Posts arquivados em Mês: julho 2018

29 jul, 2018

[RESENHA] Meu Doce Azar

Oiiii seus lindos, hoje iremos finalizar o autor do mês de
uma forma diferente! Como julho teve 5 domingos, nos preferimos concluir o
autor do mês então com a resenha do ultimo lançamento da Bhya! Está história
SENSACIONAL chamada Meu Doce Azar, lançada pela Novo Século, e que teve como
único intuito arrebatar de vez meu pequeno coraçãozinho. Então sem mais
delongas bora conferir este ultimo post deste mês maravilhoso com a Bhya.

Alice é uma bela e bem sucedida engenheira, que tem a sorte
como uma doce e velha inimiga, e agora além desta carga chamada falta de sorte,
ela também carrega na cabeça um lindo par de chifres. Assim temos uma mulher
que não se conforma com este novo enfeite na cabeça e decide abandonar seu
passado e seguir um novo caminho.


Ela só não imaginava que em seu novo caminho ela iria acabar
tropeçando em um ruivo que causa nela sentimentos que ela jamais conheceu em
seus 25 anos. E para conseguir chamar a atenção do “Ed Sheeran” brasileiro, ela
será ajudada pela melhor amiga encalhada e pelo irmão gêmeo desajeitado.


Não sei nem por onde começar a falar deste livro! Se pela
escrita encantadora da Bhya (já falei sobre isto AQUI), se pelo mundo da Alice
ou pelos personagens apaixonantes! Gente é tudo muito encantador, e uma leitura
tão gostosa e empolgante que eu acabei o livro em um dia e meio, e fiquei com
aquela sensação desesperadora de que precisava de mais da Alice e do Rafael,
mas principalmente eu preciso de mais do Henri!!


Todos os personagens são muito bem trabalhados, a família da
Alice é apaixonante (mas o irmão dela foi quem realmente ganhou meu coração) os
amigos dela são uma peça, e salvo uma exceção são realmente amigos mesmo, os
personagens que trabalham com ela são ótimos e o Rafael é realmente um príncipe
(quando ele não está andando de mão dada com o azar e metendo os pés pelas
mãos).


Eu gostei muito de a Alice ser uma mulher forte e divertida,
e mesmo com as duvidas dela, ela consegue seguir em frente e provar para si
mesma que ela é capaz e que é merecedora daquilo, mas principalmente eu gostei
muito de ver uma personagens que é fiel a seus ideais e que não se perde por
conta de um amor, ela é a mesma do inicio ao fim, com algumas mudanças que
são trazidas pelo tempo, mas sem mudar sua base, então ela foi realmente
apaixonante.


O Rafael é um mocinho lindo de mais para ser verdade, e eu
amei ele não por tudo o que ele tem de principesco (como o rosto lindo e as
boas maneiras), mas amei ele porque ele é falho de mais! Ele erra muito, mas
principalmente ele admite seus erros e aprende com eles, e ainda que ele acabe
prejudicando alguém no caminho, ele faz de tudo para concertar as coisas e
melhorar. Então em resumo eu amei o Rafael não porque ele é o “Ed Sheeran”
brasileiro, amei ele porque ele é irrevogavelmente HUMANO.


Os outros personagens secundários são muito bem escritos e
bem trabalhados e não da pra falar o quanto eu gostei deles e achei-os
importantes para o decorrer da trama, mas eu preciso falar com detalhes sobre o
Henri, o irmão gêmeo da Alice e meu maior e incrível amor nesta história toda
(desculpa Rafael, também te amo, mas amo o Henri mais), ele é engraçado,
espirituoso, um super irmão mesmo! Daqueles que se preocupam e ameaçam quebrar a
cara de todo mundo que machucar a irmã, mas ele me ganhou mesmo quando eu vi a
fraqueza dele, quando vi que ele tinha receios e medos que se assemelham muito
aos meus, foi ai que eu tive vontade de pegar ele no colo e trazer para casa.


A narrativa da Bhya continua encantadora, revezando os pontos
de vista da Alice e do Rafael (a maior parte é da Alice) e em alguns momentos
também mostram o ponto de vista de outros personagens (como meu amado Henri
<3).


Com o final de Meu Doce Azar eu fiquei mais apaixonada ainda
por cada um destes personagens e fiquei extremamente ansiosa para o lançamento
de Minha Amarga Sorte (e vocês podem conferir um trechinho dele AQUI que a Bhya
disponibilizou pra gente <3) e tenho certeza de que irei me apaixonar mais
uma vez.


A edição é um outro trabalho lindo a parte, a capa ficou
muito linda e me remeteu muito a descrição da Alice (Glorias aos céus porque
isto é algo importante de mais para mim, falei sobre isto AQUI) e nas costas do
livro tem um modelo que me fez ver muito mais o Rafael do que o Ed Sheeran
(desculpa Bhya kkkk) e realmente me agradou muito mais rs. A diagramação é a
coisa mais fofineeaaa que vocês vão ver (postei no Instagram do PL) com um
trevo de quatro folhas no inicio de alguns capítulos, e um trevo também para
separar os momentos no decorrer do capitulo. A fonte é muito agradável com um
tamanho de letra bom e com folhas amareladas.


Em resumo a história vale mais do que a pena ser conhecida,
porque como sempre a Bhya nos traz grandes ensinamentos e pontos para reflexão,
assim como temas delicados tratados de uma maneira tranquila para que nos
possamos mesmo pensar a respeito.

Este é o ultimo post do Autor do Mês de Julho com a Bhya
Cortes e se vocês perderam os posts dela durante este mês vocês podem conferir
AQUI, lembrando que para descobrir quem será nosso autor do mês de Agosto,
vocês devem escutar o Book Talk até o final! Até o Mês que vêm.

Título: Meu Doce Azar Páginas: 382| Autor(a): Beatriz Cortes  
| Editora: Novo Século | Ano: 2018
26 jul, 2018

[RESENHA] Engano Irresistível

Oiii seus lindos, hoje eu vim contar para vocês sobre este livro que me arrebatou de jeito como uma obra não faz há muito tempo, este livro que eu li em um dia e meio e que me ganhou completamente! Engano Irresistível, lançamento da Universo dos Livros, e que já tinha me conquistado só por está capa linda, mas o que eu descobri nas páginas realmente ganhou meu coração! Então bora lá conferir o motivo de todo este amor.

