline está e corre para encontra-la. Ele explica (tanto quanto possível!) o que motivou suas ações. Quando o casal finalmente acredita que venceu a pior das provações o destino trás uma grande surpresa que tratará a confiança e sentimentos que os unem. Será que Drake e Evangeline vão conseguir passar por isso é continuar juntos?

Desde o primeiro volume certas coisas vinham me incomodando. A primeira delas é que a Maya Banks parece endossar certos esteriótipos femininos que nós (mulheres) estamos tentando desconstruir com muita dificuldade, como por exemplo aquela noção de que há sempre competição entre nós e que amizade verdadeira entre o sexo feminino sem inveja é algo impossível.

Outra coisa me irritou bastante: por causa das atitudes precipitadas da protagonista (se não sabe do que estou falando clica aqui) ela e as amigas acabam ficando sem se falar, mas elas são apontadas como megeras, ainda que tenham tentado apenas  tentado botar juízo na cabeça de uma amiga que era inocente demais sobre embarcar tão rápida e profundamente em um relacionamento com alguém que ela literalmente acabou de conhecer. Drake e seus homens falam algumas coisas para Evangeline que acaba a afastando de pessoas com as quais convive desde muito nova. Isso, para mim, é um dos “sintomas” de relacionamento abusivo: quando o cara te isola das suas amigas e família, não te deixa tomar decisões e coisas do tipo os sinais de alerta TEM que começar a piscar. 

O meu maior problema com esse livro são os personagens masculinos. Todos eles. Aparentemente se a mulher não for estupidamente ingênua eles já a classificam como vadia. Se deu em cima de alguém? Vadia. Se aceitou ficar uma noite só com um cara? Vadia. Nenhum deles mostram respeito por mulheres com as quais o protagonista já esteve envolvido anteriormente alegando que eram todas o quê? Sim, acertou se pensou vadia!

Vamos esclarecer uma coisa? Respeite as pessoas com as quais já se envolveu. E aqui  fica uma nota de esclarecimento bastante importante: não importa se você se envolveu com uma pessoa por uma hora, uma noite, um final de semana ou uma vida inteira, apenas RESPEITE.

No book talk com a Lavínia Rocha, nossa autora do mês de abril (o qual ficou incrível e você pode escutar  clicando aqui!), falei muito sobre o quanto precisamos começar a nos conscientizar sobre o que consumimos e isso se aplica à literatura sim! Precisamos começar a mudar um pouco a nossa cabeça e parar de achar que esse tipo de relação é saudável e desejável. As autoras precisam começar a entender que romantizar certos tipos de situações e relacionamentos ESTÁ ERRADO.


Mais um ponto negativo em relação a esta história é que o Drake tem uma necessidade constante de afirmar que é o dono (exatamente esta palavra!) de Evangeline. Isso me irrita muito em qualquer enredo. Pessoas não são donas umas das outras (quando o são usamos o termo escravidão para definir a relação entre elas!) e ver um homem falando que é dono da mulher com a qual está se relacionando dá a impressão de que pode fazer o que bem entender com ela. Exemplo: se eu quiser posso quebrar meu celular, ainda que o valorize, uma vez que ele pertence a mim. Sou a dona dele. O mesmo se aplica com esse tipo de relacionamento, entendem? Falar que você é dono de alguém é dizer que pode fazer qualquer coisa com essa pessoa e nós sabemos (ou ao menos devíamos saber!) que esse tipo de pensamento não deve ser encorajado ou endossado (que parece ser o que esse livro faz!).

Acho que a capa tem tudo a ver com o tema do livro e gosto mais desta que a de Submissa, mas muito provavelmente porque sou apaixonada por verde. A diagramação está simples e as páginas amarelas somadas à fluidez da narrativa da Maya Banks foi provavelmente a única coisa que me fez chegar ao final da leitura.

O livro tem tanta coisa errada no seu enredo que a única coisa interessante na leitura são as cenas eróticas que seguem sendo muito bem escritas. Também serviu para reforçar certos padrões que jamais gostaria de ter e ser em um relacionamento. No mais a leitura trouxe mais aborrecimentos do que qualquer outra coisa.


Eu já via indícios de que as coisas não iam me agradar desde o livro anterior, então porque continuar a ler? Tenho livros incríveis da Maya Banks na minha estante, com personagens tão diferentes quanto pessoas reais. Algumas são mais frágeis outras mais guerreiras e eu gostei de TODAS elas. Além disso, o gancho do último livro prometia (ou foi o que pensei!) uma reviravolta bem interessante, especialmente para a personalidade da Evangeline, mas como vocês podem perceber fui iludida!

Não vou falar que a obra não deve ser lida, acho importante que vocês possam tirar as suas próprias conclusões acerca da história, mas acho importante deixar claro que nem de longe seria uma opção para indicar e que tenham esses pontos que mencionei para que não romantizar situações de risco.



Título: Dominada Série: The Enforcers Páginas: 289 | Autora: Maya Banks
Tradutora:  Isabela Noronha  | Editora: Gutenberg | Ano: 2018