Continue lendo

25 jul, 2018

[RESENHA] A Rainha e o Valete


Oii gente, hoje eu vim falar para vocês sobre o livro A Rainha e o Valete, do autor Lázaro Piunti, que foi lançado no ano passado pela Editora Scortecci

Com a morte do rei da Estônia, a princesa Annieli, sua única filha, se
vê na obrigação de assumir o reino. Ela é doce e gentil, amante de poesias e
artes, mas juntamente com a coroa veio o casamento, com o Duque Lenart, um
nobre sem escrúpulos, que esta disposto a qualquer coisa para atingir os seus
objetivos. No casamento, Annieli se sente infeliz e sem expectativas futuras,
ela se torna uma moça prisioneira dos próprios sonhos. 

Desde a adolescência, Annieli e Lajosker são apaixonados, ele era o
ferrador de cavalos, que, por ordem do Rei, foi nomeado Valete. Sua origem
plebeia nunca deu uma chance ao casal apaixonado. Com Lajosker sempre por
perto, o antigo amor reacendeu, causando muitos infortúnios. 

Depois de um abraço, Lajosker tenta fugir, por amor, e vai para um mosteiro, onde
faz viagens imaginárias. Ele visita Platão, Agostinho e vários locais. Já a
rainha tem sua alma despedaçada pela ausência de Lajosker, mas mesmo assim
continua firme em governar seu reino. 

Então, esse livro não é bem o meu conforto literário, confesso que a
leitura demorou bastante, mesmo o livro sendo bem curto. A trama tem muitas
informações, mas jogadas ao mesmo tempo, o que me confundia bastante, eu custei
a entender vários capítulos.

Os personagens do livro não são muito convidativos, eles não passam a
sensação de conexão, o que acho que se deve ao fato de o enredo quase não
possuir diálogos, coisa que me incomodou muito. Eu só tenho opinião formada
sobre o Duque Lenart: ele é perverso, ambicioso e teve atitudes ridículas na
trama, que me deixaram com nojo.

As viagens imaginárias de Lajosker são interessantes e produtivas, mas como eu disse no começo, são muitas informações e me confundiam. Eu não me cativei com a trama amorosa, pelo contrário, fiquei super decepcionada.

O que me ajudou na leitura foram os capítulos curtos, com só algumas páginas, desse modo eu não me cansava muito. O livro tem a diagramação simples e folhas brancas, a arte da capa não me agradou muito. Bem, esse livro não funcionou para mim, mas não significa que não vá funcionar para você. 

Título: A Rainha e o Valete Páginas: 151 | Autor(a): Lázaro Piunti
Editora: ScortecciAno: 2017

24 jul, 2018

[GEMINIANO] Personagens de The Originals de cada signo

Olá, pequenos astros. Como vocês estão? Sentindo-se
lindos assim que acordam? Não andam precisando de elogios alheios para se
sentirem maravilhosos? Para vocês, apenas o fato de estarem caminhando nesse
planeta já faz com que todos ao seu redor sejam sortudos por conhece-los? Não
se preocupem, não. O sol entrou em Leão, e isso é só mais um dia normal na vida das
pessoas pertencentes a esse signo tão odiado, e ao mesmo tempo tão amado.


Tendo esses sentimentos em mente,
e também atrelado ao fato de que The Originals está quase no fim, eu não podia
deixar passar a oportunidade de fazer um post homenageando essa série que
sempre me causou um misto de emoções. Se você é fã ou não, não importa, vem
comigo que eu sei que você vai curtir. Pega a pipoca ou a pizza, o vinho, suco
de uva (se você é menor de idade), ou aquele maravilho Bourbon, e vem comigo.

ÁRIES – KOL MIKAELSON

 
Impulsividade, bom de briga, língua
solta, e delicado como um coice de mula para falar/lidar com as pessoas. Essas
são algumas das características básicas de um bom ariano, e que Kol tem de
sobra. Ao longo da série vemos ele tomar atitudes sem pensar muito bem, na
maioria das vezes apenas guiado por sua raiva, o que nem sempre é uma boa ideia
(nem para ele, e nem para vocês, arianos que agem igualmente). Eu ainda vou
além, e ousaria dizer que o ascendente dele deve ser em Leão, porque apesar de
tudo, ele ainda tem um ego gigantesco, e não precisa de ninguém dizendo o
quanto ele é bom, Kol já sabe disso e não precisa ser relembrado. E para não
dizer que estou falando apenas coisas ruins do seu lado ariano, ele possui uma
característica que eu acho primorosa, a lealdade àqueles que ama. Sim, o povo
de Áries pode ter todos os defeitos do mundo, mas a lealdade deles é incontestável.

TOURO – DAVINA CLAIRE

Além de todas as características
que eu já citei ao longo desses meses nos posts, há algo que provavelmente
nunca comentei sobre os taurinos: sua convicção. O pessoal desse signo costuma
ser bastante focado, decididos e vão até o fim para defender seus ideais. E
isso é justamente o que a Davina faz durante todo o seu tempo na série. Ela é
impetuosa e não tem medo de afrontar ninguém, mesmo que seu inimigo seja um (ou
vários) vampiro original. Davina também tem outra característica muito única dos
taurinos, seu emocional mais equilibrado, e às vezes até um pensamento meio
calculista para analisar algumas situações, no entanto, sempre tendo um foco,
ou um motivo ligado ao emocional para guia-la.

GÊMEOS – LUCIEN CASTLE

Quem aqui adora um vilão que
surpreende? Então, o Lucien chegou de mansinho, e no fim das contas foi uma das
melhores coisas na temporada em que apareceu. E isso porque ele tinha um plano
bastante sólido, inteligente e até criativo de como derrubar a família
original. Mas não são apenas essas características que fazem dele um bom
geminiano. Se você não se lembra, ele ainda jogou um pouco do lado do Klaus,
fingindo como ninguém que queria ajuda-lo. E bem, em questão de mentir e fingir
bem, nós sabemos quem é o signo do zodíaco que melhor faz isso, não é mesmo?
Geminianos, não me odeiem. Tenho propriedade para falar sobre porque também sou,
e não podemos negar que de vez em quando usamos essas capacidades ao nosso
favor.

CÂNCER – KLAUS MIKAELSON

Já li muitos posts por aí
categorizando Klaus como um ariano, mas toda vez que via isso eu morria de rir.
As pessoas pegam uma característica isolada, e não a essência do personagem e acha
que isso faz ele daquele signo. Mas aqui vamos pegar a essência dele. No fim
das contas Klaus é totalmente mimado, birrento, com uma mania de perseguição
fora do comum, completamente sensível a tudo que saia do seu controle,
dramático ao extremo porque só ele passou por coisas ruins na vida, e adora um extremismo
para resolver as diversas situações. Se você não viu características e essência
de um canceriano aqui, recomendo a ler mais sobre eles. Pra mim Klaus é um
típico canceriano com ascendente em Escorpião, então ele tem todas essas
características citadas anteriormente, mais a impulsividade nata do escorpiano.

LEÃO – MIKAEL MIKAELSON

Acho que até hoje falei apenas de
mulheres leoninas, então vamos explicar um pouco sobre a personalidade
masculina do povo desse signo. A primeira coisa que devo ressaltar é o ego mais
do que inflado, e isso Mikael tem de sobra. A necessidade de ser O respeitado, O macho alfa, aquele que manda e faz acontecer persegue os leoninos natos, e é
tudo o que o papai original sempre foi. Além disso pais leoninos tendem a ser
bastante exigentes com os filhos, criando-os para o mundo, e não sendo adepto à
passar a mão na cabeça de ninguém. Mais uma vez, temos aqui Mikael sendo totalmente
fiel às características.

VIRGEM – CAMILLE O’CONNELL

Não é para inflar o ego, mas os
virginianos são um dos signos mais inteligentes do zodíaco. E antes que venham
reclamar, isso não é a toa, e sim um reflexo de toda a sua dedicação naquilo
que fazem, comprometimento, e amor por aprender. Há também uma vontade de
entender o outro, e isso vem por causa da sua curiosidade nata. Cami
sempre foi assim, não é à toa que era a psicóloga particular de Klaus, e sempre
estava sendo aquela que ouvia todos os problemas da família mais problemática e
maluca do mundo das séries.  Além disso a
nossa princesa sempre foi muito ligada aos seus princípios, defendendo seus
entes queridos com unhas e dentes, outra característica de uma típica
virginiana.

LIBRA – REBEKAH MIKAELSON

Quem é que já passou o rodo no
elenco de The Originals e The Vampire Diaries (não estou falando da Nina)?
Brincadeiras a parte (mas não podemos negar esse lado da Rebekah), o que faz
dela uma libriana nata não é apenas isso. Já falei por aqui algumas vezes que
Libra rege a sétima casa do zodíaco, que é a mesma casa da família. Apesar de
tudo que a Rebekah passou, e que seu irmão Klaus fez para ela, no fim das
contas a moça é, no meu ponto de vista, aquela que sempre foi o pilar entre
todos os irmãos. Além disso, não é novidade que a vampira original sonha em
construir a sua própria família, por mais que não possa ser mãe. Não estou
dizendo que todas as librianas querem isso, e sim que se dão muito bem quando
resolvem fazê-lo.

ESCORPIÃO – ELIJAH MIKAELSON

E quem é o original mais amado?
Sim, senhoras e senhores, o nosso querido Elijah, que é um homem justo na
grande maioria das vezes, mas também atormentado e guiado pelas suas emoções. Já
repeti várias vezes como os escorpianos sentem as coisas, com profundidade e impacto,
e ele não é nenhum pouco diferente. Até a impulsividade em certos momentos onde
não sabe como lidar com algumas coisas (oi última temporada) é a prova de que
este homem é um escorpiano nato. Ainda ouso dizer que ele deve ter o ascendente
em Touro e lua em Libra com quase toda a certeza. Touro lhe traz o pé no chão e
a estabilidade necessária para ele não surtar tendo um lado emocional tão
forte. Quanto a lua em Libra, acho que já ficou claro, não é?


SAGITÁRIO – HAYLEY MARSHALL

A nossa rainha Hayley foi de mais
odiada à amada em The Vampire Diaries de uma hora para a outra. E isso ao meu
ver se dá à sua personalidade dúbia em vários momentos. Além disso, ela também sempre
demonstrou ser alguém impulsiva de certa forma, adorando a diversão (e momentos
a dois bem quentes), e prezando por sua liberdade. E como se isso não fosse o
bastante para ter certeza de que ela é uma sagitariana nata, todas as mudanças
dela como mãe da Hope também são típicas de mães sagitarianas. Elas dão
liberdade aos filhos, não gostam de criar prendendo, porque sabem que os filhos
são para o mundo. Mas não se engane se acha que ela não vai virar uma fera para
protege-los ou que também não seria capaz de grandes sacrifícios.

CAPRICÓRNIO – MARCEL GERARD

Espírito livre, expressão que
define tanto Marcel, quanto os capricornianos. E além disso, assim como as
pessoas desse signo, Marcel também gosta de estar no controle das situações, de
preferência no topo de uma cadeia de comando, porque no fim das contas ele
sente que pertence a esse lugar. Além disso, o vampiro tem outra característica
que os capricornianos adoram negar que possuem, a quase necessidade de sentir
que fazem parte de algo maior e grande, e no caso do Marcel, o desejo de fazer
parte da família Mikaelson. E para terminar, não posso deixar de citar o lado
positivo e forte dos capricornianos, que é o cuidado às vezes paternal que as
pessoas desse signo assumem com relação a outras pessoas (assim como Marcel).

AQUÁRIO – DAHLIA

Uma das melhores coisas que a
segunda temporada de The Originals trouxe foi a chegada da irmã da mãe dos
originais. Já chegou causando muito estrago, mostrando ser uma pessoa bastante
fria, calculista, e capaz de tudo para alcançar os seus propósitos. Se você
convive com um aquariano, com ascendente, mas principalmente lua também em
Aquário, entende o que quero dizer, e não vai deixar de concordar que Tia
Dahlia é desse signo.

PEIXES – FREYA MIKAELSON

Quem é mesmo que só sofre, sofre,
sofre, e quando já não aguenta mais, sofre mais um pouco, e ainda por cima é a
irmã mais deixada de lado? Isso mesmo, Freya. Admitindo ou não, ela é totalmente
levada por suas emoções, tanto que é capaz de tudo para proteger aqueles que
ama de qualquer dor, inclusive colocando a si mesma à frente de perigos. Já
expliquei como os piscianos carregam as coisas para si, e o quanto isso pode
ser prejudicial, já que diferente dos cancerianos, eles não sabem a hora de
parar. E assim é a Freya, que já sofreu tanto por não poder ter uma família sua,
algo que ela e os piscianos também prezam, mas ainda si continua lá na frente
de batalha se sacrificando.
Por hoje é isso, pequenos astros.
Espero que vocês tenham gostado, e que assim como eu, estejam ansiosos para ver
o final de The Originals (e torcendo para que a Plec faça melhor do que fez em
The Vampire Diaries).
Beeijos e luz.
23 jul, 2018

[RESENHA] O Amor Não Tem Leis #4: Muito Além Do Amor


Oi gente! Hoje eu vim falar sobre Muito Além Do Amor, o quarto (e último!) volume da série O Amor Não Tem Leis da linda, maravilhosa (e nossa parceira!) e diva Camila Moreira que está sendo lançado esse mês pela Editora Paralela. Para conferir as outras resenhas das outras obras postadas no site clica aqui e para saber a minha opinião sobre este livro continue lendo.



Depois do acidente que quase o matou, Diego leva uma vida bem normal, porém ele agora é um Promotor Público e lida com os mais difíceis tipos de processos e os que mais o chocam são aqueles onde o agressor justifica seus atos com o amor. Pro nosso príncipe esse tipo de coisa é absurda e injustificável. 


Larissa é uma mulher marcada pela violência doméstica que sofreu por anos a fio. Ela e sua filha, Malu, estão tentando seguir com a vida e se recuperarem de tudo o que lhes fizeram, mas não é fácil. Larissa tem medo o tempo todo e Malu deixou de falar depois que Dennis, seu pai, a agrediu. Mesmo assim elas seguem em frente da melhor maneira que conseguem.


E quando o destino decide cruzar os caminhos de Diego e Larissa uma atração instantânea surge entre os dois. A doçura dela o encanta enquanto que, aos poucos, a jovem vai descobrindo as virtudes do promotor, mas quando se vive o que ela viveu, quando o amor é usado para te violentar, como voltar a acreditar que ele pode ser algo bom?


Exatamente hoje é o dia do lançamento de Muito Além Do Amor e por isso decidi guardar esta resenha para esta data, uma vez que terminei a leitura a algumas semanas. Esse livro foi uma mistura de sentimentos tão fortes que é difícil falar sobre ele, sem me emocionar de novo com a história dos personagens.


Que Diego é um príncipe, todos nós já estávamos cientes desde que lemos O Amor Não Tem Leis, mas aqui, mais velho e maduro lutando por aquilo que acredita da melhor forma que pode, ele não apenas conquistou ainda mais meu coração, mas também me inspirou de uma forma ímpar que poucas vezes aconteceram durante uma leitura.


Larissa possui uma história tão triste e, ao mesmo tempo, tão real e comum que foi impossível não sentir empatia por todas as suas inseguranças, medos e traumas. Ela realmente foi a personagem do livro que me fez sofrer e chorar mais vezes (e olha, foram muitas!). As composições de sua personalidade foram muito bem traçadas pela Camila para estarem de acordo com o que uma vítima de violência doméstica sente em vários momentos e isso realmente cortou meu coração e ao mesmo tempo fez com que amasse ainda mais a Mila.


Ainda falando da Larissa, acho que você que me conhece deve estar se sentindo confuso(a): como assim a Jessie elogiando uma personagem cheia de medos e inseguranças? Sim eu amo uma personagem toda empoderada (Clara e Manu são exemplos excelentes da autora), mas aqui faz sentido ter alguém frágil tendo em vista o que ela passou, ademais não existe só um tipo de força. A Larissa continua, dia após dia, tentando seguir em frente e fazer o melhor para ela e a filha. Se isso não é uma personagem forte eu não sei o que é!


Outro ponto bastante interessante são as personagens infantis que a Mila criou e é impossível não fazer um paralelo entre elas: Vitória, a sobrinha do nosso príncipe, é espontânea, crédula e confiante. Já Malu é tímida, retraída e frágil. Ambas mostram o que uma realidade dentro de um lar podem fazer para a ajudar ou não que uma criança floresça.


Como estudante de Direito não posso deixar de elogiar o cenário jurídico que a Mila traz para o livro. Tudo é retratado da forma mais próxima possível da realidade sem tornar isso uma parte chata da leitura para quem não tem interesse na área. Eu não esperava nada menos.


Essa capa está divina. Fiquei apaixonada por ela assim que bati os olhos nesta belezura! A diagramação está como nós últimos livros da série, mas como meu livro é uma prova antecipada ele não possui orelhas e as páginas são brancas (algo que pela primeira vez não interferiu no meu ritmo de leitura). Encontrei alguns errinhos, mas é natural já que ainda faltava pelo menos uma revisão. O fato é: tudo isso será solucionado na versão finalizada.


Há algumas coisas que preciso ressaltar aqui antes de encerrar a resenha. A primeira delas é que a Mila pegou o meu coração e estraçalhou o pobrezinho com este final. Eu cheguei a soluçar de tanto que chorei, então prepare seu coração quando decidir começar esta leitura. Além disso as cenas de sexo maravilhosas que ela escreve continuam assim, mas por causa do enredo vou te dizer que não são abundantes não, mas isso não interferiu em nada na avaliação do livro, inclusive fez ainda mais sentido tendo em vista o que a Larissa passou.



De todos os livros da Mila que li ate agora (e olha, não foram poucos!) Muito Além Do Amor é, de longe, o meu favorito por trazer uma história tão linda, real e necessária para todos nós, especialmente dentro do cenário erótico onde mexe e vira eu percebo a romantização de relações tóxicas por autoras. 










Título: Muito Além Do Amor Série: O Amor Não Tem Leis Páginas: 248 | Autora: Camila Moreira| Editora: Paralela | Ano: 2018








22 jul, 2018

[AUTOR DO MÊS] Book Talk com Beatriz Cortes

Oi gente! Hoje iremos pré-encerrar o conteúdo do autor do
mês de Julho porque como este maravilhoso mês tem 5 domingos, nos decidimos
encerrar o autor do mês semana que vem. Então não deixem de acompanhar esta semana que vai ser incrível
também! Foi simplesmente Sensacional (usamos muito está palavra no mês da Bhya)
o Book Talk e esperamos que vocês aproveitem tanto quanto nos!! Então vem
conferir esse book talk e ver o que a Beatriz Cortes contou pra gente!


APERTA O PLAY!

Como a Bhya tem obras com diversos temas interessantes,
optamos então por falar de algo que é recorrente nos livros dela, e o tema
escolhido para book talk foi: Como tratar amizades fortes entre personagens de
sexo oposto na literatura. Só que para não perder nossa fama de golpistas (já
admitimos, e aceitamos esta culpa) falamos também sobre diversos outros
assuntos. Não
deixem de ouvir até o final porque ficou realmente incrível!


OUTROS CONTEÚDOS:

O Book Talk foi o penúltimo post da nossa coluna Autor do
Mês, então se você perdeu alguma coisa e quer saber o que já saiu basta clicar
nos links abaixo!
   ENTREVISTA

Nós gostaríamos muito de agradecer a Bhya por ter sido tão
incrivelmente maravilhosa durante todo o mês! E por ter confiado em nós para a
publicação de conteúdos tão incríveis. Para saber quem é será o nosso autor ou
autora do mês de Agosto escute o podcast até o final!
19 jul, 2018

[RESENHA] A Escola do Bem e do Mal #2: Um Mundo Sem Príncipes

Oiii seus lindos, hoje vamos falar de Um Mundo Sem
Príncipes, segundo volume da série A Escola do Bem e do Mal (o primeiro vocês
podem conferir AQUI) que foi lançamento do ano passado da Gutenberg e que eu
estava extremamente ansiosa para ler! Esta resenha contém alguns SPOILERS do
primeiro livro, e sem mais delongas vamos ver o que achei desta obra.

Um Mundo Sem Príncipes começa com Agatha e Sophie realizando
aquilo que Agatha sonhou desde que elas foram levadas para A Escola do Bem e do
Mal: Voltar para Gavaldon, e lá ter o seu final feliz, com a certeza de que
todos os seus problemas terminaram. Mas como a vida dela não é o conto de fadas
que elas esperaram, as coisas começam a desandar.
O Storian tinha um final que as garotas não faziam ideia
para seu conto de fadas, mas quando Agatha escolhe um final diferente do
esperado para a história delas, ela acidentalmente abre os portões da Escola do
Bem e do Mal, e assim ela e Sophie são levadas de volta para o mundo dos contos
de fadas, mas ele está completamente modificado.


Agora bruxas e princesas vivem juntas na Escola para Meninas
e são inspiradas a viverem sem príncipes Tedros e os meninos, príncipes e
vilões, vivem nas antigas Torres do Mal, e uma guerra está se instaurando entre
as escolas e a única forma de Agatha e Sophie se salvarem é trazendo a paz de
volta.


Neste segundo volume temos a volta das leitoras para o mundo
dos contos de fadas, com surpresas que elas nunca poderiam imaginar. Sophie
segue na busca por ser do bem e a Agatha segue como uma fiel e amorosa amiga
que fará de tudo para ter seu final tranquilo ao lado de Sophie. E aqui temos
um ponto que vinha me incomodando desde o primeiro livro e que se tornou
insistentemente irritante neste segundo livro: QUAL A RAZÃO DE TENTAR MANTER
ALGO QUE ESTÁ FADADO AO FRACASSO?


Sério gente, a amizade das duas nunca foi uma mão dupla, era
SEMPRE, desde as primeiras páginas do livro 1 a Sophie usando a Agatha para
conseguir algo (primeiro como um projeto para parecer boa o suficiente e ser
levada pelo diretor da Escola, depois para mostras que a Agatha era má e que as
duas estavam trocadas, e por ai vai), e eu entendo que o sonho dela de ser uma
princesa sempre foi maior e isto meio que a deixou cega, mas essencialmente a
Sophie é má, só o tamanho do egoísmo dela já mostra isto.


Então entramos em outro ponto: eu queria entender qual a
necessidade que o Soman tem começar os livros mostrando uma Sophie total e
completamente fútil (não que ela não seja, porque ela realmente é movida pela
futilidade) e uma Agatha completamente submissa as vontades fúteis da Sophie (e
sabemos que a Agatha não é assim, e esta necessidade doentia de deixar ela
submissa me irrita muito) porque estas situações me fazem pensar que o autor
queria muito tornar a Sophie a personagem principal e para que isto aconteça
ele precisa apagar a Agatha, caso contrario ela irá sobressair completamente
aquela que sempre desejou ser a princesa.


E aqui entramos em outro ponto: Amizades Toxicas! Serio
gente não é só relacionamentos amorosos que são abusivos não, amizades também
podem ser e aqui temo uma Sophie completamente manipuladora, obcecada por seus
próprios desejos e sentimentos sem se importar em nenhum momento com o que os
outros estão sentindo no processo de busca dela pelas realizações. A Agatha
passa a maior parte do tempo preocupada com a Sophie, querendo que ela se torne
uma pessoa boa (quando ela realmente não é! 95% do ser dela é mal) e ai ela se
apaga e se submete as vontades e planos da Sophie só porque ela acha que a
amiga vai ficar feliz assim! A Agatha é uma ótima amiga e realmente uma pessoa
boa, mas ela é burra e deixa a Sophie fazer o que quiser e isso me mata!


A história é completamente instigante, porque tem elementos
que a todo o momento te fazem querer ler desesperadamente as próximas páginas
para saber o que virá a seguir, e tem umas reviravoltas que sinceramente me deixaram
com o queixo caído! Principalmente algo que eu tinha certeza (sim fui iludida) de
havia sido resolvido no final do primeiro livro, e ai simplesmente me apareceu
como uma reviravolta desesperadora neste volume.


Vamos falar um pouquinho sobre está capa pela qual me
apaixona! Serio gente é uma arte muito linda, e reflete de uma forma
assustadora as coisas que decorrem nas páginas do livro. E por falar nas
páginas a diagramação segue lindíssima com os desenhos (e que mão maravilhosa a
do ilustrador) no inicio de cada capitulo, seguindo o mesmo padrão do primeiro
(que eu falei AQUI), e realmente com um trabalho primoroso da editora quando a
composição e a revisão da obra.
P


Por fim é um livro bom, mas os pontos referentes a amizade da Agatha e da Sophie me incomodaram muito, e eu sempre enxerguei um grande potencial na princesa para ver simplesmente ela ser sugada por uma amizade que só ela vê. E ai no meio deste livro eu já estava tão irritada com tudo que disse a mim mesma que não leria o terceiro volume, e ai o Soman vem e me põe uma situação completamente surreal nas ultimas páginas e eu preciso mesmo ler o ultimo livro agora para saber o que ai acontecer. Mas principalmente eu espero que o terceiro livro explore todo o potencial da Agatha, e que para além de perceber que ela é realmente uma princesa, que ela seja tão incrivelmente foda como eu acho que ela pode ser.

Título: Um Mundo Sem Príncipes Série: A Escola do Bem e do Mal Páginas: 318 | Autor(a): Soman Chainani 
Tradutor(a):  Alice Klesck  | Editora: Gutenberg | Ano: 2017
18 jul, 2018

[RESENHA] A Garota Italiana

Oiii gente, hoje eu vim falar com vocês sobre o livro A Garota Italiana, da autora Lucinda Riley, lançado a alguns anos pela Editora Arqueiro. Confesso que demorou um pouco para essa resenha ficar pronta, me faltaram palavras para descrever a história, mas vamos lá, se quiser saber minha opinião sobre o livro, continue lendo.  


Rosanna Menici é uma jovem italiana que mora em Nápoles, ela
leva uma vida simples e um tanto quanto conturbada, pois seus pais têm uma
pequena cantina no bairro da Piedigrotta, e frequentemente ela ajuda na limpeza
e servindo mesas.

Aos 11 anos, durante uma festa dos amigos de seus pais, ela
conheceu Roberto Rossini, ele é um jovem cantor de ópera. Quando Roberto canta
uma música para homenagear os pais, Rosanna sente que o ama.

Por ter um dom musical único, seu irmão, Luca, a leva para
ter aulas de canto com Luigi Vincenzi, apesar de ser escondido dos pais, que
não aprovariam a ideia, Rosanna frequenta as aulas por cinco anos. Chegados os
seus 16 anos, ela embarca para Milão, ao lado de seu irmão, para estudar em uma
escola de música muito famosa.

Da escola de música, Rosanna chega ao palco do Scala, uma
das mais famosas óperas do mundo, e seu caminho se cruza novamente com o de
Roberto Rossini, eles não conseguem esconder a paixão que sentem um pelo outro,
mesmo com os avisos dos amigos mais próximos. Juntos, eles passam a se
apresentar pelo mundo, arrebatando toda e qualquer platéia com suas vozes.

O amor que eles sentem um pelo outro é quase obsessivo, e
começa a afetar todos ao redor de Rosanna, mas absorta na paixão, ela se sente
incapaz de abrir seus olhos para o que está acontecendo. No entanto, essa
paixão pode se desestabilizar a qualquer minuto, pois segredos do passado de
Roberto ameaçam emergir. 
Eu não sei bem por onde devo começar, esse livro é mais
incrível a cada página, e é muito difícil transmitir toda a magnificência dele, já deve ser a quinta vez que releio esse livro, mas até hoje não acho
palavras para descrevê-lo. Esse foi um dos poucos livros que realmente me
fizeram chorar, e admito, chorei feito um bebê.

O livro é narrado em terceira pessoa, tirando algumas
páginas em que a Rosanna narra algumas coisas, o que me agradou bastante, pois
o livro não tem foco em um só personagem. 
A história gira em torno de vários sentimentos, mas o principal é o
amor, não importando de que forma, as personagens sempre chegam até ele.

Rosanna Menici começa o livro ainda criança, com uma
personalidade forte e decidida, seu amor pela música a leva aos palcos mais
famosos, mas quando ela começa a viver uma paixão com Roberto, ela se mostra
cega para tudo que não seja ele. E ao longo do livro, ela vai perdendo a
essência decidida e começa a aceitar um relacionamento em que ele, a todo o tempo dita
as regras, ela desiste de sonhos por ele, ele a faz perder a vontade de cantar,
ela entra em um relacionamento tóxico.

Roberto é o típico pegador, tem o que as pessoas chamam de
“personalidade de estrela”. Quando conheceu Rosanna em Nápoles, ele não poderia
imaginar que essa seria a garota que mudaria sua vida. Eu ainda não sei bem
como o descrever, pois comecei o livro não gostando dele, mas ao longo do livro
ele pareceu melhorar, mas quando ele faz uma coisa com a Rosanna, por um motivo
besta, e nas condições em que ela se encontrava toda a simpatia que desenvolvi
por ele caiu por terra.

A história traz personagens fortes e muito bem construídos.
Dentro da trama, há várias histórias de amor além do casal principal, como o do
Luca e Abi, personagens que me deixaram muito fascinada. Luca é irmão de
Rosanna, e sempre se sentiu apaixonado por Abi, que é melhor amiga da irmã,
mas os dois passam por muitos problemas, principalmente porque Luca fica indeciso
entre o amor que sente por Abi e a paixão pelo seminário.

Todas as personagens têm uma evolução dentro da história,
mas a evolução da Rosanna foi a que me deixou mais fascinada. A trama mostra
como é difícil renunciar a um relacionamento quando já se passou tanto tempo
naquilo, quando se ama tanto, mas também mostra como só o amor por alguém não
sustenta um relacionamento, pode até sustentar, mas não um relacionamento
saudável, e não para sempre, mostra que o amor cura, mas que também destrói.

O livro conta uma história de amor, sim, mas ele também tem
traições, alegrias, tristezas, música e obsessão. Com o livro, eu desenvolvi
mais meu gosto por óperas (sim, eu amo óperas), passei muita raiva,
principalmente com as atitudes infantis do Roberto, torci por algumas
personagens, me frustrei com outras, como o que a Rosanna fazia e deixava de
fazer pelo Roberto, chorei com alguns diálogos, me apaixonei por outros, bem, é
um livro de fortes emoções, e o mais engraçado é como essas emoções se misturam
e quando você vê, já está chorando. Esse definitivamente não é um livro de
romances com clichês.

A Lucinda não escreveu a história como um conto de fadas,
que tem um final feliz e mágico, ela simplesmente contou uma história mais
real, uma história em que é possível se conectar verdadeiramente com as
personagens, uma história em que o amor tem seu espaço, mas não só da forma
padrão, ela mostra um outro lado do amor.

Praticamente todos os outros personagens têm uma história
cheia de segredos e mistérios, mas sem ser cansativa e repetitiva, ela
conseguiu tecer a trama sem nenhum buraco, todos na história têm seus medos,
suas frustrações, e eles têm muita voz, o que claramente me deixou muito feliz.

O Luca pode ser definido como o mocinho do livro. Desde o
início ele foi o único que acreditou no potencial da irmã mais nova, deixou em
segundo plano a própria liberdade para cuidar do futuro da Rosanna, ele mesmo longe sempre estava presente, é o tipo de pessoa que se importa mais com os
outros do que consigo mesmo. Quando a irmã do meio, Carlotta, teve problemas,
ele foi o primeiro a correr e ajudar.

Carlotta foi uma personagem muito interessante na trama, no
começo do livro eu a achei muito enjoada, pelo jeito como tratava a Rosanna,
mas ao longo do livro eu percebi como ela foi forte, ela passou da filha mais
linda e querida para uma moça triste e sem expectativa de vida, mãe solteira e
misteriosa, a história dela é muito real, me fez refletir bastante.

Em 1996, o livro foi publicado com o título de Ária sob o
antigo pseudônimo da autora, “Lucinda Edmonds”, em 2014, o livro teve uma
atualização e uma reedição, e o resultado final foi “A Garota Italiana”.

Os livros da Lucinda Riley sempre tiveram um lugar especial
no meu coração. Eu nunca fui muito de romances, mas quando a autora é a
Lucinda, é impossível não virar a fã número 1. O livro tem uma diagramação
simples, com folhas amareladas, a arte da capa é magnífica, o que mais me
chamou a atenção nela foram as cores vibrantes, que eu amo, na história a Rosanna
descreve o lugar onde vive como colorida e vibrante, essa associação com a capa
é muito interessante.

Geralmente a autora escreve livros com histórias e personagens diferentes
que se entrelaçam, com personagens antigos e atuais fazendo toda a trama, mas A
Garota Italiana tem um enredo mais simples, mas não menos rico e instigante.

Confesso que depois desse livro, está muito difícil ler
outra coisa, se você quer uma história de romance diferente de tudo que já leu,
pode apostar em A Garota Italiana.  





Título: A Garota Italiana Páginas: 464 | Autor(a): Lucinda Riley
Tradutor(a):  Fernanda Abreu | Editora: ArqueiroAno: 2014
17 jul, 2018

[RESENHA] Quinteto Do Tempo #3: Um Planeta Em Seu Giro Veloz



Oi gente! Hoje vim contar para vocês qual a minha opinião sobre o terceiro livro da série Quinteto Do Tempo, Um Planeta Em Seu Giro Veloz, da Madeleine L’Engle e lançado recentemente pela Editora HarperCollins Brasil, parceira do site. Para ler as minhas resenhas de Uma Dobra No Tempo e Um Vento À Porta clique aqui.

Vários anos depois dos acontecimentos de Um Vento À Porta, temos uma Meg já adulta e casada com Calvin, seu companheiro de aventuras passadas, e esperando um filho do mesmo, mas nada mudou no tocante aos Murry já que eles continuam sendo uma família nada convencional.

Sandy e Danny, os gêmeos, estão na faculdade estudando, respectivamente, direito e medicina provando que também herdaram os genes inteligentes de seus pais, claro que não tanto quanto Meg e Chales Wallace e por falar no caçula da família, ele acabou se afastando até mesmo de sua irmã mais velha, uma das pessoas com quem mais se entendia no passado, mas como é Ação de Graças estão todos reunidos para celebrar a data.


Quando Meg tenta se aproximar do jovem, algo não funciona muito bem e é quando uma nova missão aparece, Charles Wallace deve enfrentar o novo desafio que se apresentou, mas desta vez nem sua irmã e nem Calvin estarão com ele, para ajuda-lo nesta missão ele contará com Gaudior, um unicórnio que tem poderes muito bem-vindos, e juntos eles devem impedir que a ameaça de uma guerra nuclear se concretize. Mas será que eles conseguem?

Para quem leu as resenhas anteriores sobre o primeiro e segundo volumes dessa série sabe muito bem que estava bastante desgostosa com a escrita da Madeleine e com os rumos que ela dava para suas histórias, focando em coisas que eu não achava necessária e arrastando uma narrativa que eu gostaria que fosse um bocado mais dinâmica.


Acontece que algumas coisas mudaram nesse livro, a pirraça (por falta de palavra melhor) que os protagonistas faziam nos dois volumes anteriores diminuiu consideravelmente, uma vez que agora não temos mais uma criança como protagonista, Charles Wallace está com quinze anos agora e entende melhor as coisas porque está mais maduro, sem contar que Meg não embarca na aventura junto com ele, o que eu acredito que ajuda.


A narrativa ainda me irrita um bocado, apesar de estar bem melhor aqui. O que me incomodou em todos os volumes é que quando a história pede um ritmo mais dinâmico e até chega nele, a autora é incapaz de manter isso. E quando (finalmente!) a narrativa começa a ficar do jeito que eu quero sou frustrada com o fato de isso durar absurdamente pouco.


O desfecho desse livro foi algo muito inesperado e absurdamente interessante, no final eu entendi que a história foi sendo encaminhada para esse rumo, mas não percebi nada enquanto lia e fui pega completamente desprevenida com a forma que a Madeleine terminou a história, mesmo estando frustrada com a narrativa, acredito que vou ler sim o próximo volume (contrariando o que falei na resenha anterior).


A diagramação está simples e segue o padrão dos outros livros. No caso das edições desses livros eu acredito que o grande destaque esteja na arte da capa. Todas elas seguem um padrão (meu TOC agradece!) e as cores usadas para composição da arte são absolutamente incríveis (inclusive veja a capa do quarto volume clicando aqui!)


Bom, acredito que no final seja interessante que você leia o livro e tire suas próprias conclusões já que, pelo que eu andei lendo pela blogosfera, a minha opinião faz parte de uma minoria porque a maior parte das pessoas que leram esses livros gostaram muito mais que eu da história.













Título: Um Planeta Em Seu Giro Veloz Série: Quinteto Do Tempo Páginas: 224 
 Autora: Madeleine L’Engle Tradutor:  Erico Assis  | Editora: HarperCollins | Ano: 2018


QUINTETO DO TEMPO
Uma Dobra No Tempo | Um Vento À Porta | Um Planeta Em  Seu Giro Veloz | Muitas Águas | Um Tempo Aceitável 
16 jul, 2018

[RESENHA] Joana D’Arc

Oiii seus lindos, hoje vim trazer para vocês a resenha deste
livro de não ficção que eu estava desde o lançamento super ansiosa para ler:
Joana D’Arc: jovem, líder, bruxa, santa: a surpreendente história da heroína que
comandou o exército francês. Lançado aqui pela Gutenberg e que foi uma obra
surpreendente, porque simplesmente foi encantador, de muito aprendizado e com
toda certeza: algo que eu não esperava. Então bora conferir o que eu achei
desta obra de Helen Castor.
 


Todos conhecemos Joana D’Arc das aulas de história, aquela
mesma que comandou o exército francês em uma época em que mulheres não eram
mais do que uma reprodutora e dona de casa. Conhecemos a história de quando ela
virou uma das mulheres mais notáveis da era medieval, mas é só o que conhecemos
(pelo ou menos é só o que eu conhecia) os relatos a partir do momento em que
ela foi até o Delfim da França para dizer o que Deus havia falado com ela até o
momento em que ela foi levada a julgamento e condenada.


Nesta obra, ao contrario do que estamos acostumados, Helen
Castor faz um relato do antes da Joana que conhecemos, dos fatos que levaram ao
surgimento de Joana D’Arc tal como a conhecemos. Assim somos apresentados a uma
jovem vibrante, que enfrenta os desafios da fé e da dúvida, e que vem a se
tornar a grande personagem que conhecemos que tomou partido em uma sangrenta
guerra civil e que lutou contra os ingleses.


A um tempo atrás eu falei para vocês AQUI que tive uma
dificuldade com o livro Os Filhos dos Nazistas, porque era uma narrativa histórica
extremamente acadêmica e que acabou sendo uma leitura bem arrastada, então meio
que eu esperava encontrar isto por aqui, achei que mesmo que a história do
livro começasse 14 anos antes dos fatos que tornaram Joana D’Arc a mulher de
estudamos, seria uma leitura arrastada e bem acadêmica.


E mais uma vez a vida veio me provar que eu nasci para ser
iludida kkkk Helen Castor tem uma escrita tão leve que eu tinha que ficar me
lembrando que aquilo ali era uma história real e não uma ficção muito bem
ambientada, que o livro contava a mesma história da Joana D’Arc que eu estudei
na escola (e posso assegurar que eu teria aprendido bem mais se meus livros
escolares tivessem esta escrita),  porque
a maneira como ela narra os fatos que aconteceram é tão leve e dinâmica que as
paginas vão passando sem que você sequer perceba, e quando assusta já está no
final do livro.


Fiquei muito feliz de poder ler esta obra porque existiam
fatos que eu não conhecia ou não lembrava. Com toda a certeza o antes de Joana
aparecer para o Delfim eu não conhecia e foi muito legal entender o que levou a
França até o momento em que os anjos precisaram usar uma mulher para guiar os
caminhos da guerra (e sim eu acredito que ela falou com anjos e santos e tudo o
mais), e ai até entender o porquê de um povo que ela tanto ajudou acabar
condenando-a por bruxaria.


Foi realmente uma leitura de muito aprendizado, com
personagens históricos que eu já tinha estudado, mas que conhecia tão pouco
(aquele clássico de que só sabemos para fazer uma prova e depois nos
esquecemos) e que realmente me fez ter consciência da importância daquilo tudo
para o que somos hoje, mas principalmente me deixou extremamente encantada por
está mulher que lutou bravamente e que colocou em cheque diversas coisas de sua
época.


A edição da Gutenberg merece um destaque a parte com está
capa linda que é muito adequada a obra, uma diagramação simples, mas com
detalhes muito lindinhos em todo inicio de capitulo. Também não encontrei erros
de revisão (se tem eu não os percebi) e achei a fonte muito tranquila de ler,
bem como nossas adoráveis folhas amareladas que tornam a leitura muito mais confortável.


Por fim está é uma obra super indicada para os amantes de
história e para aqueles que gostam de uma história bem ambientada, com guerras
e tudo o mais, porque como disse lá em cima a escrita é tão suave que é fácil esquecer
que estamos lendo uma história real.

Título: Joana D’Arc Páginas: 315 | Autor(a): Helen Castor
Tradutor(a):  Cristina Antunes  | Editora: Gutenberg | Ano: 2018